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	<title>Comentários sobre: Por que não uma montadora brasileira?</title>
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		<title>Por: Rodrigo Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 14:44:18 +0000</pubDate>
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		<description>Felipe

O &quot;dar certo&quot; pode se revelar, ao longo do tempo, uma questão pontual e/ou de perspectiva. A GM deu certo? E agora? Você já leu algum livro do Celso Furtado, do Ignácio Rangel ou mesmo do Bresser-Pereira? Pois bem, você iria entender o que se passou no processo de substituição de importações no Brasil. Recomendo então “The new global economy and developing countries” (ODC, 1999), de Dani Rodrik. Um livro repleto de econometria e análises.

Há quem realmente defenda serem os EUA historicamente o país do laissez-faire. Bom, há quem também tenha uma fé inabalável no princípio da auto-regulação dos mercados. Para os fundamentalistas de mercado, os fatos devem se adequar à teoria abstracionista que defendem (Cf. THALER, R.; SUNSTEIN, C. &quot;Nudge&quot;. Elsevier, 2009). Paul Bairoch demonstrou que não foi através da &quot;escada&quot; do liberalismo econômico que os norte-americanos chegaram ao status de nação hegemônica (“Economics and world history: myths and paradoxes”. The University of Chicago Press, 1993). É preciso separar o discurso da prática para se analisar os fatos com mais cuidado e humildade. 

O protecionismo pode ser uma política necessária para que alguns setores considerados estratégicos se desenvolvam e ganhem musculatura. Em excesso e sem as devidas contrapartidas de desempenho poderá haver acomodação. 

A importância da indústria automobilística é tão grande que o Japão passou a ser considerado um país desenvolvido na época em que suas exportações de automóveis passaram a inundar os EUA. A GM nunca se recuperou plenamente da “invasão” japonesa. Nem mesmo contando com a proteção do Estado e ajustando-se às técnicas toyotistas. Estas, por sua vez, são como um estilingue perto do poder de destruição dos baixos de custos de manufatura chineses e indianos.

Os custos chineses e indianos são ainda uma ameaça pequena perto do carro elétrico. Quem já abriu o capô de um carro elétrico não ficará surpreendido com essa afirmativa. Além de o motor elétrico custar uma fração do motor a combustão, o carro elétrico não demanda as caras peças de transmissão mecânica, injeção e lubrificação. Resolvido o problema técnico da bateria, o carro elétrico terá custo de abastecimento inferior e desempenho superior. Ademais, deve-se esperar contar com incentivos governamentais por razões ambientais na difusão do mesmo. Para complicar o jogo na indústria, os chineses estão na vanguarda com o primeiro carro elétrico de baixo custo em operação comercial.

A indústria automobilística vigente certamente estará enterrada em uma geração. Muitos sucumbirão em razão da depreciação dos ativos. Os governos dos países desenvolvidos não hesitarão em salvar suas marcas e capacidades tecnológicas, mesmo havendo implicações político-ideológicas de “nacionalização” momentânea, até que as mesmas se adaptem ao novo ambiente de competição. Paradigmas produtivos evoluíram, mas a relação de complementaridade estratégica entre Estado e mercado nacional mostra-se permanente (Cf. CHANG, H. “Chutando a escada”. UNESP, 2004). 

O Brasil forma 1,6 engenheiros para cada 10 mil habitantes ao passo que os chineses 4,6. Para as pessoas que esperam competir por preços com os chineses o recado é claro.  

