Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2009
A reestruturação do sistema monetário internacional
Por Fernando Ferrari Filho e Luiz Fernando de Paula
Fonte: Valor Econômico (22/06/2009)
O resgate das ideias de Keynes acerca de políticas fiscal e monetária ativas são essenciais atualmente
A presente crise financeira internacional – diga-se de passagem, inicialmente restrita às instituições financeiras americanas que se envolveram com créditos hipotecários de alto risco (subprime) e posteriormente dinamizada globalmente, uma vez que grande parte dessas hipotecas foi securitizada e distribuída a investidores do mercado financeiro -, cujo desdobramento acabou afetando profundamente a atividade econômica tanto dos países desenvolvidos, em maior escala, quanto dos países emergentes, tem gerado um consenso acerca da necessidade de se reestruturar o sistema monetário internacional (SMI), condição imprescindível para que a economia mundial volte a experimentar períodos de estabilidade e de crescimento dos níveis de produto e emprego.
Indo nessa direção, em abril passado o presidente do Banco Popular da China e os países membros do G-20 apresentaram algumas propostas que visam reestruturar o SMI. O presidente do banco chinês sugeriu a substituição do dólar como moeda de conversibilidade internacional por uma moeda universal, soberana e independente das decisões dos bancos centrais nacionais. De outro lado, o G-20 propôs, além da criação de uma linha de crédito emergencial de cerca de US$ 1,1 trilhão para aumentar o volume de funding do Fundo Monetário Internacional e dos bancos de desenvolvimento multilaterais e para financiar o comércio mundial, marcos regulatórios para o sistema financeiro – principalmente dos hedge funds -, reforma das instituições financeiras e restrições aos paraísos fiscais, entre outras medidas. Leia o resto do artigo »
Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Fernando Ferrari, Internacional, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Trabalhadores, produtores e governo selam pacto para melhorar as condições de trabalho e a imagem do etanol
Fonte: O Estado de S. Paulo
Por Mariana Barbosa
O famoso “gato” , intermediador de mão de obra na agricultura, está com os dias contados nos canaviais. Acabar com o gato e com a terceirização de mão de obra – grandes responsáveis pela precarização do trabalho no setor – faz parte do “Compromisso Nacional da Cana” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança em Brasília na próxima quinta-feira. Negociado durante mais de um ano por representantes dos trabalhadores, de produtores e do governo federal, o compromisso não tem poder de lei, mas visa estimular melhores práticas a partir da adesão voluntária dos produtores de cana.
“Este acordo é uma grande conquista para o País e ganha ainda mais importância por se tratar de uma categoria que costuma ser notícia por razões negativas, como as mortes no transporte, nos anos 80 e, mais recentemente, pela questão da exaustão”, diz o presidente da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de SP (Feraesp), Elio Neves, ex-cortador de cana que pegou no facão pela primeira vez aos 13 anos. “O acordo tem 51 itens e traz compromissos que estão, em alguns casos, acima da legislação.”
A cana é a maior empregadora de mão de obra da agricultura brasileira. São 528,4 mil trabalhadores, dos quais 75% são trabalhadores manuais. Mas a profissão centenária – os primeiros cortadores vieram da África junto com a cana, introduzida no Brasil por Martim Afonso de Souza em 1532 – está ameaçada pelo progresso. A mecanização, que acaba com as queimadas, uma das exigências para o etanol ser reconhecido como uma fonte de energia realmente limpa, deverá eliminar, até 2017, 119 mil postos de trabalho no setor. Leia o resto do artigo »
Postado em Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
ENTREVISTA- Guido Mantega: ministro da Fazenda
David Friedlander e Leandro Modé
A queda de braço entre o governo e os bancos privados por causa do spread (diferença entre o custo que o banco paga na captação do dinheiro e o juro que cobra do cliente) esquentou. Depois de muita pressão, as instituições financeiras passaram a dizer que desejam baixar o spread, mas não conseguem em razão do peso elevado dos impostos e do depósito compulsório em seus custos. Nesta entrevista, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, contesta esse argumento sem fazer rodeios. “Os bancos têm margem para baixar o spread sem precisar de redução da cunha fiscal ou do compulsório”, afirma.
Bem-humorado com o desempenho acima da média do Brasil na crise econômica global, Mantega só mostra desconforto quando fala do câmbio e das mudanças anunciadas para a caderneta de poupança. No primeiro caso, afirma que está preocupado mas, no momento, não há nada a fazer. Sobre a poupança, deu a entender que o anúncio de mudanças nas regras é complicado, assusta as pessoas e trouxe algum desconforto ao governo. A seguir, os principais trechos da entrevista. Leia o resto do artigo »
Postado em Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
Fonte: Folha de SP (22/06/09).
Ninguém pode assegurar que as políticas adotadas serão suficientes para tirar a economia mundial da crise
AINDA estamos em plena crise financeira global. A previsão de crescimento para os países ricos é negativa; para os países em desenvolvimento, excluídos a China e a Índia, deverá estar próxima de zero. O Brasil, ainda que menos atingido, não é exceção: ficará também sem crescimento do PIB em 2009.
Em toda parte o desemprego continua a aumentar. Para os países ricos, a previsão é que em meados de 2010 suas economias começarão a reagir, mas só saberemos se isso é verdade no último quartil do ano. É consenso que esta é a crise econômica mais grave que o mundo enfrenta desde a Grande Depressão de 1930.
Existe também razoável consenso em relação a sua principal causa. Não se limitam apenas ao fato de que os sistemas financeiros são inerentemente instáveis, de que os mercados financeiros são opacos facilitando a especulação e o surgimento de euforias ou de bolhas seguidas por pânico e recessão. Leia o resto do artigo »
Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Internacional, O que deu na Imprensa, Política Econômica, Política Social | Sem Comentários »
Postado em 22 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Banco do Brasil, que tem tradição no crédito ao setor, deve ser gestor de novo fundo; PIB agrícola recuou 2,26% com a crise
Medida faz parte dos planos do governo para reaquecer a economia do país e chegar com mais força à eleição presidencial do próximo ano
Fonte: Folha de São Paulo
Por KENNEDY ALENCAR e EDUARDO SCOLESE
O governo federal prepara a criação de um fundo garantidor para o agronegócio, a exemplo de medida adotada recentemente para estimular o crédito a micro e pequenas empresas.
A ideia é que o Banco do Brasil, que tem tradição na concessão de crédito rural, seja o gestor do fundo. O valor, ainda em estudo, oscila entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões.
Os ruralistas alegam que a crise internacional e as dívidas agrícolas acumuladas nos últimos anos frearam novos empréstimos bancários. Assim, o fundo entraria como uma espécie de avalista para os produtores endividados. Leia o resto do artigo »
Postado em Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »