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Blog do Desemprego Zero

Produtividade industrial cai 1,8% em 12 meses

Escrito por beatriz, postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Fonte: Valor

Por Samantha Maia

Depois de crescer de forma sustentada acima de 4% até setembro do ano passado, a produtividade da indústria brasileira começou a recuar em outubro e encerrou o período de 12 meses até março com queda de 1,8%. O resultado foi puxado pelo recuo de 1,9% na produção, pois na mesma comparação o total de horas pagas na indústria diminuiu 0,1%, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A forte contração na produtividade poderia indicar que as indústrias, para recuperar parte da eficiência perdida, planejam, para os próximos meses, um forte corte de pessoal. A produção, contudo, responde mais rápido às mudanças econômicas que o mercado de trabalho e uma parcela expressiva da queda no volume produzido decorreu da necessidade de ajustar estoques, explicam economistas ouvidos pelo Valor. Por isso eles não esperam que as demissões sigam o ajuste expressivo observado na produção. Dessa forma, o sinal de retomada na atividade industrial dado a partir de março – quando houve manutenção da atividade, com alta de 0,7% sobre fevereiro – pode indicar que o ciclo de demissões deve chegar ao fim ainda neste semestre.

“A produção tem caído de maneira mais forte, porque as empresas estavam muito estocadas no início da crise e se empenharam para se livrar do excesso de mercadorias”, diz Fábio Romão, economista da LCA Consultores. Isso explica, segundo ele, o fato de as horas pagas não terem caído com a mesma intensidade.

Para Rogério César Souza, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a indústria “forçou a mão” diante da crise para não acumular estoques, e a recuperação da produção tem se dado num ritmo lento, de olho nos sinais imediatos do mercado. “As empresas estão reagindo à demanda indicada no dia a dia, o que ainda pode ter repercussão no emprego, mas de forma menos violenta”, diz ele.

Para Romão, o principal ajuste de mão de obra já foi feito, e a partir de abril já será possível ver uma recuperação, apesar disso não significar uma volta das contratações. “Essa melhora gradual vai ficar mais evidente no segundo semestre”, diz. Segundo a consultoria, o ano deve terminar com saldo de 3,3 mil postos de trabalho na indústria, número irrisório diante dos 195,3 mil no ano passado, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Apesar de as empresas operarem hoje num patamar abaixo do verificado antes da crise, havendo queda do uso da capacidade instalada da indústria, o economista da LCA não acredita que a indústria esteja com volume de trabalhadores acima do que precisa para produzir. “Assim que terminar o ajuste de estoques, essa mão de obra empregada hoje será necessária”, diz.

Para Souza, do Iedi, a retomada tímida da produção em março e a desaceleração da queda do emprego na comparação mês contra mês com ajuste sazonal, com 0,6% de retração sobre fevereiro – menos da metade da queda de 1,4% observada em fevereiro sobre janeiro -, indicam o começo de uma tendência de estabilidade no nível de mão de obra. “Não significa que o problema estará resolvido, mas pode ser o início de uma recuperação.”

Outro dado que corrobora essa expectativa é o crescimento de 1,6% da produção industrial na série de média móvel trimestral, que compara os três meses acumulados até março com o trimestre encerrado em fevereiro. Este foi o primeiro resultado positivo desde outubro. Nesta comparação, as horas pagas ainda são negativas, sinalizando retomada da produtividade.

Para Souza, novas demissões só devem ocorrer caso as expectativas sobre a economia se tornem muito negativas. Ele acredita, porém, que haverá retomada da produção no segundo semestre, o que deve encerrar o período de demissões. “Em dezembro se falava de recuperação a partir de maio, e agora estamos jogando esse cenário para o segundo semestre, porque os dados da indústria estão muito fracos.”

André Macedo, economista do IBGE, diz que ainda é cedo para avaliar a perspectiva de ajustes na mão de obra da indústria. “Pelos resultados do mercado de trabalho ainda não dá para ter uma percepção clara de que o ajuste chegou ao fim.” Segundo ele, a sequência de resultados negativos de emprego não anima, apesar de a queda de 0,6% de março sobre fevereiro ser menos intensa que as reduções anteriores. “Da mesma forma que o emprego demora mais para reagir a uma recessão, também demora mais para reagir a uma retomada”, diz.

Ariadne Vitoriano, analista de atividade da Tendências , diz que o comportamento do emprego será diferenciado por setor. Ela destaca que a retomada da produção está concentrada nos duráveis, setor que provavelmente deixará de demitir nos próximos meses. Bens de capital e bens intermediários, por sua vez, ainda sofrem quedas na produção e devem continuar reduzindo o quadro de funcionários.



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