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Blog do Desemprego Zero

Dólar quer retomar fronteira dos R$ 2

Escrito por beatriz, postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Fonte: Valor

Por  Luiz Sérgio Guimarães

O dólar ameaçou ontem retomar a fronteira de R$ 2,00 perdida no fim de maio. A moeda chegou a ser cotada por até R$ 2,00, em valorização de 1,73% em relação ao R$ 1,9660 da véspera. Mas o movimento de alta matinal, reflexo do desmonte de posições na Bovespa e em renda fixa, não resistiu a anúncio feito pelo Banco Central de que, dependendo da demanda, estaria disposto a rolar US$ 2,121 bilhões em contratos de swaps cambiais que vencem no dia 1º. Após pesquisa de demanda feita no fim do expediente, decidiu leiloar hoje o equivalente a US$ 1,75 bilhão. Essa predisposição do BC em assumir uma posição de compra no mercado futuro suspendeu provisoriamente a arrancada. É que, para rentabilizar os swaps, a base de partida do dólar precisa ser baixa. Foi por isso que a moeda fechou em queda de 0,10%, a R$ 1,9640. Apesar da frenética volatilidade, a tendência básica é de apreciação do dólar. Os corretores acreditam que a moeda retornará ao preço acima de R$ 2,00 em breve. A razão principal ainda é o parcial esvaziamento da minibolha que vinha inflando os preços de ações, de commodities e de moedas de emergentes. Os fundos voltaram a se refugiar em ativos denominados em dólar.

O resultado é uma diminuição no ritmo de ingressos líquidos de capital no país. De acordo com as estatísticas do Banco Central, o fluxo cambial brasileiro foi positivo em US$ 111 milhões na segunda semana do mês, evidenciando uma perda de impetuosidade já que na semana anterior a entrada líquida tinha sido de US$ 550 milhões. O saldo acumulado até o dia 12 só foi positivo em US$ 661 milhões graças ao câmbio comercial, cujo superávit foi de US$ 866 milhões. O câmbio financeiro foi negativo em US$ 205 milhões. Diante da fuga líquida dos capitais financeiros não há como se sustentar uma tendência especulativa de queda do dólar. Até porque, não obstante, a redução do superávit cambial, o BC manteve-se muito agressivo em seus leilões de compra. No acumulado do mês até sexta-feira, ele adquiriu à vista US$ 1,355 bilhão, mais que o dobro do superávit mostrado pelo fluxo. Além de ter enxugado toda a sobra de dólares que perambula pelo interbancário, o BC acabou comprando posições “compradas” mantidas à vista pelos bancos. Estas, por causa do entusiasmo comprador do BC, foram reduzidas de US$ 1,34 bilhão no final de maio para US$ 644 milhões agora em junho.

Embora não tenha sido colhido pela crise externa com a contundência que devastou a Europa, o Brasil já não é mais o paraíso dos especuladores globais. Pelos dados do BC, no acumulado do ano até o dia 12, as entradas líquidas acumuladas somavam US$ 2,251 bilhões, ante fluxo positivo de US$ 15,668 bilhões em igual intervalo de 2008. O juro real brasileiro, projetado em 4,90% para os próximos 12 meses (ele resulta da taxa de 9,18% do swap de 360 dias negociado ontem, descontado o IPCA de 4,08% estimado para o mesmo período pelo Focus), não exerce mais a atração irresistível de antigamente. E o potencial de ganho proporcionado pela expectativa de variação cambial diminuiu muito depois que o dólar passou a ser cotado abaixo de R$ 2,00 no dia 29 de maio.

O motivo principal para a apatia dos hedge funds ainda deve, contudo, ser buscado lá fora. Os fundos deram uma trégua na ofensiva pró-commodities não só porque o dólar passou a se valorizar em consequência do temor, ainda pueril, de reaperto monetário por parte do Federal Reserve (Fed). Mas porque o jogo passou a ficar mais arriscado diante do cerceamento da liberdade de mercado anunciado pelo governo americano. Divulgado ontem, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) confirmou a suposição da véspera levantada pelo PPI de que a inflação americana não inspira a necessidade de elevação do juro. O CPI subiu 0,1% em maio, abaixo do consenso, de avanço de 0,3%. Em 12 meses, a variação aprofundou a deflação para -1,3%, ante -0,7% no período terminado em abril. Foi o terceiro mês de deflação. 

No aguardo da ata do Copom, que será publicada hoje cedo, o mercado futuro de juros da BM&F manteve a tendência de baixa dos contratos. O CDI para o final do ano cedeu de 8,91% para 8,89%. A taxa para janeiro de 2011 recuou de 9,92% para 9,91%. Os indicadores do dia ajudaram na queda. O IPC FIPE acusou inflação de 0,19% na segunda prévia do mês e o emprego industrial caiu 0,69% em maio, segundo a Fiesp. 

Luiz Sérgio Guimarães é repórter de finanças



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