Autoridades e especialistas debatem Gestão Pública no Congresso Internacional Brasil Competitivo
Escrito por Imprensa, postado em 30 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: TIC Brasil Mercado 29.07.2009
Com o tema Gestão Pública, o Congresso Internacional Brasil Competitivo trouxe a Brasília, ontem (28), prefeitos e governadores brasileiros que possuem iniciativas de melhoria de gestão em seus estados e municípios. Além de painéis com casos práticos de sucesso na melhoria da gestão pública, autoridades e renomados executivos ministraram palestras sobre inovação e gestão durante o evento, que foi promovido pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC).
A cerimônia de abertura foi marcada pelo compromisso de consolidar o cenário favorável para investimentos no Brasil. Em seu discurso de boas-vindas, Élcio Aníbal de Lucca, presidente do Conselho Superior do MBC, alertou uma mudança de cultura e comportamento da base e das lideranças como o caminho para um novo modelo de gestão para o Brasil. Um dos convidados para compor a mesa de abertura, Clifford Sobel, embaixador do Estados Unidos no Brasil, afirmou que o Brasil atualmente é o melhor dos países que compõem o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Sobel lembrou a cultura de inovação e liderança, reconhecendo excelências, construindo infraestrutura para entrar à sociedade. “O futuro do Brasil é hoje. O tesouro desse país são as pessoas, sua coragem e determinação”, acrescentou.
Ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Daniel Vargas, levantou para debate o que é e o que deve ser o Estado. “É preciso trabalhar o profissionalismo, a eficiência e a flexibilidade da máquina pública brasileira”, ressaltou. Segundo o ministro, os gestores devem estimular a colaboração entre estado, mercado civil e sociedade. O Presidente Fundador do MBC, Jorge Gerdau, apontou a necessidade de replicar e levar conhecimento de tecnologia e gestão para todas as atividades e setores. “Na busca pela maior produtividade e competitividade, o Brasil utiliza otimização de recursos para atingir objetivos no aprimoramento da democracia, aumento do mercado de trabalho”, disse. “O MBC é uma das mais importantes vozes dos empresários no Brasil”, completou o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo.
Casos de Sucesso
O 7º Congresso Internacional Brasil Competitivo abriu sua série de painéis mostrando casos de sucesso na esfera pública. Mediado por Bruno Quick, do SEBRAE, o primeiro painel contou com as presenças do Desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), Armínio José Abreu Lima da Rosa, do Presidente do INMETRO, João Alziro Herz da Jornada, e do Secretário Geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Rubens Curado Silveira.
Para introduzir os cerca de 800 espectadores, Paulo César Medeiros, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Administração (CONSAD), fez uma reflexão sobre a relevância do tema do evento – Gestão Pública – e os seus impactos na construção de um país melhor, em todas as esferas (públicas, privadas e terceiro setor). “É uma satisfação imensa participar de um evento que reúne na mesma mesa os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”, afirmou.
Os cases apresentados durante o I Painel do 7º Congresso Internacional Brasil Competitivo reforçaram a importância que as boas práticas de gestão têm para o País, bem como os impactos diretos gerados na sociedade. É importante para o Brasil que a prática da gestão ganhe o papel de destaque que merece.
Prefeitos debatem gestão pública
“Um país carente de iniciativas que demandem pouco dinheiro e muitos resultados”. Essas foram as palavras do jornalista e mediador do painel “O desafio da Gestão Pública para o desenvolvimento dos municípios”, Luciano Pires. O desafio dos participantes do evento é levar às 5.561 prefeituras do país as experiências de sucesso compartilhadas no encontro. O primeiro convidado a apresentar o modelo de Gestão do seu governo foi Carlos Homero, representante da Prefeitura de Curitiba. Carlos explicou que não adianta existir um modelo sistêmico de gestão e alinhamento da máquina administrativa se as estratégias não se transformarem em operações efetivas.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, explicou a gestão sob sua perspectiva, com duas vertentes. A política, mais subjetiva, que pode ser aperfeiçoada, e a técnica, racional, ligada ao setor administrativo e vinculada a ações efetivas. Nesse sentido, a prefeitura de São Paulo vem utilizando a arrecadação de recursos e a criação de indicadores para a avaliação de gestão para investir num modelo de qualidade e efeito para a sociedade. Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, falou sobre o “choque de resultados” que sua gestão vem desenvolvendo na cidade que, segundo ele, enfrentou e enfrenta diversas crises e dificuldades. “Fazer mais por menos, mas, acima de tudo, fazer o que é certo”, aponta o caminho que acredita ser o futuro da cidade. Segundo ele, é preciso recuperar a capacidade de investimento na prefeitura, buscar parcerias com a esfera privada para implementar setores estratégicos e redesenhar os processos críticos.
Governadores debatem os desafios da gestão pública
O tema do terceiro e último painel reuniu seis representantes de diferentes estados brasileiros. Mediado pela jornalista Cristiana Lobo, especializada em política, o debate teve como pano de fundo os desafios da gestão pública para o Brasil. Estiveram presentes os governadores Eduardo Campos (PE), Jaques Wagner (BA), José Roberto Arruda (DF), Marcelo Déda (SE) e Paulo Hartung (ES), além de Erik Camarano, Secretário do Governo do Rio Grande do Sul, que representou a governadora Yeda Crusius.
O painel foi apresentado por Jorge Gerdau, que levantou a questão da importância da gestão pública e os desafios para tornar essa ferramenta cada vez mais presente nas esferas pública e privada. O empresário apresentou dados significativos decorrentes da implementação do Programa Modernizando a Gestão Pública (PMGP), do MBC. O primeiro a mostrar os resultados foi Erik Camarano, que ressaltou os ganhos desde que o PMGP foi implementado, no ano de 2005. A meta obtida foi reduzir em 30% o custeio, o que gerou um aumento de 5% na arrecadação. Na sequencia, o Governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, disse que o PMGP foi implementado quando ele ocupava o cargo de Prefeito de Vitória (ES) e, tendo em vista os resultados alcançados no município, decidiu também implementá-lo na esfera estadual.
O Governador Jaques Wagner (BA) também comentou os ganhos obtidos em seu estado. Ele citou a economia nos gastos com medicamentos: o gasto médio era de cerca de R$ 10,2 milhões. Entre setembro/2007 e maio de/2009, o estado conseguiu economizar cerca de R$ 42 milhões. Já o anfitrião, José Arruda (DF) elencou três desafios do gestor: gastar menos para fazer mais; quebrar paradigmas; e definir leis e estruturas para o governo.
O Governdor Marcelo Déda (SE) assumiu que, no início, não acreditava que a solução para uma política estadual mais eficiente, com foco em resultados baseados na gestão, fosse uma solução plausível. Depois, convenceu-se de que uma boa gestão é ferramenta imprescindível para a construção de uma sociedade melhor.
Eduardo Campos (PE) apresentou os resultados da implementação do PMGP em Pernambuco, estado que já está na segunda fase do projeto. Como grande destaque, Campos elegeu o salto nos investimentos. Durante seis anos, Pernambuco investia R$ 200 milhões em média. Só no primeiro semestre de 2009, o número triplicou, chegando a R$ 615 milhões.










