Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Marcio Holland
Fonte: Valor Econômico (05/08/2009)
O Brasil é um país de renda per capita média, de acordo com a generosa classificação do Banco Mundial. Mesmo sendo a nona economia industrial do mundo, ainda produz pouco menos de 2% do PIB mundial e contribui com menos de 1,5% do comércio mundial. Mais do que isso, mesmo com uma pauta de exportações razoavelmente diversificada se comparada com a de outras economias da América do Sul, o Brasil é basicamente um exportador de commodities. Exportamos muito do mesmo, cada vez mais do mesmo. Até quando crescemos nosso comércio mundial, estamos lá exportando cada vez mais do mesmo. Somos definitivamente uma economia pequena e pobre. Nada de ilusões.
Para se ter uma ideia, em 1990, quando o Brasil exportava pouco mais de 2% do total exportado para a China, 45% de tais exportações eram de produtos primários e baseados em recursos naturais. Hoje em dia, mandamos para a China, nosso principal parceiro comercial individual, mais de 85% destes mesmos produtos. Quase nada de produtos manufaturados e de média e alta tecnologia. Cada vez menos destes para Estados Unidos e Europa. Aos nossos produtos manufaturados e de média e alta tecnologia restam ainda nossos vizinhos sul-americanos. Os chineses, ao contrário, inundam o mundo como o maior exportador mundial, lado a lado com a poderosa Alemanha, com produtos predominantemente de alta tecnologia. A China é hoje muito mais um retrato de nossa maldição de recursos naturais do que de oportunidades de negócios. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
(Publicado no Jornal do Brasil de 02/08/09)
Paulo Metri, conselheiro da Federação Brasileira das Associações de Engenheiros
Os prepostos das petroleiras estrangeiras repetem na mídia que, com o advento do pré-sal, a lei 9.478 não precisa ser mudada, bastando a alíquota da participação especial, cuja definição pode ocorrer por decreto do Executivo, ser aumentada. Esta lei tem satisfeito plenamente as petroleiras estrangeiras, pois elas recebem o petróleo que aqui produzem, o mandam para onde querem, compram plataformas, outros bens e serviços onde acham melhor, pagam pouquíssimos tributos ao Brasil, contratam desenvolvimentos tecnológicos nos seus países de origem e empregam alguns poucos trabalhadores no Brasil. Mas, estes prepostos não avisam que os usos da arrecadação estão na lei e, sem sua mudança, a destinação social que o Presidente Lula e a sociedade querem dar ao acréscimo de arrecadação não pode ser realizada.
O Ministro Lobão diz que não se pode entregar o pré-sal para a Petrobrás porque esta empresa, hoje, tem 60% de suas ações em mãos privadas. O cidadão comum imagina que, se a entrega ocorresse, 60% do petróleo do pré-sal passariam para os entes privados, o que não é verdade. As empresas entregam para seus acionistas dividendos, que, no caso da Petrobrás, correspondem a 25% do lucro, depois do pagamento de tributos e após a retirada das reservas. Os tributos são da ordem de 40% do lucro e as reservas variam de ano para ano, mas, são no mínimo 10% do mesmo. Assim, se as contas forem feitas, a parcela de dividendos que vai para os acionistas privados corresponde a somente 8% do valor do lucro antes do pagamento de tributos e da retirada das reservas. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Mauro Santayana
Fonte: JB Política
Nada nos poderá dizer Uribe que não saibamos. Ele pertence a uma oligarquia de brancos de origem europeia, que gostariam de transformar a Colômbia em estado associado norte-americano, como é Porto Rico. Não entendem esses grandes senhores que Porto Rico é uma ilha, como também o Havaí, e que o destino da Colômbia está ligado ao futuro da América do Sul, a que pertence, na história e na geografia.
A imprensa colombiana defende o presidente Uribe, afirmando que Chávez quer instalar bases russas na Venezuela. O Brasil, em razão de sua história, se opõe à presença de tropas norte-americanas em sua vizinhança e não deve aceitar as russas. Amanhã ou depois, a China talvez queira ter também suas forças no continente. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London agosto dEurope/London 2009
Por Matthew Lynn
Fonte: Valor Econômico (05/08/2009)
A bolha dos bônus estourará, pois não se pode esperar que governos mantenham eternamente uma elite remunerada
Nos últimos 18 meses, explodiram praticamente todas as bolhas de investimentos no mundo. O mercado imobiliário foi ao colapso, ações despencaram, commodities desabaram e até mesmo no mundo das artes os preços baixaram da estratosfera. Mas há uma bolha que se recusa a estourar: os bônus pagos aos executivos do setor bancário.
Mesmo depois de receber bilhões de dólares em dinheiro governamental para socorrer o setor – cuja “cultura de benefícios” foi identificada como uma das causas da crise de 2008 -, os executivos de bancos de investimentos reassumiram seus velhos hábitos. No entanto, a lição que podemos tirar do ano passado é que todas as bolhas acabam estourando. Os bônus gigantescos estão se mantendo à tona, sobre uma onda de dinheiro barato e com o suporte do contribuinte do fisco. Um dia, essa sustentação será removida e as consequências danosas serão enormes. O setor bancário deveria ter se modificado enquanto teve a chance. Agora pode ser tarde demais for tentar. Leia o resto do artigo »
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