Inadimplência já chega a 11% em 4 meses de 2009
Escrito por Imprensa, postado em 18 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Para economista, juros cobrados pelos cartões de crédito são “agiotagem pura”
Fonte: Monitor Mercantil
“Nos cartões de crédito o que ocorre é agiotagem pura.” A afirmação é da economista Beatriz Dias David, da Uerj, ao comentar o aumento da inadimplência da pessoa física em abril: 8,9%, na comparação com o mesmo mês de 2008, chegando a 10,8% nos primeiros quatro meses de 2009, em relação a igual período do ano passado.
A economista criticou também a insistência do governo em apostar no endividamento das famílias como principal meio de aquecer a economia.
De acordo com a pesquisa da Serasa Experian, porém, as elevações são menores que em março, quando a inadimplência cresceu 16,6% sobre o mesmo mês de 2008 e atingiu 11,4% a mais no trimestre de janeiro a março, em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
Isso porque houve redução de 9,5% na inadimplência da pessoa física em abril, comparado a março. Foi o maior recuo nesse tipo de comparação registrado pela Serasa desde junho de 2006. Isso ocorreu, porém, devido ao efeito calendário, pois abril teve 20 dias úteis, contra 22 dias de março.
A Serasa constatou que o maior endividamento de parte da população ocorreu em operações bancárias acima de 90 dias, bem como no uso intensivo do cheque especial e do cartão de crédito, com desequilíbrio do orçamento doméstico.
“O ganho dos cartões supõe que a taxa de risco é enorme. Os juros chegam a 15% ao mês”, destacou Beatriz, ponderando que, nos Estados Unidos, o cartão ocupa o segundo lugar na inadimplência.
“E lá não há essa taxa extorsiva. Aqui, as renegociações ainda se dão em taxas muito altas, entre 4% a 6%, nos melhores casos. Mesmo assim, a Justiça dá ganho de causa aos bancos”, criticou.










