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Blog do Desemprego Zero

Para garantir venda, Dassault pode baixar 40% o custo dos caças

Escrito por Imprensa, postado em 11 dEurope/London setembro dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Valor Econômico – 10/09/2009

Governo reabriu processo de escolha, mas definição pelo modelo francês é dada como certa

Só o descumprimento, por parte da francesa Dassault, das promessas feitas pela França ao governo brasileiro no fim de semana, poderá mudar uma decisão já tomada politicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: os futuros caças da Força Aérea Brasileira deverão ser os Rafale franceses, a serem vendidos ao Brasil com custos bem inferiores aos oferecidos inicialmente, inclusive na manutenção e operação das aeronaves. Para não ficar sem opções, porém, o governo brasileiro reabriu o processo de escolha, para todos os concorrentes melhorarem as ofertas “finais” feitas em 2008.

Executivos da Dassault participaram da reunião entre os governos do Brasil e da França, na madrugada de domingo para segunda-feira, que resultou numa carta – cujos termos são mantidos em sigilo – do presidente Sarkozy a Lula, assegurando o compromisso dos franceses em melhorar substancialmente a proposta. Nas conversas, os franceses chegaram a garantir que baixarão em 40% os custos previstos de operação do Rafale (de quase US$ 16 mil por hora/voo para menos de US$ 10 mil).

Há forte simpatia, na Força Aérea e mesmo no governo e entre políticos governistas, pelos caças suecos Gripen, da SAAB, considerados mais baratos e de manutenção mais fácil, além de permitirem grande participação de engenheiros brasileiros no desenvolvimento do projeto do avião a ser fornecido, ainda em fase de elaboração. O caça F/A-18 da Boeing americana está, na prática, descartado como opção, apesar de incluir, de maneira inédita, armas e acessórios de alta tecnologia e garantias oficiais de transferência de tecnologia, reiteradas ontem em nota da embaixada dos EUA. O governo brasileiro crê que as garantias são limitadas e não cobrem toda a tecnologia desejada pela FAB.

Em uma das últimas conversas entre o assessor de Segurança nacional da Casa Branca, Jim Jones, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, assessores americanos para transferência tecnológica admitiram que dificilmente cederiam ao Brasil o código-fonte dos aparelhos, para permitir que o Brasil equipasse os jatos com armamentos não produzidos nos EUA. Jobim lembrou que o Brasil desenvolve, com a Índia e África do Sul, mísseis de alta tecnologia com os quais quer equipar a FAB. Os franceses, nas discussões com o Brasil, garantiram que armamento brasileiro poderá equipar os Rafale.

Já nos preparativos para a visita do presidente francês, Nicholas Sarkozy, ao Brasil, para a comemoração de 7 de Setembro, ficou clara a intenção do governo brasileiro de garantir aos franceses condições de tornar sua oferta competitiva e facilitar a decisão política em favor dos caças da Dassault. Ao saber da expectativa de Sarkozy, de um anúncio em favor dos Rafale, Lula telefonou a Jobim para saber como andava a avaliação feita pela FAB em relação aos concorrentes. Após consulta ao comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, Jobim comunicou ao presidente que o principal ponto negativo do francês seria a enorme diferença de preço e de custo de manutenção e operação. O próprio Lula considerou excessiva a diferença entre o caça francês e os concorrentes.

As restrições foram comunicadas a Sarkozy, durante o jantar oferecido ao francês, no domingo, e, às 23 horas, após a garantia do francês de que seria possível baixar os custos, Lula convocou Jobim para que se reunisse com uma delegação francesa, chefiada pelo chefe da Casa Militar do governo francês, almirante Edouard Guillaud. Já na reunião, à afirmação de Guillaud de que Sarkozy tem interesse em expandir a aliança estratégica com o Brasil, Jobim respondeu que a Dassault teria de responder a vários problemas apontados pela Aeronáutica na proposta da empresa. Coube ao comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito, levantar os pontos fracos da proposta francesa, concentradas no custo de compra e operação.

