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Para uma recessão global, uma recuperação global

Posted By Imprensa On 8 julho, 2009 @ 8:46 am In Conjuntura,Desenvolvimento,Destaques da Semana,Internacional | No Comments

Uma retração global requer uma resposta global. Mas, até agora nossas respostas – para estimular e regular a economia global – têm sido largamente estruturadas no âmbito nacional e, com frequência, tratando insuficientemente o efeito sobre os outros. O resultado é que há menos coordenação do que deveria haver. Um estímulo pobremente desenhado e insuficiente significa que a retração durará mais, que a recuperação será mais lenta e que haverá mais vítimas inocentes no mundo. A análise é de Joseph Stiglitz.

Esta não é apenas a pior retração econômica global da era pós-Segunda Guerra; é a primeira séria retração global da era moderna de globalização. Os mercados financeiros estadunidesnes fracassaram em fazer o que deveriam ter feito – administrar risco e alocar bem o capital – e esses fracassos têm tido um impacto maior ao redor do mundo. A globalização, também, não realizou aquilo que deveria. Isso ajudou a espalhar as consequências dos fracassos dos mercados financeiros no mundo. O 11 de Setembro de 2001 nos ensinou que com a globalização não apenas coisas boas viajam mais facilmente através das fronteiras; coisas ruins também. E 15 de setembro de 2008 reforçou essa lição.

Uma retração global requer uma resposta global. Mas, até agora nossas respostas – para estimular e regular a economia global – têm sido largamente estruturadas no âmbito nacional e, com frequência, tratando insuficientemente o efeito sobre os outros. O resultado é que há menos coordenação do que deveria haver, assim como um menor e menos bem desenhado estímulo em relação ao adequado. Um estímulo pobremente desenhado e insuficiente significa que a retração durará mais, que a recuperação será mais lenta e que haverá mais vítimas inocentes. Dentre essas vítimas há muitos países em desenvolvimento – inclusive aqueles que têm tido políticas regulatórias e macroeconômicas muito melhores que as dos Estados Unidos e de alguns países europeus. Nos Estados Unidos uma crise financeira transformou-se numa crise econômica; em muitos países em desenvolvimento a retração econômica está criando uma crise financeira.

O mundo tem duas escolhas: ou nos movemos para um sistema regulatório global melhor, ou perdemos alguns dos importantes benefícios que resultaram da globalização. Mas continuar a administração status quo da globalização não é mais sustentável; muitos países estão pagando um preço alto demais. A resposta do G20 à crise econômica global, costurada nos encontros de novembro em Washington e de abril em Londres foi um começo – mas só um começo. Não fez o suficiente para encaminhar soluções para problemas de curto prazo nem enfrentou o tema da reestruturação necessária, no longo prazo, para prevenir uma outra crise. Leia mais na Carta Maior… [1]


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[1] Leia mais na Carta Maior…: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16063

[2] Sobre o papel do Estado: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/sobre-o-papel-do-estado/

[3] Tem São Paulo demais: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/tem-sao-paulo-demais/

[4] EDITORIAL do Cadernos do desenvolvimento do centro Celso Furtado: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/editorial-do-cadernos-do-desenvolvimento-do-centro-celso-furtado/

[5] País perdeu os 'anos de ouro' da economia mundial: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/pais-perdeu-os-anos-de-ouro-da-economia-mundial/

[6] Espantando o vôo de galinha: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/09/espantando-o-voo-de-galinha/

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