Grupo do PMDB lança Requião à presidência
Escrito por beatriz, postado em 24 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
No encontro de diretórios, em Curitiba, partido propôs pré-candidatura do governador como via alternativa à campanha de Dilma
Por Rhodrigo Deda e Gladson Angeli GAZETA DO POVO
Lideranças do PMDB de 15 diretórios estaduais lançaram neste sábado (21) o nome do governador Roberto Requião como pré-candidato à Presidência da República. A decisão foi tomada no encontro realizado no Hotel Pestana, em Curitiba, por um grupo de peemedebistas descontentes com os compromissos assumidos entre a cúpula nacional do partido e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a sucessão presidencial no próximo ano. Estiveram presentes no encontro o senador Pedro Simon, o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, os senadores Pedro Simon (RS) e Neuto Couto (SC) e o ex-governador Orestes Quércia (SP). O senador Renan Calheiros, que havia confirmado presença, não compareceu.
O governador Requião afirmou que a decisão dá “oxigênio ao velho MDB de guerra”. “Não podemos ter um partido acessório, que não se manifesta”, declarou.
Só em junho do ano que vem o PMDB decidirá em convenção se lançará candidatura própria
No encontro, os peemedebistas publicaram uma moção de apoio à candidatura de Requião, chamando a direção nacional do partido a promover debates nos estados para a elaboração de um programa de governo. O lançamento da pré-candidatura de Requião é uma reação à cúpula nacional do PMDB. Lula ofereceu à legenda a vaga de vice na chapa de Dilma Rousseff. Mas parte do PMDB prefere uma aliança com o governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato do PSDB à presidência. Quércia, um dos peemedebistas que vinha defendendo a aliança com os tucanos, declarou ontem que abre mão do apoio à Serra em favor da candidatura própria. “Se não tivermos o candidato próprio, que para mim tem de ser o Requião, então defendo uma coligação com o PSDB”, afirmou.
Coube ao senador Pedro Simon (RS) propor durante o encontro que Requião seja o candidato do PMDB à presidência. Depois de criticar os integrantes da cúpula nacional – por terem feito parte tanto do grupo de apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, quanto do presidente Lula – Simon defendeu que a partir de agora Requião comece a viajar pelo país para lançar seu nome como pré-candidato.
O lançamento de candidatura própria pelo PMDB tem sido visto como um “jogo de cena” para que alguns dirigentes estaduais possam desestabilizar a aliança entre PT e o partido e possam aderir livremente à candidatura tucana. Simon, porém, nega que seja esse o objetivo. “Com o nome dele (Requião) acho que vai ser muito difícil perder a convenção. A candidatura de Requião não é uma candidatura anti-Lula, é uma candidatura do PMDB que pode e vai para o segundo turno e talvez seja a salvação do Lula para não perder para o Serra”. Na avaliação do senador, Requião, ao contrário de Dilma, pode vencer José Serra num segundo turno eleitoral.
Requião defende programa de governo com mais produção e trabalho no Brasil
O governador do Paraná, Roberto Requião que o PMDB precisa de um programa de governo, divisor de águas, que faça frente aos interesses do capital financeiro no país. “O Brasil avança com mais produção e mais trabalho e não com juro bancário”, disse Requião no encontro nacional do partido realizado em Curitiba.
”Temos que defender o capital produtivo. Temos que ser contra a precarização do trabalho, contra o jogo de juros e defesa do grande capital. Não vai haver defesa do desenvolvimento agrícola e do trabalho com neoliberalismo, com o Brasil sendo comandado pelo Banco Central, que tem pessoas competentes para cuidar da moeda, mas incompetentes para todo o resto”, completou Requião.
CAPITAL PRODUTIVO
O governador do Paraná – apontado como pré-candidato do PMDB pelo ex-governador Orestes Quércia (SP), pelo governador Luiz Henrique (SC) e pelo senador Pedro Simon (RS) – disse que o programa do partido deve valorizar o capital produtivo. “Trabalho e capital produtivo geram capital financeiro. É um projeto essencial. Enquanto a política monetária conduzir o país, não vamos ter uma política agrícola industrial, social, trabalhista, nacional. Porque o Brasil será um ramo do mercado global e não uma nação”.
“A partir de um programa podemos pensar em candidatura própria ou em aliança. Mas daí será uma aliança em cima de alguns princípios bem claros e não esta tradicional negociação por cargos. Que não significa nada para o país”, completou.










