Postado em 24 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Carlos Lessa
Artigo publicado no jornal Valor Econômico de 24/09/2009
O desempenho da economia brasileira indica, neste último trimestre, a superação das piores dimensões da crise. Parte da mídia, saudosa dos tempos de dominação neoliberal, prepara o discurso contra a neoestatização. Execra a tonalidade dominante da uma nova política petroleira, que propõe a ampliação do controle nacional sobre o Eldorado azul do pré-sal, e lista variados argumentos a favor da prevalência do regime de concessões às petroleiras mundiais. Adverte que o País deve extrair o máximo de petróleo possível, alegando preocupação de que se desenvolvam tecnologias alternativas com novas fontes energéticas e sinalizando a progressiva redução dos “desperdícios” no uso de combustíveis fósseis.
Como o petróleo é, obviamente, não-renovável, sublinham como forte preocupação sua futura desvalorização, apesar de a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ter declarado que “até 2050 temos um bom cenário, porque os custos do pré-sal ficam abaixo de US$ 40 o barril”. O petróleo é “ouro negro”, tanto que já recuperou o patamar entre US$ 65 e US$ 75 o barril, após ter atingido mais de US$ 130 o barril, com a especulação desenfreada em 2008. Não há risco de o petróleo do pré-sal brasileiro virar um “mico” mais além do próximo meio século. É previsível que a Petrobras desenvolva tecnologia de extração e operação de campos petroleiros, reduzindo seus custos de produção, enquanto a pressão internacional dos consumidores de petróleo empurre para cima o preço do barril, principalmente se houver uma retomada do crescimento mundial. Com o petróleo são obtidos mais de 3 mil produtos, entre os quais os usos energéticos são as utilizações mais amplas e menos nobres deste recurso natural. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Em entrevista ao La Jornada, Noam Chomsky fala sobre a América Latina, definindo-a como uma das únicas regiões do mundo onde há uma resistência real ao poder do império. “Pela primeira vez em 500 anos há movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo imperial. Países que historicamente estiveram separados estão começando a se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência. Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não podem fazê-lo”, diz Chomsky.
Fonte: Carta Maior
A América Latina é hoje o lugar mais estimulante do mundo, diz Noam Chomsky. Há aqui uma resistência real ao império; não existem muitas regiões das quais se possa dizer o mesmo. Entrevistado pelo La Jornada, um dos intelectuais dissidentes mais relevantes de nossos tempos assinala que a esperança e a mudança anunciada por Barack Obama é uma ilusão, já que são as instituições e não os indivíduos que determinam o rumo da política. Em última instância, o que Obama representa, para Chomsky, é um giro da extrema direita rumo ao centro da política tradicional dos Estados Unidos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Bruno Garcez
Enviado especial da BBC Brasil a Pittsburgh
A reunião do G20 começa nesta quinta-feira na cidade americana de Pittsburgh em meio a divergências que perduram desde o encontro de abril do bloco, em Londres.
A cúpula, que reune os países mais ricos do mundo e as principais economias emergentes, ocorre dias após os Estados Unidos terem imposto uma tarifa de 35% sobre pneus produzidos na China, gerando protestos por parte dos asiáticos.
E tem início horas depois de sindicatos americanos terem pedido a adoção de impostos sobre papel importado da China e da Indonésia.
Tudo isso apesar de, na última reunião, os países do G20 terem divulgado um comunicado conjunto, no qual se comprometiam a combater o protecionismo e a adotar medidas em defesa do livre comércio.
Pouco antes da realização da reunião de abril, o Banco Mundial avaliava que 17 das 20 nações do G20 haviam adotado pelo menos 47 medidas protecionistas.
E um relatório divulgado nesta semana pelo instituto World Trade Alliance, de Genebra, afirmou que, em média, um integrante do G20 quebrou sua promessa de não-protecionismo uma vez a cada três dias.
Controle financeiro
Outro ponto que pouco avançou desde o último encontro é a divergência entre americanos e europeus sobre mecanismos de controle do sistema financeiro. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Fonte: IPEA
Duncan Green, da Oxfam International, lança livro no Ipea e revela como cidadãos ativos podem mudar a realidade
Países onde os cidadãos são mais ativos politicamente resolvem problemas de desigualdades sociais mais facilmente e com maiores chances de se perpetuar. A afirmação foi feita pelo inglês Duncan Green, da Oxfam International, ao lançar nesta quinta-feira, 18, em Brasília, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o livro Da pobreza ao poder – Como Cidadãos Ativos e Estados Efetivos Podem Mudar o Mundo.
A Oxfam é uma associação de organizações internacionais que trabalham pelo fim da pobreza e da desigualdade no planeta. Atualmente, três instituições associadas desenvolvem projetos em parceria com instituições brasileiras: a Intermón Oxfam (Espanha), a Oxfam Grã-Bretanha e a Oxfam Novib (Holanda).
Green defende que as pessoas em situação de pobreza devem ter o direito de participar de decisões que definam seu destino. Ao Estado compete apoiar, articular, e garantir o direito dessas pessoas. O autor tem mais de 20 anos de experiência e de reflexão nos temas de desenvolvimento e de combate à pobreza e às desigualdades. Desde 2004, Green dirige a área de Estudos e Pesquisas de Oxfam Grã-Bretanha. É também professor visitante da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos. Leia o resto do artigo »
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