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Blog do Desemprego Zero

Archive for agosto, 2009

Lula retoma desenvolvimentismo com estatais

Postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Fonte: O Globo

Maior poder a Petrobras no pré-sal e Eletrobrás nas novas usinas cria incógnita sobre papel do setor privado

Por Gustavo Paul

BRASÍLIA. Além de estabelecerem o novo marco regulatório para o setor do petróleo, as regras que estão sendo desenhadas para a exploração da camada do pré-sal consolidam a estratégia governamental de recolocar o Estado brasileiro como protagonista do desenvolvimento econômico. Nos últimos sete anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem perseguindo essa meta. A decisão de dar à Petrobras privilégios no modelo do pré-sal – operadora única, com pelo menos 30% de participação em todos os blocos e possibilidade de operar exclusivamente campos estratégicos – se soma às ações adotadas recentemente em relação à Eletrobrás.

A estatal do setor elétrico ganhou maior poder de atuação no Brasil e no exterior e conseguiu emplacar suas subsidiárias como sócias das duas maiores usinas hidrelétricas em construção no momento: Jirau e Santo Antônio.

Por esse modelo, o poder público assume a função estratégica de planejamento e operador econômico, com a ajuda de suas controladas. Leia o resto do artigo »

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Pobreza cai. Desigualdade, nem tanto

Postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Fonte: O Globo

Mais de 35 milhões saíram da pobreza, mas concentração de renda persiste

Por Cássia Almeida e Letícia Lins RIO e RECIFE

Mais de 35 milhões de pessoas ultrapassaram a faixa da pobreza no Brasil nos últimos 40 anos. O milagre econômico da década de 70, o aumento do nível educacional, o fim da inflação, os programas de transferência de renda e a valorização do mínimo fizeram a parcela de pobres baixar dos inacreditáveis 68,4% da população em 1970, com 61,1 milhões de pobres, para 14,1% nos dias atuais. Mas esse número poderia ser bem menor se não fosse a persistência da verdadeira chaga da sociedade brasileira: a extrema desigualdade de renda.

O modelo de crescimento dos anos 70, patrocinado pelo governo militar, aumentou a concentração de renda, e a hiperinflação cobrou dos mais pobres um imposto alto.

Resultado: no século XXI ainda estamos correndo atrás dos indicadores de igualdade da década de 60. O Índice de Gini (quanto mais perto de zero, mais igualitário é o país), um dos principais medidores de desigualdade, mostra isso.

Em 2009, a taxa estava em 0,543, ainda acima do índice de 0,537 encontrado em 1960.

Esse será um dos temas abordados no seminário “Cenários e Perspectivas para o Brasil”, realizado amanhã no auditório do GLOBO, em comemoração aos 40 anos do caderno de Economia do jornal. O evento, que tem o patrocínio da CNI, será aberto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e os governadores do Rio e de Minas Gerais, Sérgio Cabral e Aécio Neves. No encontro, haverá debates com economistas e empresários. Leia o resto do artigo »

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Projetos para europeus naufragam no Nordeste

Postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Fonte: O Estado de S. Paulo

Crise mostrou a falta de viabilidade de projetos anunciados com pompa

Por Marianna Aragão

Anunciados com estardalhaço por grupos europeus nos últimos cinco anos, projetos turísticos no Nordeste enfrentam problemas para sair do papel. O boom de empreendimentos na região foi interrompido pelo impacto da crise nas empresas investidoras – caso, por exemplo, do grupo espanhol Sánchez, que pediu concordata no ano passado. Em outro caso, os incorporadores chegaram a vender os imóveis no exterior, mas nunca iniciaram a construção no País. “Houve uma corrida ao mercado, o que trouxe muitos aventureiros e provocou um excesso de oferta”, diz o presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro (Adit), Felipe Cavalcante.

Recentemente, o jornal inglês The Times relatou a história de compradores na Inglaterra e Espanha, vítimas de golpes de investidores imobiliários no Brasil. O empreendimento Lagoa do Coelho está no centro das denúncias. Lançado pelo empresário espanhol Luís Nicolas Mateos, do grupo Nicolas Mateos, previa a entrega de 13,5 mil apartamentos na cidade de Touros (RN), além de campos de golfe e parque aquático. Porém, no ano passado, Mateos foi preso na Espanha acusado de fraude. Os compradores, que chegaram a pagar até 75 mil por um flat no resort, estão agora acionando a Justiça em seus países. Leia o resto do artigo »

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Dívida privada supera a do setor público

Postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Fonte: Folha de S. Paulo

CRESCIMENTO DA CLASSE MÉDIA, ESTABILIDADE ECONÔMICA E SEGURANÇA INSTITUCIONAL EXPLICAM MUDANÇA, SEGUNDO ESPECIALISTAS

Dívida de famílias, indivíduos e empresas chega a 52,9% do PIB; para economista, juro alto e prazo curto ainda são entraves ao crédito privado 

