Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Como a roubalheira que assola a vasta maioria dos municípios brasileiros traz tanto – ou mais – prejuízo ao País quanto os grandes escândalos
No início do mês, a Controladoria-Geral da União (CGU) atingiu um número simbólico: fiscalizou os repasses de recursos federais em 30% dos municípios brasileiros, algo próximo a 1,6 mil pequenas cidades, com menos de 500 mil habitantes. Individualmente, os relatórios enviados pelos fiscais da CGU mostram casos de corrupção barata espalhados por todo o País, mas, quando observados em conjunto, desenham um cenário sombrio.
De acordo com o levantamento do órgão fiscalizador do Poder Executivo, 95% das cidades visitadas pelos agentes da CGU apresentam problemas na administração dos recursos federais que lhes foram repassados nos últimos anos. Esses problemas, na maior parte dos casos, são na verdade indícios de malversação do dinheiro público, que muitas vezes se traduz em licitações fraudadas, comprovação de gastos com notas frias e falsas ou na apropriação pura e simples de recursos por parte dos agentes municipais. Apesar de pequenas, essas cidades receberam R$ 11 bilhões apenas de programas ligados aos ministérios nos últimos seis anos. (Clique aqui para ler a matéria da revista Isto É.)
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Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
por Luiz Eça
Em dezembro, haverá eleições presidenciais na Bolívia. Evo Morales será certamente reeleito por larga margem. Nas últimas sondagens (Ipsos-Opinion, Apoyo y Mercado) obteve 54% contra 20% do oposicionista Manfred Reyes Villa. E seu partido, o MAS (Movimiento Al Socialismo), ganharia o controle do Senado, com 22 cadeiras, deixando seus rivais com apenas 15.
A eleição de Evo, em 2005, fora recebida com desprezo pelas classes ditas ilustradas – a elite dos 12% de brancos da população, que detinha o poder desde a independência no século 19.
Governos anteriores, abençoados por Washington, seguiram à risca os princípios do FMI durante 20 anos seguidos. E o resultado foi que a renda per capita nacional, em 2005, era menor do que há 27 anos; 80% da população viviam na miséria naquele que era o país mais pobre da América do Sul. O que se poderia esperar de um pequeno fazendeiro índio no governo de um país nessas condições? Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Folha de S. Paulo
Por Antonio Delfim Netto
2009, O ANO da “Grande Crise”, já vai caminhando para o final, e nós, brasileiros (ao contrário da maioria dos povos do mundo), podemos contabilizar uma safra bastante razoável de boas notícias na economia: depois da imersão forçada no final de 2008 (e de continuar “fazendo água” no primeiro trimestre deste ano), a economia iniciou uma saudável recuperação e vai entrar 2010 crescendo com vigor.
Este é o dado que interessa: voltamos a crescer mais do que o mundo. “That”s the point”, dizem os “gringos”: “Os caras deram a resposta menos esperada”… Como é natural, entre nós algumas pessoas desmerecem essa visão periférica e podem até ter razão: o conhecimento que se tem do Brasil lá fora é, obviamente, incompleto.
Esse desconhecimento só perde, às vezes, para o distanciamento que nós próprios mantemos a respeito de alguns problemas vitais deste nosso país-continente (ainda agropastoril) e da gente que o povoa e o faz caminhar para se tornar uma potência agroindustrial. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por José Luís Fiori
Depois de uma década à esquerda, a América do Sul está entrando numa zona de forte turbulência. Neste final de 2009, o Uruguai pode eleger para presidente da República, um homem do povo e ex-guerrilheiro tupamaro; e o Chile talvez eleja um bilionário arrogante e de direita, que lembra muito o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi. No mesmo ano em que a Bolívia e o Equador reelegeram governos dispostos a mudar radicalmente a estrutura do estado e da propriedade dos seus países, com objetivos socialistas, mas sem ruptura revolucionária. Em 2010, haverá eleições na Colômbia e no Brasil; e, em 2011, no Peru e na Argentina.
Durante esta primeira década do século, as mudanças no continente foram apoiadas pela expansão econômica mundial, que também estimulou o projeto de integração da América do Sul. Mas a crise financeira de 2008 provocou uma desaceleração do crescimento e do próprio projeto de integração econômica. E o projeto de integração política foi atingido em cheio pelo novo acordo militar entre a Colômbia e os Estados Unidos, que autoriza o uso do território colombiano por forças militares norte-americanas, de onde poderão controlar o espaço aéreo da Venezuela e de toda a América do Sul. Por isso, não é exagero dizer que o futuro da América do Sul, na primeira metade do século XXI, pode estar sendo decidido nestes próximos dois anos. E já é possível mapear as grandes disjuntivas e escolhas que estão no horizonte do continente sul-americano. Leia o resto do artigo »
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Postado em 5 dEurope/London novembro dEurope/London 2009
Por Martin Wolf
Fonte: Valor Econômico (04/11/2009)
Déficits fiscais não são resultado da estupidez de governo mas uma resposta ao comportamento privado
Se quisermos entender onde estamos, precisamos entender onde estivemos. Isso é especialmente verdade se quisermos escapar dos enormes déficits fiscais que estão sendo administrados por muitos governos. Esses déficits não são resultado da estupidez de governo; são principalmente uma consequência e uma resposta ao comportamento privado.
Não podemos ignorar essa conexão.
A diferença entre poupança interna e investimento é igual à conta corrente da balança de pagamentos (em si o inverso da conta de capital). A poupança interna e o investimento podem ser divididos, por sua vez, entre setor privado e governo. A soma das contas privadas, governamental e externa, deve ser igual a zero. Mas ainda é possível perguntar como fazem isso e, em particular, que comportamento aciona os padrões específicos e níveis de atividade que vemos. Na crise atual, fazer essa pergunta é particularmente revelador. Leia o resto do artigo »
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