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Blog do Desemprego Zero

Archive for junho 24th, 2009

O BC, câmbio e juros

Postado em 24 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Por Luís Nassif

Dois preços fundamentais da economia são os juros e o câmbio. Ambos interferem em quase toda a atividade produtiva. Um aumento nos juros, por exemplo, pode inviabilizar totalmente planos de investimento. Ou inviabilizar negócios, depois de iniciados. Alterações bruscas no câmbio mudam completamente o cenário de uma empresa. Da noite para o dia pode tornar seu produto mais caro que o importado ou mais barato. Se mais barato, a empresa não avançará em projetos de investimento e ampliação se não tiver a garantia de que a relação de preços se manterá inalterada.

Por isso mesmo, é papel de qualquer Banco Central competente não apenas manter juros e câmbio em um nível que estimule a produção e o emprego (sem descuidar da inflação) mas, principalmente, impedir a volatilidade – isto é, a variação excessiva desses preços.

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Emprego formal reage, mas saldo na crise ainda é negativo

Postado em 24 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Fonte: Folha de S. Paulo 

TODOS OS SETORES VOLTARAM A CONTRATAR NO MÊS PASSADO; INDÚSTRIA TEM A REAÇÃO MAIS LENTA, COM SALDO POSITIVO DE APENAS 700 EMPREGOS 

Apesar do crescimento na criação de vagas pelo 4º mês consecutivo, total de postos de trabalho fechados desde novembro supera 500 mil 

Por Juliana Rocha 

A geração de empregos de maio foi a maior desde o agravamento da crise financeira, em setembro de 2008. No mês passado, foram gerados 131,6 mil postos de trabalho com carteira assinada, no saldo de contratações e demissões. Apesar de a criação de novos empregos ter crescido pelo quarto mês consecutivo, ainda não foi suficiente para compensar as demissões feitas nos três meses em que a crise afetou o mercado de trabalho no Brasil. De novembro do ano passado a janeiro deste ano, foram fechados 797,5 mil empregos formais. De fevereiro a maio, foram criados 281,8 mil postos. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. O economista Fábio Romão, especializado em mercado de trabalho, afirma que as demissões feitas no auge da crise só serão zeradas em setembro, ou seja, a geração de empregos será igual aos postos de trabalho fechados. Os cálculos levam em consideração as variações sazonais, como a alta do desemprego em dezembro. O ministro Carlos Lupi (Trabalho) disse que em junho a criação de vagas será ainda maior que a de maio e deverá ficar próxima de 200 mil postos. Ele acredita que a indústria de transformação e a construção civil puxarão as contratações com carteira assinada. Lupi cobrou dos colegas de governo medidas que continuem incentivando a economia e, consequentemente, o aumento do emprego. “Precisamos continuar com a redução de juros, as medidas de estímulo ao crédito, as ações anticíclicas para estimular o consumo.” Leia o resto do artigo »

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Brasil trata agora de acertar agenda com os EUA

Postado em 24 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Fonte: Valor

Por Sergio Leo

Menos de duas semanas após a reunião presidencial dos Bric, Brasil, Índia, China e Rússia, apontados como as futuras potências mundiais, o governo brasileiro começa a acertar sua agenda com o país de maior poder do planeta, os Estados Unidos. Na próxima semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, viaja a Washington, para reunir-se com o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner. Além de ouvir de Geithner a avaliação do governo Barack Obama sobre a crise financeira, Mantega quer acertar com ele uma agenda conjunta, para as Américas e para as instituições multilaterais.

Mantega mantém reserva, ainda, das propostas que pretende discutir com Geithner. Se provocado, certamente dirá que a equipe econômica do governo Lula não trabalha com alterações tão cedo na arquitetura monetária mundial, que mantém o dólar como principal moeda de reserva e referência nas transações do planeta. Leia o resto do artigo »

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Masoquismo intelectual

Postado em 24 dEurope/London junho dEurope/London 2009

Fonte: Carta Capital

Por Delfim Netto 

  A semana passada foi marcada por dois fatos curiosos que revelam a tendência ao masoquismo que domina parte da mídia e da intelectualidade brasileira. O primeiro foi revelado na decepção que invadiu alguns “analistas” financeiros com a publicação, pelo IBGE, da taxa de crescimento do PIB entre o quarto trimestre de 2008 e o primeiro de 2009 – menos 0,8%. É verdade que mesmo os mais otimistas estimavam que o número não seria melhor do que menos 1%. Os pessimistas sugeriam queda de 2% a 2,5%. Os “terroristas” garantiam que seria em torno de 3,5%! 

A reação imediata desses últimos foi de incredulidade. Depois, um sorrisinho maroto sobre a “qualidade” da informação que sugere, pelo gesto, uma manipulação. Alguns – com idiotia reconhecida há muito tempo – lembraram que “intervenções” já ocorreram no passado, o que é absolutamente falso. Se há uma instituição cujo corpo funcional preservou sua integridade é o IBGE. 

O segundo foi espelhado nas manchetes de 11 de junho de todos os grandes jornais nacionais: “O Copom surpreendeu o mercado com uma redução de 100 pontos da taxa Selic”. Mas surpreendeu a quem? Certamente, não os céticos com a qualidade de nossa política monetária. Lembremos apenas que, em setembro, quando o sistema financeiro internacional estava caindo aos pedaços e reduzindo velozmente sua taxa de juros, o Copom elevou a taxa Selic porque acreditava na fantasia do “descolamento”. A despeito da tragédia mundial, o Brasil continuaria crescendo a 6% e, portanto, seria vítima de uma aceleração da taxa de inflação. Para preveni-la, aumentou em 100 pontos a taxa Selic… Leia o resto do artigo »

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