Postado em 16 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Nouriel Roubini
Fonte: CartaCapital
Com as reuniões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o anúncio de novas regras para o petróleo offshore do governo brasileiro, vamos examinar se o controle estatal desse recurso está em alta, enquanto o preço da commodity continua a subir.
Tradicionalmente, quando o preço sobe, os governos procuram ampliar sua participação na produção, seja para poupar, seja para gastar mais. Quando os preços caem, em contraste, tendem a afrouxar os regimes fiscais para encorajar o investimento e a extração. O período de 2005 até meados de 2008 comprova essa tese. Como a cotação do petróleo aumentou, desde o Cazaquistão até a Rússia e a Venezuela buscaram reduzir a influência de petrolíferas estrangeiras nos projetos-chave. Mesmo a província canadense de Alberta tentou alterar seu regime de royalties. Essas mudanças políticas tendem a ser populares – e de acordo com alguns analistas permitem financiar projetos de infraestrutura -, mas também perigam afastar investimentos do setor de gás e petróleo. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Internacional, O que deu na Imprensa | 1 Comentário »
Postado em 16 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Luís Nassif
Desde o aparecimento da economia como ciência – através de Adam Smith -, e da sistematização da economia política – por Friedrick List – as discussões sobre política econômica passaram a girar em torno de dois eixos, com todas suas variações servindo, no fundo, a jogos de poder que subsistem desde o século 19.
Numa ponta, o capital financeiro, propondo articulações supranacionais, uma espécie de superestrutura de poder organizada em torno dos Bancos Centrais e tendo como pressuposto a “mão invisível” do mercado. O capital financeiro torna-se um fim em si próprio, comandando todo o processo produtivo.
Na outra ponta, o chamado capitalismo de estado, propondo agendas nacionais de desenvolvimento, com o Estado se valendo de ferramentas como políticas industriais, diplomacia, amparo à produção local etc. Nesse modelo, o capital industrial conduz o processo e financeiro torna-se meio.
A cada ciclo da história há a preponderância ideológica de uma dessas pontas, amparadas de lado a lado por evoluções teóricas e por circunstâncias históricas. Leia mais…
Postado em Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 16 dEurope/London setembro dEurope/London 2009
Por Gustavo dos Santos e Rodrigo L. Medeiros
Publicado no Monitor Mercantil de 16/09/2009
Ao que tudo indica a sagacidade do presidente Lula conseguiu influenciar os rumos dos debates políticos de 2010. O debate do pré-sal deverá polarizar ideologicamente governo e oposição. Pensamos que essa polarização não deveria ser objeto de desagregação política. Afinal, quem é contra o desenvolvimento brasileiro?
Há certamente visões conflitantes sobre como esse processo de desenvolvimento se daria. Nada de anormal em uma democracia que busca se aprofundar e consolidar. Ademais, o jogo político prevê o dissenso e o contraditório em sistemas democráticos, ainda que muito imperfeitos.
Defendemos que o pré-sal poderia se tornar peça de um importante pacto novo-desenvolvimentista por compreendermos que os setores metal-mecânico, químico e eletroeletrônico respondem por algo entre 55% e 75% das exportações dos países desenvolvidos e dos tigres asiáticos, e por mais de dois terços das patentes industriais. Chamamos esses setores de indústrias centrais.
As indústrias centrais constituem a base das inovações e da competitividade das nações desenvolvidas, cujos gastos em P&D respondem por 70% dos globais. Quem desejar se tornar desenvolvido precisará estar presente competitivamente nessas indústrias. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Destaques da Semana, Gustavo Santos, O que deu na Imprensa, Política Brasileira, política industrial, Rodrigo Medeiros | Sem Comentários »