Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Delfim Netto
O desenvolvimento econômico estável e saudável em um ambiente democrático exige respeito às regras de um jogo cooperativo entre três parceiros: os trabalhadores, os empresários e o governo. É preciso construir instituições que, sem prejudicar a eficiência, garantam aos trabalhadores uma realidade participativa, faceta fundamental da aspiração por uma relativa igualdade que persegue o homem. A sobrevivência da democracia exige que eles se percebam parte integrante, respeitada e beneficiada no processo de crescimento da sociedade e não seres alienados, para os quais o desenvolvimento material não chega e a liberdade é irrelevante.
Como parte importante da vida do cidadão é na empresa, fica evidente a implicação, para a conservação e estabilidade do regime democrático, das políticas internas das corporações. É preciso que elas levem à razoável realização do indivíduo dentro do seu exercício produtivo. Devem tentar captar a imaginação do trabalhador e dar-lhe perspectivas de cooperação como parceiros, na liberdade criativa e na relativa igualdade. As empresas só podem fazer isso dentro de um contexto macroeconômico que lhes seja amigável. Cabe ao governo a construção desse ambiente, estimulando a criação e o crescimento das instituições que assegurem a plena apropriação, a cada um, dos resultados do seu trabalho e, simultaneamente, garantam o efetivo exercício da competição. É este o desafio que, juntamente com seus furúnculos, o velho Karl Marx deixou para o capitalismo e que a economia social de mercado tentou implementar na Alemanha antes de se perder, nos anos 70, no estado providência da Social Democracia e dissolver-se, afinal, na terza via. Leia o resto do artigo »
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Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Os desdobramentos da crise norte-americana não são promissores. Leia mais em Luís Nassif…
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Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Na prática, como empresário ou cidadão, Dantas está desmoralizado irreversivelmente. Leia mais no Conversa Afiada…
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Postado em 22 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
Fonte: Valor Econômico (21/07/09)
Em um de seus posts no site do Financial Times, o economista Willem Buiter apontou as armas da crítica na direção das autoridades encarregadas de supervisionar e regulamentar os sistemas financeiros nos últimos 30 anos. Buiter detona o processo de criação e operação de um sistema financeiro “intrinsecamente disfuncional, ineficiente, injusto e regressivo, vulnerável a episódios de colapso”, um exemplo de “capitalismo de compadres”, sem paralelo na história econômica do Ocidente. “É uma questão interessante, para a qual não tenho resposta, saber se os que presidiram e contribuíram para a criação e operação [desse sistema] eram ignorantes, cognitivamente e culturalmente capturados ou, talvez, capturados de forma mais direta e convencional pelos interesses financeiros”.
Buiter lista as personalidades envolvidas na administração da economia americana e seu desempenho na avaliação dos riscos decorrentes da desregulamentação. Ao longo dos 20 anos em que presidiu o Federal Reserve, Alan Greenspan foi incapaz de enxergar um palmo adiante do nariz; o mesmo pode ser dito de Ben Bernanke, membro do Board of Governors do Federal Reserve System de 2002 a 2005, chairman do President’s Council of Economic Advisers de junho de 2005 a janeiro de 2006 e chairman do Fed desde fevereiro de 2006. Hank Paulson, esse não percebeu qualquer ameaça de crise financeira, quer no período em que trabalhou na Goldman Sachs (1974-2006), quer durante os anos de sua função como secretário do Tesouro (de julho de 2006 à janeiro de 2009). Tim Geithner também fracassou ao não antecipar a crise enquanto subsecretário do Tesouro (1998-2001), sob o comando de Bob Rubin e Larry Summers, ou como presidente do Fed de Nova Iorque (2003-2009). Larry Summers ficou embevecido com as luzes da ribalta durante o período em que ocupou o posto de secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Leia o resto do artigo »
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