Postado em 8 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: Valor
Por Cristiane Perini Lucchesi e Vera Saavedra Durão
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá manter no exterior os recursos captados ontem no mercado internacional no valor de US$ 1 bilhão, com prazo de vencimento em 10 anos. O empréstimo para empresas brasileiras no mercado internacional seria uma das soluções em estudo no banco para evitar que a incidência do Imposto de Renda sobre a remessa do dinheiro do Brasil para o exterior encareça em 17,65% o custo do juro e das comissões de captação externa, segundo apurou o Valor.
A carga tributária eleva em quase dois pontos percentuais o custo do papel que tem que ser repassado para a cesta de moedas do BNDES e seria cobrada em algumas operações de crédito com os clientes do banco. A preocupação da instituição de fomento é de não encarecer demais o custo médio da cesta, que estava em 5,347% antes da nova captação.
O mercado externo estressado ontem não prejudicou a emissão do BNDES, que teve uma demanda total de mais de US$ 4 bilhões, segundo Alexei Remizov, executivo do HSBC, que liderou a transação junto com o Goldman Sachs. O Banco do Brasil e o Itaú Unibanco foram co-líderes. Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Fonte: O Globo
Por Cristovam Buarque
Diversos recursos econômicos do Brasil foram apresentados, cada um à sua época, como o caminho para o progresso nacional e a emancipação pessoal dos brasileiros: o açúcar, o ouro, o café, a borracha, a indústria. Em todos esses momentos, o futuro do país foi prometido como o resultado de uma atividade econômica central. Agora surgiu o pré-sal.
O açúcar gerou riqueza, mas não emancipou o povo do Nordeste, nem deixou o país mais civilizado. O ouro serviu mais para embelezar Portugal e enriquecer a Inglaterra do que para desenvolver o Brasil. A industrialização fez do Brasil uma potência econômica, mas ao custo de uma sociedade campeã em violência e desigualdade.
Com o pré-sal não será diferente. Depois de gastar centenas de bilhões, aproveitando toda a reserva a um preço satisfatório do petróleo, o resultado final será igual ao dos anteriores. Terá apenas duas diferenças: o custo financeiro será muito maior, sacrificando o presente; e os impactos ecológicos muito maiores, sacrificando o futuro. Como o ouro acabou, o petróleo do pré-sal acabará. Ou será substituído, como foi a borracha.
Outra vez, prisioneiro da economia baseada em recursos naturais, o Brasil não percebe que a saída está em se transformar em produtor de conhecimento: ciência, tecnologia, cultura. O único recurso capaz de superar dificuldades, substituir obsolescências e dinamizar a economia é o conhecimento: capaz de explorar o pré-sal, e mais – de inventar substitutos para o petróleo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London junho dEurope/London 2009
Investigação sobre empresa no Senado e definição das regras de exploração do petróleo na Câmara mobilizam grupos de pressão
Para se defender na CPI, Petrobras terá empresa de comunicação para avaliar as notícias e escritório de lobby que acompanhe a comissão
Fonte: Folha de S. Paulo
Por VALDO CRUZ e ANDRÉA MICHAEL
Antes mesmo de começar, a CPI da Petrobras já agita a comunidade de lobistas da capital. Entre eles, a avaliação é que a comissão, se de fato funcionar, pode se transformar na maior guerra de lobby vivida pelo governo Lula dentro do Congresso Nacional.
A atenção dos lobistas não estará focada só no Senado, onde a estatal estará sob investigação. Eles atuarão também na Câmara, na guerra pela definição de regras de exploração das reservas de petróleo do pré-sal.
Na semana passada, esse cenário começou a se desenhar. Enquanto governo e oposição disputavam o comando da CPI, a Comissão de Minas e Energia da Câmara reunia empresários e especialistas para debater o novo modelo do setor.
Um lobista definiu a situação da seguinte forma: no Senado, a ordem será proteger a Petrobras e seus fornecedores. Na Câmara, aprovar um texto que atenda ao interesse dos principais atores -Petrobras e petroleiras internacionais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London junho dEurope/London 2009
O Brasil e o petróleo do pré-sal
A Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) acaba de realizar em Brasília (27/5), no Congresso Nacional, um seminário sobre a importância para o Brasil das megajazidas de petróleo recém-descobertas na camada de pré-sal da plataforma continental. Discutiu também a urgente necessidade de mudar a lei de petróleo em vigor para que essa riqueza – que pela Constituição pertence aos brasileiros – seja usufruída pelo povo brasileiro e usada no desenvolvimento sustentável do Brasil.
O motivo deste email é a necessidade de multiplicarmos por todo o país essa discussão que não interessa as petrolíferas internacionais. Elas vieram para cá no final da década de 90 depois que Fernando Henrique Cardoso sancionou a lei 9.748/97, que quebrou o monopólio instituído em 1953 por Getúlio Vargas, vulnerabilizando a Petrobrás; criou a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e autorizou a mesma ANP a promover, como ela vem fazendo, leilões entreguistas de “blocos exploratórios”.
Hoje a Shell já produz e exporta – pagando tributo vil – o petróleo de Campos.
Os nacionalistas precisam se mobilizar como aconteceu na campanha “O Petróleo é Nosso” que criou a Petrobrás, porque os interesses envolvidos são imensos e mais do que nunca é necessário que os cidadãos de bem sejam esclarecidos sobre os reais interesses do Brasil na questão – papel que a grande mídia não faz.
Daí a idéia de multiplicarmos por estados e municípios o debate sobre esses assuntos promovendo seminários voltados para a questão do petróleo e do marco regulatório. Leia o resto do artigo »
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