Cordialmente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Felipe</p>
<p>O &#8220;dar certo&#8221; pode se revelar, ao longo do tempo, uma questão pontual e/ou de perspectiva. A GM deu certo? E agora? Você já leu algum livro do Celso Furtado, do Ignácio Rangel ou mesmo do Bresser-Pereira? Pois bem, você iria entender o que se passou no processo de substituição de importações no Brasil. Recomendo então “The new global economy and developing countries” (ODC, 1999), de Dani Rodrik. Um livro repleto de econometria e análises.</p>
<p>Há quem realmente defenda serem os EUA historicamente o país do laissez-faire. Bom, há quem também tenha uma fé inabalável no princípio da auto-regulação dos mercados. Para os fundamentalistas de mercado, os fatos devem se adequar à teoria abstracionista que defendem (Cf. THALER, R.; SUNSTEIN, C. &#8220;Nudge&#8221;. Elsevier, 2009). Paul Bairoch demonstrou que não foi através da &#8220;escada&#8221; do liberalismo econômico que os norte-americanos chegaram ao status de nação hegemônica (“Economics and world history: myths and paradoxes”. The University of Chicago Press, 1993). É preciso separar o discurso da prática para se analisar os fatos com mais cuidado e humildade. </p>
<p>O protecionismo pode ser uma política necessária para que alguns setores considerados estratégicos se desenvolvam e ganhem musculatura. Em excesso e sem as devidas contrapartidas de desempenho poderá haver acomodação. </p>
<p>A importância da indústria automobilística é tão grande que o Japão passou a ser considerado um país desenvolvido na época em que suas exportações de automóveis passaram a inundar os EUA. A GM nunca se recuperou plenamente da “invasão” japonesa. Nem mesmo contando com a proteção do Estado e ajustando-se às técnicas toyotistas. Estas, por sua vez, são como um estilingue perto do poder de destruição dos baixos de custos de manufatura chineses e indianos.</p>
<p>Os custos chineses e indianos são ainda uma ameaça pequena perto do carro elétrico. Quem já abriu o capô de um carro elétrico não ficará surpreendido com essa afirmativa. Além de o motor elétrico custar uma fração do motor a combustão, o carro elétrico não demanda as caras peças de transmissão mecânica, injeção e lubrificação. Resolvido o problema técnico da bateria, o carro elétrico terá custo de abastecimento inferior e desempenho superior. Ademais, deve-se esperar contar com incentivos governamentais por razões ambientais na difusão do mesmo. Para complicar o jogo na indústria, os chineses estão na vanguarda com o primeiro carro elétrico de baixo custo em operação comercial.</p>
<p>A indústria automobilística vigente certamente estará enterrada em uma geração. Muitos sucumbirão em razão da depreciação dos ativos. Os governos dos países desenvolvidos não hesitarão em salvar suas marcas e capacidades tecnológicas, mesmo havendo implicações político-ideológicas de “nacionalização” momentânea, até que as mesmas se adaptem ao novo ambiente de competição. Paradigmas produtivos evoluíram, mas a relação de complementaridade estratégica entre Estado e mercado nacional mostra-se permanente (Cf. CHANG, H. “Chutando a escada”. UNESP, 2004). </p>
<p>O Brasil forma 1,6 engenheiros para cada 10 mil habitantes ao passo que os chineses 4,6. Para as pessoas que esperam competir por preços com os chineses o recado é claro.  </p>
<p>Cordialmente.</p>
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		<title>Por: Felipe Maciel</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2009/06/por-que-nao-uma-montadora-brasileira/comment-page-1/#comment-12474</link>
		<dc:creator>Felipe Maciel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 11:37:33 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, garantir o desenvolvimento de indústrias estratégicas me parece o papel de qualquer Estado minimamente decente e em compromisso com o desenvolvimento econômico. Os senhores citaram exemplos do século XX, porém a presença dos Estados nas industrializações atrasadas do século XIX foi igualmente essencial (variando a escala de país para país, naturalmente). Até mesmo nos EUA, que hoje adoram uma postura totalmente pró livre-mercado.

O Brasil já teve uma montadora própria, porém ela faliu. Os senhores poderiam falar mais sobre ela, não? Eu confesso que sou bem leigo nessa história e gostaria de saber mais a respeito.

Sobre o tema, é interessantíssimo o livro &quot;Sistema Nacional de Economia Política&quot; do alemão List, desconsiderando-se naturalmente as questões que hoje são obsoletas. O Hamiltom eu não recomendo que estou ainda prestes a ler. =)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, garantir o desenvolvimento de indústrias estratégicas me parece o papel de qualquer Estado minimamente decente e em compromisso com o desenvolvimento econômico. Os senhores citaram exemplos do século XX, porém a presença dos Estados nas industrializações atrasadas do século XIX foi igualmente essencial (variando a escala de país para país, naturalmente). Até mesmo nos EUA, que hoje adoram uma postura totalmente pró livre-mercado.</p>
<p>O Brasil já teve uma montadora própria, porém ela faliu. Os senhores poderiam falar mais sobre ela, não? Eu confesso que sou bem leigo nessa história e gostaria de saber mais a respeito.</p>
<p>Sobre o tema, é interessantíssimo o livro &#8220;Sistema Nacional de Economia Política&#8221; do alemão List, desconsiderando-se naturalmente as questões que hoje são obsoletas. O Hamiltom eu não recomendo que estou ainda prestes a ler. =)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Blog do Desemprego Zero &#187; Blog Archive &#187; Boletim Semanal: Pré-sal, Industrialização brasileira, Vale, Reforma Agrária, Voto eletrônico</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2009/06/por-que-nao-uma-montadora-brasileira/comment-page-1/#comment-12059</link>
		<dc:creator>Blog do Desemprego Zero &#187; Blog Archive &#187; Boletim Semanal: Pré-sal, Industrialização brasileira, Vale, Reforma Agrária, Voto eletrônico</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 13:38:12 +0000</pubDate>
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		<description>[...] tóxicas de Wall Street 21 junho, 2009O País não completou a industrialização 17 junho, 2009Por que não uma montadora brasileira? 17 junho, 2009A nudez dos sacerdotes 17 junho, 2009Livro : Sociedade e Economia : estratégias de [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] tóxicas de Wall Street 21 junho, 2009O País não completou a industrialização 17 junho, 2009Por que não uma montadora brasileira? 17 junho, 2009A nudez dos sacerdotes 17 junho, 2009Livro : Sociedade e Economia : estratégias de [...]</p>
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