Os franceses prometeram custos iguais aos pagos pelo governo francês pelos Rafale. Os brasileiros lembraram que há diferenças de especificações nas duas forças aéreas, o que deveria levar o custo pago na França a ser o teto máximo a ser aceito. Foi o que levou os executivos da Dassault a garantir custo inferior a US$ 10 mil por hora/voo, por pelo menos 30 meses.

Saito queixou-se também da falta de ofertas de financiamento por parte dos franceses e exigiu a garantia de que o Brasil poderá comercializar os Rafale, que terão uma linha de montagem no Brasil. Os franceses ofereceram a permissão de comercialização dos aviões na América do Sul. Por insistência dos brasileiros, ficou estabelecido que essa permissão englobaria toda a América Latina.

Do ponto de vista técnico, segundo garantiu Jobim a Lula, as propostas seriam equivalentes, com vantagens e desvantagens para todos. O Gripen é criticado por ter apenas uma turbina, o que lhe dá menores preço e custo de operação, mas torna mais graves as consequências de panes, acidentes ou ataques, por exemplo. Para justificar a desconfiança nas ofertas de transferência tecnológica dos americanos da Boeing, em reuniões com autoridades americanas, Jobim lembra o caso recente de equipamentos de GPS para os Super-Tucano da FAB que foram entregues “degradados”, com precisão de 150 metros, em vez de um metro, como no contrato.

A inclusão, na oferta, de negociações para compra de dez unidades e até apoio na fabricação dos futuros cargueiros da Embraer foi outro ponto que deu nova vantagem aos Rafale – e, após críticas levadas a Brasília pelos concorrentes, levou à reabertura de apresentação das ofertas. Há pressões dentro do governo e na base política em favor dos Gripen, bem mais baratos. “A decisão tem de ser técnica”, diz o deputado Maurício Rands (PT-PE), da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, para quem a proposta dos Rafale é desvantajosa. “O custo de operação do Gripen é de US$ 4,5 mil por hora/voo, o do F/A-18, US$ 10 mil e o do Rafale é US$ 16 mil”, diz.

Antecedentes de negócios com os EUA são ruins, diz Garcia

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse ontem que se suecos e americanos derem as mesmas garantias oferecidas pelos franceses, o governo brasileiro concordará em conversar com eles sobre a compra do lote de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), o chamado Projeto FX-2.

Garcia ressaltou, no entanto, que as garantias envolvem preço, transferência tecnológica e possibilidade de venda para a América Latina. Lembrando seus tempos de advogado, ele disse que gosta de analisar negócios com base em antecedentes. “E os antecedentes americanos, no caso dos Super Tucanos da Embraer, não são bons”, relatou.

Em 2006, o governo americano proibiu a venda dos Super Tucanos produzidos pela Embraer para a Venezuela, alegando que o avião tinha componentes americanos e que, contratualmente, essa venda não era permitida. A Embraer teve de suspender o contrato para o governo venezuelano.

Garcia foi irônico ao comentar a nota divulgada pela embaixada americana, ontem, segundo a qual os Estados Unidos também estariam dispostos a transferir tecnologia. “Transferência tecnológica é genérico. Estamos interessados em transferência efetiva e saber se não haverá qualquer tipo de restrição posterior”, afirmou.

Antes da recepção ao presidente de El Salvador, Maurício Fuenes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou com a proposta americana, dois dias depois de afirmar, ao lado do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que estava abrindo as negociações com a França: “Daqui a pouco eu vou receber (esses aviões) de graça.” Garcia negou que tenha havido qualquer recuo por parte do governo. “Foi uma decisão política, como devem ser as decisões tomadas por um presidente da República e por um ministro da Defesa”, disse.

O assessor de Lula também desmentiu a informação de que a FAB vetou tecnicamente a compra dos caças Rafale, da francesa Dassault. “O relatório da FAB não apresenta nenhuma restrição técnica. E toda a negociação com os franceses foi acompanhada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim e pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. A não ser que vocês queiram ser mais brigadeiros do que os brigadeiros, não há qualquer tipo de restrição”, afirmou o assessor especial da Presidência.



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