Postado em 28 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Mauricio Dias
Fonte: CartaCapital
Embora falte prova factual, é possível se arriscar e dizer que, para desgosto do público em geral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a defender o que parece ser indefensável, ao assumir a proteção de José Sarney, ex-presidente da República e, pelo menos enquanto essas linhas são escritas, atual presidente do Senado.
É muito difícil concordar com Lula, que apareceu no cenário eleitoral com a tarefa, presumida, de restaurar a confiança na política, quase perdida em vinte anos de subordinação imposta pelos militares aos civis.
Não se trata de defender o ilícito. Nesse caso, o comportamento dos senadores, quase sem exceção, e a volúpia dos grandes burocratas do Legislativo, certamente tem levado muita gente a sentir o asco manifestado pelo falecido ditador português Oliveira Salazar, quando disse que detestava a política, “do fundo do coração”.
Quem não quiser se incomodar com a política torna-se objeto involuntário dela.
O lance de Lula é ousado, mas, politicamente compreensível. É preciso, nesse momento, repetir o óbvio. Política não é ciência, não é religião. Política é política. Ela é uma atividade humana civilizadora. A alternativa a ele é o conflito entre os homens, entre os países. E os políticos são frutos do tempo e da sociedade em que atuam. Duas forças que também condicionam o eleitor. O Senado é um espelho da sociedade brasileira. Ela acha feio o que vê no espelho. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Saiu na Economist desta semana, pág. 62, seção “Américas”:
“Política sobre drogas nas Américas – enfim, um debate.”
FHC e os ex-presidentes Cesar Gaviria, da Colômbia, e Ernesto Zedillo, do México, membros da “Comissão Latino-americana sobre Drogas e Democracia”, consideram que a guerra contra as drogas “fracassou”, sugerem que a questão seja vista do ponto da saúde pública e, não, como um problema policial.
E sugeriram descriminalizar a maconha.
Isso foi em fevereiro.
Desde então, segundo a Economist, Cardoso “foi além da comissão e propôs a descriminalização da cocaína.”
(A Economist é a favor da descriminalização das drogas.)
Eis aí um tema interessante para os tucanos adicionarem à rica plataforma do Zé Pedágio:
“Maconha?, liberou geral!”
“Cocaína? liberou geral!”
Por que a Folha (*) não segue a linha da Economist, abre um debate sobre o tema, chama o Zé Pedágio e pergunta: o senhor vai liberar geral?
É por isso que o Denarc é o maior aliado dos traficantes de São Paulo, na opinião do especialista Juan Carlos Abadía?
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é o jornal da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma e de Aécio vice de Serra. O jornal que acolhe Serra na coluna “Painel” de forma a fazê-lo sentir-se em casa.
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Postado em 28 dEurope/London junho dEurope/London 2009
A estrutura herdada no início da crise econômica internacional foi mantida intacta, só que agora com a legitimidade conferida pelo endosso dos “principais” países emergentes. Estes não tiveram qualquer influência sobre o debate e a atuação das instituições internacionais que sobreviveram ao seu fracasso e que, surpreendentemente talvez, saiam dele até mesmo fortalecidas. A análise é do economista Fernando Cardim, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Fonte: Carta Maior (24.06.2009)
Com a divulgação do Plano Obama para a reforma do sistema de regulação financeira americano, completa-se o conjunto de propostas de reformulação do sistema de supervisão financeira feitas pelos países mais avançados em decorrência da crise iniciada em 2007. Há já algum tempo haviam sido divulgados a chamada Turner Review (um re-exame do desempenho do sistema de regulação britânica com propostas de mudança feitos por um comitê liderado pelo chefe da agência de regulação daquele país) e o relatório da comissão liderada por Jacques de Larosière nomeada pela União Européia com análises principalmente voltadas para a área euro. Todos esses documentos estão disponíveis na internet.
Os asiáticos, por sua vez, especialmente o Japão, mantiveram seu perfil discreto, como o fazem desde o início da crise, e não divulgaram nenhum documento semelhante. Com isso, já se pode ver até onde poderiam ir as mudanças na operação dos mercados financeiros previstas pelos governos dos países mais ricos resultantes da percepção generalizada de que o movimento de desregulação financeira iniciado na década de 1980 foi um dos grandes responsáveis pela gravidade da crise ora ainda em desdobramento. Frise-se o condicional “poderiam”, já que o que se tem são as propostas feitas pelas instâncias “técnicas” desses governos. Daqui para a frente, deve iniciar-se o debate político em torno das propostas, onde devem agir os lobbies do setor financeiro em busca da diluição das medidas que lhes sejam mais desfavoráveis. Em outras palavras, não se irá alem disso, ainda que talvez não se chegue sequer ao que esses documentos propõem.
Quando a natureza global da crise, e sua profundidade, tornaram-se inequívocos, no segundo semestre de 2008, o cenário político era, talvez, o pior que se pudesse ter. O país onde se localizou o epicentro da crise, os Estado Unidos, vivia os estertores de um governo dramaticamente impopular e paralisado pela incapacidade de sequer entender o que estava acontecendo, cegados pela ideologia da eficiência dos mercados, especialmente os financeiros. A Europa ocidental, por sua vez, estava em estado de choque ainda mais profundo. Vivendo a ficção alimentada no continente de que suas formas de capitalismo eram menos extremas que o chamado “modelo Anglo-Saxão”, os governos europeu assistiam horrorizados o desmoronamento de seus sistemas financeiros domésticos, tentando entender, finalmente, o que globalização financeira significa. Leia o resto do artigo »
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