A lógica brasileira na conferência do clima
Escrito por Imprensa, postado em 14 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif (blog)
Há uma questão das mais relevantes sendo tratada na reunião de Copenhague: a responsabilidade objetiva pelo aquecimento do planeta.
A busca dos “culpados” está ligada à questão fundamental: quem paga pela preservação.
Muitos atores pretendem que o jogo seja bancado exclusivamente pelo mercado, através dos créditos de carbono.
A posição brasileira – assumindo a liderança dos emergentes – é que os Estados nacionais financiem a luta contra o aquecimento, através de uma medida objetiva: PIB per capita. Países com PIB per capita maior, em tese, são os que se desenvolveram no velho modelo predatório. E são os mais ricos, razão para que financiem os emergentes.
Para inverter a pauta de discussão e aumentar a responsabilidade dos mais ricos, a estratégia brasileira consistiu em apresentar suas próprias metas – indicativas – e exigir metas objetivas e compromissos de financiamento da parte dos desenvolvidos. Como se trata de uma negociação, as metas estipuladas para o Brasil – por ele próprio – não podem ser ambiciosas, justamente para dar espaço para negociação.
O lance brasileiro, ousado, revitalizou o acordo. Se sairão resultados concretos ou não, se verá nos próximos dias.










