Postado em 4 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
Fonte: CartaCapital
Em sua concepção essencial, o Plano Real seguiu o método básico utilizado para dar fim à maioria das “grandes inflações” do século XX: recuperação da confiança na moeda nacional pela garantia de seu valor externo. A “âncora” foi, como é amplamente reconhecido, a estabilização da taxa de câmbio nominal, garantida por financiamento em moeda estrangeira e/ou por um montante de reservas capaz de desestimular a especulação contra a paridade escolhida. Isso foi possível graças à deflação da riqueza mobiliária e imobiliária observada já no fim de 1989 nos mercados globalizados. A recessão americana, que se prolongou até meados de 1992, e o “estouro” da bolha especulativa japonesa foram fatores que exigiram grande lassidão das políticas monetárias. O propósito era tornar possível a digestão dos desequilíbrios correntes e do balanço patrimonial de empresas, bancos e famílias, atingidos pelo colapso do exuberante surto de valorização de ativos que se seguiu à intervenção salvadora de 1987.
No momento da reforma monetária, as reservas brasileiras eram superiores a 40 bilhões de dólares, correspondente a dezoito meses de importação, mais do que suficiente para amparar a fixação do câmbio como instrumento da política de estabilização. A partir daí, até a crise de 1998/1999, as reservas chegariam a quase o dobro do último valor, sustentando e renovando a aposta na ancoragem cambial. No momento do Plano, o superávit comercial era de 13,3 bilhões de dólares e o déficit em transações correntes, de apenas 592 milhões de dólares.
Na partida do Real, a situação financeira do setor público brasileiro era invejável, uma vantagem com que nenhum dos planos anteriores pôde contar. Portanto, o ajuste fiscal e de endividamento público foi feito antes. Em 1993, os resultados primário e operacional eram superavitários e a dívida líquida total e mobiliária, modesta em proporção ao PIB. Leia o resto do artigo »
Postado em Destaques da Semana, O que deu na Imprensa, Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 4 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Na avaliação do IEDI, o comportamento da produção em maio confirma que a indústria reage positivamente de forma firme e mais generalizada, apoiada na demanda interna. Há sinais mais consistentes de que a indústria se ajustou, o que deve abrir caminho para uma recuperação em ritmo que poderá ser mais forte no segundo semestre deste ano se as condições da economia internacional permitirem. As medidas anticíclicas recém-anunciadas pelo governo – prorrogação da desoneração de impostos para automóveis, motos, linha branca, material de construção e caminhões, farinha de trigo e pão e a redução de imposto para bens de capital, e, sobretudo, a redução do custo dos financiamentos do BNDES para a compra de máquinas e equipamentos – devem favorecer essa reação da indústria. Leia mais…
Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Política Brasileira | Sem Comentários »
Postado em 4 dEurope/London julho dEurope/London 2009
Por Eduardo Gomes e Rodrigo L. Medeiros
Fonte: Monitor Mercantil (04/07/09)
A preocupação de parcelas expressivas do empresariado brasileiro com a temática da inovação merece destaque positivo. Os debates iniciaram-se há algum tempo, porém a crise econômica presente reforça a necessidade de se passar rapidamente do discurso à prática.
Chama a atenção o fato de apenas 28% do empresariado conhecer as linhas específicas de crédito do BNDES. A pesquisa foi realizada pela Fiesp para sondar como anda o conhecimento dos empresários sobre a Lei de Inovação, de dezembro de 2004. Esta, por sua vez, ainda é muito pouco conhecida pelo empresariado.
Um arcabouço institucional capaz de estreitar a colaboração entre academia e empresariado chegou a entusiasmar no primeiro momento. No entanto, mudanças de mentalidades demandam tempo e esforços coletivos. Esse parece ser um momento oportuno para tanto, pois a crise econômica presente demanda políticas públicas mais ousadas no campo dos estímulos à inovação e ao desenvolvimento. Leia o resto do artigo »
Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, O que deu na Imprensa, Política Brasileira, política industrial, Rodrigo Medeiros | 1 Comentário »