Assassinato de reputação
Postado em 4 dEurope/London dezembro dEurope/London 2009
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
O artigo de Cesar Benjamim sobre o filme Lula, o Filho do Brasil, publicado na Folha de S. Paulo em 27 de novembro, caiu na armadilha de transformar a crítica política em character assassination.
O leitor há de concordar que a prática não escasseia nas mídias contemporâneas. Seja como for, o artigo de Benjamim suscitou uma controvérsia que envolveu o “grande jornalismo” e seus “inimigos” abrigados nos blogs da internet. Com exceções honrosas, graças aos céus não tão raras, o debate foi dominado por argumentos ad hominem, num jogo de espelhos em que os defensores do bom jornalismo começam por violar as regras recomendadas ao adversário ou “inimigo”. Em alguns cantos e tantos recantos, Benjamim foi massacrado impiedosamente, numa retorsão que só abastarda o padrão já miserável em que se desenvolveu a contenda.
Talvez Paul Virilio, importante pensador francês da atualidade, tenha exagerado ao observar que, na moderna sociedade capitalista de massas, a mídia é o único poder que tem a prerrogativa de editar suas próprias leis, ao mesmo tempo que sustenta a pretensão de não se submeter a nenhuma outra. Digo talvez, porque essa convicção tornou-se ainda mais agressiva e generalizada com o desenvolvimento das novas mídias, espaço em que o anonimato e a inexistência de regras criaram uma “sociedade” hobbesiana. Nela, a loucura do sonho iluminista da liberdade guiada pela razão é superada pela realidade do pesadelo da liberdade da loucura, uma aventura da desrazão. Clique aqui para ler o artigo na CartaCapital.
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