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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio, 2009

Os neoescravocratas

Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Fonte: Correio da Cidadania 

Por Osvaldo Russo*     

Segundo artigo disponibilizado no site da União da Indústria de Cana-de-açúcar (ÚNICA), “o maior grau de informalidade no mercado de trabalho temporário agrícola torna mais fácil que os fiscais do trabalho encontrem situações que, muitas vezes, são completamente exageradas em seu significado e rapidamente enquadradas como ‘trabalho escravo’ ou ‘condições análogas ao trabalho escravo’”, e que “o agricultor brasileiro tem estado muito sujeito à acusação de prática de ‘trabalho escravo’, o que se tornou mais frequente a partir de 2003, quando se intensificaram as fiscalizações trabalhistas na agricultura, especialmente nas Regiões Norte e Centro-Oeste”.

Em pleno século 21, é espantoso achar normal o trabalho escravo ou análogo e que, no seu combate, o governo exorbita de suas funções, o Ministério Público excede de suas prerrogativas e o Judiciário promove uma justiça de classe com sinal trocado no tempo, como se todos combinassem uma perseguição institucional conjunta aos “coitadinhos” dos fazendeiros que fazem o “favor” de “empregar” trabalhadores rurais “desocupados”.

As denúncias?sobre casos de trabalho escravo contemporâneo atingem?um recorde histórico no Brasil, de acordo com o relatório “Conflitos no Campo Brasil 2008“, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que registra 280 ocorrências?no ano passado.?Ao todo, os casos relatados pela CPT envolveram?sete mil trabalhadores, 86 deles crianças e adolescentes, tendo havido 5,2 mil libertações.  Leia o resto do artigo »

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Petróleo: restaure-se a moralidade

Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Fonte: Correio da Cidadania

Por Sergio Ferolla e Paulo Metri   

Nos jornais brasileiros, com certa freqüência, são publicadas matérias pagas, como se fossem artigos, assinadas por pessoas muito bem remuneradas, defendendo a não modificação da atual lei do petróleo. Dentre as muitas inverdades despudoradamente registradas, destacam, por exemplo, que as descobertas de petróleo depois de 1997, inclusive o pré-sal, são conseqüência da aprovação da “lei do petróleo” (n° 9.478), que substituiu a “lei do monopólio” (n° 2.004), de 1953, sancionada por Getúlio Vargas.

Na verdade, quem descobriu muito petróleo no Brasil, mesmo depois de 1997, foi a Petrobrás, com exuberante índice de acertos, graças aos desenvolvimentos tecnológicos conseguidos por uma equipe altamente capacitada. Considerando que a Petrobrás não seria esta empresa de sucesso se não tivesse existido o monopólio, a totalidade das descobertas depois de 1997 ainda é crédito da “lei do monopólio”, em que pesem os investimentos privados. Leia o resto do artigo »

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Do rebanho à manada

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Fonte: Carta Capital

Por Delfim Netto

Abusando de um sociologismo amador, talvez possamos dizer que nosso comportamento na vida cotidiana é controlado, em boa parte, por normas (formas de conduta) construídas no processo de evolução cultural. Elas facilitam nossas decisões e melhoram nossas relações com os outros. Dão-nos conforto e tranquilidade e liberam tempo para outros comportamentos e decisões não rotineiras. Diante de circunstância inusitada, entretanto, a tendência do homem é procurar conforto na imitação do comportamento daqueles que ele supõe saberem o que estão fazendo.

Nosso comportamento individual é, em larga medida, condicionado por nossa circunstância. Isso explica, por um lado, as limitações do individualismo metodológico que domina o mainstream da economia e, por outro, porque o comportamento dos indivíduos é normalmente acompanhar o do coletivo, ou seja, do rebanho (nas condições normais de pressão e temperatura) ou da manada (quando o tempo muda). Ao contrário, portanto, do axioma de madame Thatcher: “A sociedade não existe. Só existe o indivíduo”, parece que ambos existem e o indivíduo só existe na sociedade. Leia o resto do artigo »

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Um futuro sombrio

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Fonte: Carta Capital

Por Nouriel Roubini

O site RGE Monitor acaba de rever suas projeções para a economia global em 2009. Estamos em meio a uma contração sincronizada, que resultará no primeiro encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em décadas. Será a pior crise financeira desde a Grande Depressão. As transações comerciais mundiais sofrerão a maior redução desde o Pós-Guerra. O comércio deverá recuar 12% em 2009, em razão da séria e prolongada aversão da demanda, do excesso de oferta e da capacidade instalada e da falta de liquidez nos mercados financeiros.