Por TONI SCIARRETTA

A dívida de famílias, indivíduos e empresas privadas ultrapassou no ano passado, pela primeira vez desde o início do Plano Real, o total do endividamento do setor público, que até então absorvia a maioria dos recursos disponíveis para financiar a economia brasileira. Trata-se, segundo especialistas, de mudança estrutural na forma como o país se financia, que sinaliza o amadurecimento do mercado de capitais e maior viabilidade do setor privado. A virada ocorreu em abril de 2008, ainda no auge da expansão da economia, segundo o Cemec (Centro de Estudos do Mercado de Capitais), entidade ligada à Fundação Ibmec, criada pelas instituições do mercado para avaliar desempenho e dar suporte técnico para o comitê que define prioridades de autorregulação. Segundo o economista Carlos Rocca, autor do estudo, a mudança é fruto da estabilidade da moeda, da emergência de uma nova classe média e da pujança do setor privado. Altera progressivamente o funcionamento da economia do Brasil, país com um dos menores patamares de crédito do mundo, quase sem financiamento imobiliário e de infraestrutura. Leia o resto do artigo »

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Energia: Mudanças podem onerar em R$ 6,1 bi contas de luz no país

Postado em 24 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Fonte: Folha de S. Paulo

A Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais), organização que reúne 53 grupos industriais responsáveis por 20% da demanda de energia no país, concluiu estudo a partir do qual sustenta que as contas de todos os consumidores das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste serão oneradas em mais R$ 6,1 bilhões nos próximos cinco anos com as mudanças previstas na MP 466, assinada pelo presidente Lula e em tramitação na Câmara. O subsídio pago pelos consumidores para equalizar as contas de luz na região Norte subirá, segundo números da Abrace, de R$ 7,983 bilhões entre 2009 e 2013 para R$ 14,08 bilhões no mesmo período -alta de 76,4% na chamada CCC (Conta de Consumo de Combustível dos Sistemas Isolados), um entre nove encargos tarifários. Ainda não é possível saber qual o impacto que o rateio dessa conta trará para o consumidor. Leia o resto do artigo »

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Validação de diplomas de médicos de Cuba: uma questão humanitária

Postado em 21 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Fonte: Correio da Cidadania 

Por Marcelo Chaves   

No dia 20 de agosto, às 19 horas, aconteceu na Assembléia Legislativa estadual uma Audiência Pública para que os setores interessados da sociedade debatam uma questão que tem tido pouca repercussão na imprensa. Trata-se do problema da revalidação dos diplomas de brasileiros(as) que se formam em medicina em Cuba, mas que, em verdade, pauta uma discussão muito mais ampla, pois envolve os brasileiros formados em medicina em outros países e os estrangeiros que querem atuar profissional e legalmente no Brasil.

Mas por que a Audiência só tratará sobre os formados em Cuba? Por que esse caso merece destaque? Simplesmente pelo fato de ser Cuba o único país no mundo a oferecer oportunidade para os brasileiros pobres se tornarem médicos. Com um detalhe, tudo arcado pelo governo da Ilha. E mais: há um dado quantitativo relevante: já são cerca de 1.000 jovens, entre formados e estudantes pela Ilha socialista.   Leia o resto do artigo »

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ÀS VÉSPERAS DO DESENLACE

Postado em 21 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Por Adriano Benayon *

A enganação das bolsas

As bolsas de valores vivem nova euforia, coisa normal em seu usual comportamento ciclotímico. Para ter  idéia dessa esquizofrenia vejam-se as ações de empresas.

Nos EUA, o índice Dow Jones, média das ações das 30 empresas mais importantes da indústria (blue chips), estava em 12.000 pontos, em meados de 2008, mesmo com o colapso financeiro já presente. Em abril de 2009, tinha caído para 6.500 pontos, perdendo 46% do valor em menos de um ano. Em agosto de 2009, o índice registra significativa recuperação, atingindo 9.300 pontos, tendo-se elevado em 43%. Reduziu, portanto, a perda, em relação a meados de 2008, para somente 22,5%.  

As ações cotadas na bolsa brasileira, BOVESPA, desvalorizaram-se em 45,5% entre agosto e novembro de 2008, ou seja, percentual semelhante ao do Dow-Jones, mas com velocidade muito maior, já que o período da comparação é menor. A recuperação é ainda mais espetacular que a de Wall Street, porquanto, de novembro de 2008 para cá, a valorização foi de 87%, e o índice atual ultrapassa o de agosto do ano passado. Leia o resto do artigo »

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Análise incompleta

Postado em 21 dEurope/London agosto dEurope/London 2009

Publicado no Jornal do Brasil de 21/08/09 

Por Paulo Metri – conselheiro da FEBRAE  

Lendo o artigo sobre o pré-sal do The New York Times de 17/08/09, constata-se a busca da manipulação da informação, através de análise incompleta e tendenciosa. Antes de qualquer outro comentário, os Estados Unidos são um dos países mais protecionistas do mundo. Por que o Brasil não consegue colocar álcool e outros produtos agrícolas no mercado americano? Por que os Estados Unidos só lutam pela queda das barreiras protecionistas dos produtos e serviços em que são competitivos? Por que o petróleo produzido nos EUA não pode ser exportado? Por que é proibido perfurar na plataforma da Costa Leste americana?

Os brasileiros devem exportar o petróleo do pré-sal, após o abastecimento interno, mas desde que seja produzido pela Petrobrás e deixe muitos tributos nos Tesouros federal, estaduais e municipais. A Petrobrás compra mais localmente, desenvolve tecnologia aqui, emprega mais brasileiros e investe mais no país. Ela conseguirá os financiamentos que precisa porque os bancos reconhecem bons negócios e empresas com capacidade de pagamento de dívidas. Portanto, o argumento da falta de recursos da Petrobrás não é verdadeiro. Leia o resto do artigo »

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