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Blog do Desemprego Zero

Engenharia e desenvolvimento

Escrito por Imprensa, postado em 17 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Por Eduardo Gomes e Rodrigo Medeiros

Publicado no Monitor Mercantil de 17/12/09

O processo de desenvolvimento econômico é complexo. Sabe-se, entretanto, que ele não pode ser atingido sem investimentos produtivos e estes, por sua vez, estão entrelaçados às atividades de engenharia. Contabiliza-se que para cada milhão de dólares investidos há a necessidade de se agregar pelo menos um novo profissional de engenharia.

Nesse sentido, preocupa-nos o fato de que apenas 5% dos concluintes de cursos de graduação no Brasil sejam de engenharia. A média dos países da OCDE é de 14%. Na Coréia do Sul essa média é de 25% e na Rússia, 18%. O Brasil forma 1,6 engenheiros para cada 10 mil habitantes ao passo que os chineses, 4,6. Para as pessoas que esperam competir por preços com os chineses o recado é claro.

Dados da OMC expõem um quadro merecedor de reflexões. Algo entre 55% e 75% das exportações dos países mais desenvolvidos e dos tigres asiáticos é oriundo de três indústrias: metal-mecânica, química e eletroeletrônica.

Levando em conta que os EUA, o Japão e a Europa respondem por pouco menos do que 70% dos gastos globais em pesquisa e desenvolvimento (P&D), não se faz necessário muito esforço para compreender as ações de defesa da indústria automobilística norte-americana desde a década de 1980, quando os japoneses estavam inundando o respectivo mercado daquele país.

Cotas de importações foram adotadas, pois empregos e capacidades tecnológicas dinâmicas estavam em jogo. A nacionalização recente da GM faz sentido estratégico nesse quadro analítico ampliado para além dos estreitos critérios de eficiência estática.

Para que um país desejoso de se tornar bem sucedido no setor de serviços, as estatísticas da OMC também revelam ser necessário primeiro se tornar mais produtivo na indústria de transformação. Trata-se, portanto, de um ponto de passagem praticamente obrigatório os ganhos sistêmicos de eficiência e produtividade nas indústrias de transformação para que os setores primário e terciário de uma economia sejam dinamizados.

A competição global marcada pela concorrência imperfeita nos mercados demanda que eficiência dinâmica, ganhos contínuos de produtividade e sustentabilidade caminhem harmoniosamente. Estado e mercado nacional se complementam nos esforços coletivos pelo desenvolvimento econômico e social do país. Nesse complexo processo de transformação, planejamento e livre iniciativa se justapõem.

Segundo consta no artigo 170 da Constituição Federal: “A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social (…)”. Entre os princípios vinculados ao respectivo artigo destacam-se a busca do pleno emprego e a redução das desigualdades regionais e sociais.

Há muito a ser ainda feito no Brasil. Estamos certos que haverá maiores espaços para esses debates em 2010. O Brasil ainda está longe da grande nação que pode ser.

Eduardo Gomes

Deputado federal (PSDB-TO) e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara.

Rodrigo Medeiros

Professor adjunto da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).



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