Muitos analistas enfatizam que a segunda derivada da atividade econômica está se tornando positiva. As economias ainda registram contração, mas a um passo menos acelerado, o que seria a antessala da recuperação. A análise do RGE sustenta que a recessão mundial profunda e prolongada, no formato de U, ainda está a todo vapor. Em 2008, evaporou o consenso de que haveria uma crise curta e não muito profunda em forma de V. Ainda que o ritmo da desaceleração econômica esteja menor, em comparação à queda livre do último trimestre do ano passado e primeiro de 2009, ainda estamos muito distantes do fundo do poço. Particularmente na Europa e no Japão, há pouquíssima evidência de que a segunda derivada esteja em curso.

Ao fim do primeiro trimestre de 2009, houve alguns sinais de que o ritmo da contração estava arrefecendo, principalmente nos Estados Unidos e na China, onde as respostas de política econômica foram mais agressivas e a produção industrial pode ter registrado o pior momento em um período anterior ao da Europa e do Japão. No entanto, isso não é verdadeiro para as maiores economias do G-7. Leia o resto do artigo »

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Eduardo Galeano: a linguagem, as coisas e seus nomes

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Fonte: Carta maior 

Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública. O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado. O imperialismo se chama globalização. As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões. O oportunismo se chama pragmatismo. A traição se chama realismo. Os pobres se chamam carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos.

Por Eduardo Galeano

Na era vitoriana era proibido fazer menção às calças na presença de uma senhorita. Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública:

O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado;

O imperialismo se chama globalização;

As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões;

O oportunismo se chama pragmatismo;

A traição se chama realismo;

Os pobres se chamam carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos;

A expulsão dos meninos pobres do sistema educativo é conhecida pelo nome de deserção escolar;

O direito do patrão de despedir sem indenização nem explicação se chama flexibilização laboral;

A linguagem oficial reconhece os direitos das mulheres entre os direitos das minorias, como se a metade masculina da humanidade fosse a maioria; em lugar de ditadura militar, se diz processo. Leia o resto do artigo »

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Boletim semanal:China, Seguridade Social, Supremo, Estatização norte-americana

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Boletim semanal do Blog Desemprego Zero

n.35, ano 2 -  28/04/2009 a 5/04/2009.   

Economia

Entrevista do José Carlos Assis no Jornal dos Economistas

China vira principal comprador do Brasil

Juro cai a 10,25%, o menor nível da história do País 

Política

As denuncias de Ana Julia

Cadê o dinheiro da Seguridade Social

Os dossiês do Supremo

 Internacional

As agruras do homo oeconomicus

A estatização norte-americana

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Guia de ações para a geração de trabalho e renda

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Este guia, organizado pelo MDS com o apoio de outros ministérios e de importantes parcerias do Fome Zero, apresenta as 167 ações desenvolvidas pelo Governo Federal no ano de 2008, que se executadas de forma coordenada e integrada, serão sinérgicas e contribuirão efetivamente para a geração de trabalho e renda com desenvolvimento local.

Clique aqui para ler o Guia

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Quem é o PPS?

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2009

Fonte: Blog do Velho Comunista

Exmº Sr. Roberto Freire 

Saudações.

Assisti várias vezes ao Programa Político do seu partido, o PPS, na televisão. Cada vez que assistia mais entusiasmado ficava pela clarividência demonstrada principalmente no que se refere às mudanças na Caderneta de Poupança que, segundo a propaganda, será “mexida como o foi no governo de Collor”. Pena o povo não assistir ao horário político, pois, se o fizesse, poderia salvar as suas economias com essa informação privilegiada. Minha avozinha, embora tenha assistido ao programa, não retirou seu dinheiro da poupança porque, segundo ela, “se um político diz uma coisa é porque vai acontecer exatamente o contrário”. Mas,como dizia, assisti tantas vezes quantas pude ao programa político do PPS porque me emociona muito ouvir um Partido dizer é decente, embora não acredite que algum vá à televisão dizer que não o é.
Chamou-me a atenção, também, o fato de que “o candidato do Presidente está fazendo campanha enquanto o do PPS está governando…” É, propaganda eleitoral antecipada é muito feio…
Aquela do capitão do navio também foi muito boa. Quem lê a Veja, a Época, a IstoÉ e assiste à Rede Globo sabe que o Brasil está mergulhado na mais negra crise… (Não entendo por que os assistem às outras redes de televisão e não lêem aquelas revistas sabem que a crise brasileira não é tão grande e acham que o governo está se saindo muito bem…). Leia o resto do artigo »

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