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Blog do Desemprego Zero

Archive for julho 8th, 2009

Dantas, o minerador

Postado em 8 dEurope/London julho dEurope/London 2009

Fonte: CartaCapital

Às vésperas da Operação Satiagraha, em 8 de julho de 2008, o delegado Protógenes Queiroz tinha em mãos um documento revelador sobre os planos empresariais do banqueiro Daniel Dantas. Escrito em inglês e preparado, em 1992, pelo ex-ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger, que deixou o cargo no fim de junho, o texto era um umbrella deal (acordo guarda-chuva) com perspectivas de negócios no Brasil que atendessem, segundo Queiroz, aos interesses comerciais de Dantas e do Citigroup, um dos maiores bancos do planeta e até então parceiro inseparável do banqueiro brasileiro. Entre os 160 itens do documento, um deles traçava estratégias de entrada no bilionário mercado de mineração. DD levou o assunto a sério. De 2007 até hoje, encaminhou mais de 1,4 mil pedidos de autorização de pesquisa mineral, em treze estados do País. Já conseguiu obter mais da metade das autorizações, 80% delas em terras da União. Leia o resto do artigo »

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Os reconhecimentos a FHC

Postado em 8 dEurope/London julho dEurope/London 2009

Fonte: Blog do Emir Sader

Que cada um expresse aqui o reconhecimento que FHC pede.

Felizmente para a oposição, FHC não se contêm, não consegue recolher-se ao fim de carreira intelectual e política melancólicos que ele merece. E cada vez que fala, o apoio ao governo e a Lula aumentam.

Agora reaparece para reclamar que não se lhe dá os reconhecimentos que ele julga merecer. Carente de apoio popular, ele vai receber aqui os reconhecimentos que conquistou.

Em primeiro lugar, o reconhecimento das elites dominantes brasileiras por ter usado sua imagem para implementar o neoliberalismo no Brasil. Por ter afirmado que ia “virar a página do getulismo”. Por ter, do alto da sua suposta sapiência, dito a milhões de brasileiros que eles são “inimpregáveis”, que ele assim não governava para eles, que não tinham lugar no país que o tinha elegido e para quem ele governava. Leia o resto do artigo »

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A conspiração vai continuar…

Postado em 8 dEurope/London julho dEurope/London 2009

Fonte: VALOR

Por Antonio Delfim Netto

A competente jornalista Cláudia Safatle, que ilumina este espaço às sextas-feiras, publicou um excelente artigo no qual revelou as ideias que, a respeito da taxa de câmbio, circulam entre nós. O seu título foi “Tudo conspira pela apreciação do câmbio”. Pode até ser verdade, mas há controvérsia!

As considerações entre câmbio “valorizado” e distribuição de renda exigem maior precisão sobre suas hipóteses e pesquisas empíricas de efetiva causalidade, antes que se possa tirar delas as consequências sugeridas. A troca pode ser entre salário real e lucro real,  mas ela será temperada pelo nível de investimento e emprego, o que impõe considerações sobre o longo prazo e exige, portanto, uma análise dinâmica. Sobre o que não há qualquer dúvida, por exemplo, é o fato que taxa de juro real interna acima da externa para sustentar câmbio valorizado transfere renda do setor produtivo (trabalhador e empresário) para o setor financeiro rentista, sem nenhum benefício para o emprego e para o desenvolvimento econômico. Leia o resto do artigo »

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LAS LECCIONES DE HONDURAS

Postado em 8 dEurope/London julho dEurope/London 2009

Por THEOTONIO DOS SANTOS*

http://theotoniodossantos.blogspot.com 

Corre un revelador chiste entre los presidentes latinoamericanos: 

  • - ” – Sabes porque no hay golpes de Estado en los Estados Unidos?
  • - No!
  • - Porque en los EE.UU. no hay embajada de EE.UU.”

Además,  sabemos que los golpes en Estados Unidos se dan através del asesinato puro y  simples de sus presidentes   (como en el caso de John Kennedy) o con la ayuda de la Suprema Corte para impedir el recuento de los votos ( como en el caso de de Bush) . 

Apesar de estos y muchos otros precedentes,  vemos ahora los líderes del Partido Demócrata indignarse con la falta de recontaje de votos en Irán, acusado de ser una tremenda dictadura. 

Pero cual es la lección de Honduras?  Por la primera vez en la historia, los Estados Unidos apoyan la condena de un golpe de Estado en América Latina permitiendo que se realize una condena unánime de un acto de fuerza militar en todas organizaciones internacionales.  Leia o resto do artigo »

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Menos de 2% dos doutores vão para indústria, diz estudo

Postado em 8 dEurope/London julho dEurope/London 2009

Com a recente média alcançada de cerca de 10 mil doutores formados por ano, o Brasil ainda não conseguiu levar esses profissionais para dentro das empresas, mantendo a maior parte na academia. Estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que apenas 1,9% dos 26 mil doutores empregados está na indústria, enquanto 66% permaneciam na universidade. Outros 18% estão empregados no setor público. Leia mais no Estadão online…

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Bancos Centrais, Instituições Financeiras e Criação de Crédito nos Países em Desenvolvimento

Postado em 8 dEurope/London julho dEurope/London 2009

 

Dica de Leitura:

Fica disponível na página da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), em versão em inglês, o texto Bancos Centrais, Instituições Financeiras e Criação de Crédito nos Países em Desenvolvimento (Janeiro de 2009), de Sebastian Dullien. O autor argumenta que os países em desenvolvimento não precisam de capital para as importações, nem ter menor consumo de seus cidadãos para ter recursos disponíveis para atingir um elevado investimento em relação ao PIB. Para ele, se algumas condições forem satisfeitas, um país em desenvolvimento pode utilizar o seu sistema financeiro e o seu Banco Central para usar crédito e aumentar o investimento Dullien diz que, dado determinadas condições prévias, o Banco Central pode permitir uma expansão de crédito que financia novo investimento e cria a poupança necessária para equilibrar as contas nacionais. “O mais importante parece ser evitar qualquer tipo de dolarização”, conclui. O paper possui gráficos comparatidos do PIB real per capita da Alemanha e China em relação aos EUA. Pode ser acessado em: http://www.unctad.org/en/docs/osgdp20091_en.pdf.

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Para uma recessão global, uma recuperação global

Postado em 8 dEurope/London julho dEurope/London 2009

Uma retração global requer uma resposta global. Mas, até agora nossas respostas – para estimular e regular a economia global – têm sido largamente estruturadas no âmbito nacional e, com frequência, tratando insuficientemente o efeito sobre os outros. O resultado é que há menos coordenação do que deveria haver. Um estímulo pobremente desenhado e insuficiente significa que a retração durará mais, que a recuperação será mais lenta e que haverá mais vítimas inocentes no mundo. A análise é de Joseph Stiglitz.

Esta não é apenas a pior retração econômica global da era pós-Segunda Guerra; é a primeira séria retração global da era moderna de globalização. Os mercados financeiros estadunidesnes fracassaram em fazer o que deveriam ter feito – administrar risco e alocar bem o capital – e esses fracassos têm tido um impacto maior ao redor do mundo. A globalização, também, não realizou aquilo que deveria. Isso ajudou a espalhar as consequências dos fracassos dos mercados financeiros no mundo. O 11 de Setembro de 2001 nos ensinou que com a globalização não apenas coisas boas viajam mais facilmente através das fronteiras; coisas ruins também. E 15 de setembro de 2008 reforçou essa lição.

Uma retração global requer uma resposta global. Mas, até agora nossas respostas – para estimular e regular a economia global – têm sido largamente estruturadas no âmbito nacional e, com frequência, tratando insuficientemente o efeito sobre os outros. O resultado é que há menos coordenação do que deveria haver, assim como um menor e menos bem desenhado estímulo em relação ao adequado. Um estímulo pobremente desenhado e insuficiente significa que a retração durará mais, que a recuperação será mais lenta e que haverá mais vítimas inocentes. Dentre essas vítimas há muitos países em desenvolvimento – inclusive aqueles que têm tido políticas regulatórias e macroeconômicas muito melhores que as dos Estados Unidos e de alguns países europeus. Nos Estados Unidos uma crise financeira transformou-se numa crise econômica; em muitos países em desenvolvimento a retração econômica está criando uma crise financeira.

O mundo tem duas escolhas: ou nos movemos para um sistema regulatório global melhor, ou perdemos alguns dos importantes benefícios que resultaram da globalização. Mas continuar a administração status quo da globalização não é mais sustentável; muitos países estão pagando um preço alto demais. A resposta do G20 à crise econômica global, costurada nos encontros de novembro em Washington e de abril em Londres foi um começo – mas só um começo. Não fez o suficiente para encaminhar soluções para problemas de curto prazo nem enfrentou o tema da reestruturação necessária, no longo prazo, para prevenir uma outra crise. Leia mais na Carta Maior…

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