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Blog do Desemprego Zero

China vira principal comprador do Brasil

Escrito por beatriz, postado em 4 dEurope/London maio dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Com alta de 61% nas compras, China passa os EUA na lista de importadores

Por Márcia De Chiara

A China está salvando as exportações brasileiras em meio à recessão global. Em março, pela primeira vez o país foi o principal destino dos produtos nacionais, desbancando a liderança histórica dos Estados Unidos. As exportações para China no primeiro trimestre cresceram 62,67% em valor e 41,47% em quantidade na comparação com o mesmo período de 2008.

Os principais beneficiados foram os produtores de soja, celulose, minério de ferro e petróleo. Essas quatro commodities respondem por 76,6% da receita de exportações brasileiras para o país, aponta a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).

“No pior dos mundos, o Brasil está melhor”, afirma Miguel Daoud, economista-chefe da consultoria Global Financial Advisor e especialista em China. Com a crise global, o governo chinês decidiu injetar quase US$ 600 bilhões na economia. O objetivo é estimular os negócios e mudar o modelo de economia exportadora para outro, voltado para o mercado interno. Esse pacote já começou a fazer efeito, com repercussões diretas no Brasil.

Daoud observa que o pacote está concentrado na construção civil. Isso significa maior consumo de aço e, consequentemente, de minério de ferro, a matéria-prima básica da siderurgia. Além disso, o governo chinês traçou um plano para tornar o país autossuficiente em cerca de uma dúzia de produtos agrícolas. Como apenas 10% do território são próprios para a agricultura, a China está aumentando as importações dos produtos que não são prioridade no plano de autossuficiência. É o caso da soja, o principal produto de exportação das lavouras brasileiras.

O salto chinês nas compras do Brasil chama ainda mais atenção pelo fato de as exportações brasileiras terem registrado no primeiro trimestre do ano um recuo de mais de 19% em relação ao mesmo período de 2008. As importações também caíram, mas um pouco mais: 21,6%. Apesar das quedas, a balança comercial brasileira registrou superávit de 9% no trimestre.

Estrela do comércio exterior, a China importou US$ 3,395 bilhões do Brasil no primeiro trimestre e foi praticamente o único país que ampliou significativamente as compras de produtos brasileiros, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A China respondeu por 47% das exportações para a Ásia, que ultrapassou a América Latina como bloco comercial no primeiro trimestre, segundo o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral. 

“As exportações para a Ásia vêm aumentando, apesar da crise. Tirando o Japão, o bloco tem um potencial comercial muito grande a ser explorado”, diz Barral.

Sem o robusto crescimento das vendas para a China, o superávit da balança comercial brasileira de US$ 3 bilhões no trimestre encolheria US$ 1,8 bilhão, calcula o vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

A liderança da China nas compras brasileiras não é transitória e deve se repetir nos próximos meses, prevê Daoud. Ele diz, no entanto, que com uma taxa de crescimento do PIB de 6% para este ano, o país não vai puxar o crescimento mundial, mas será “importantíssimo” para o Brasil.

“A China tem um papel muito importante em relação ao Brasil como um grande demandante de commodities”, diz o economista-chefe da Funcex, Fernando Ribeiro. Mas ele discorda de Daoud sobre o impacto da economia chinesa como motor do crescimento global e sobre a manutenção da liderança das compras de produtos brasileiros. 

Ribeiro diz que não tem dúvida de que a China exerce um papel crucial na recuperação mundial, mesmo crescendo 6% em 2009. Ele prevê que o país continue ganhando importância nas exportações brasileiras nos próximos meses. Mas, para o ano como um todo, deve encostar nos EUA, que, na sua opinião, vai continuar liderando as compras do Brasil.

Castro, da AEB, lembra que o governo brasileiro temia o déficit na balança comercial no primeiro trimestre. Tanto que chegou a baixar medidas de licença não automática para importações, depois revogadas. “Mas o cenário mudou completamente e a balança comercial registrou déficit apenas em janeiro.”

O vice-presidente executivo da AEB se diz surpreso com as taxas de crescimento dos volumes exportados para a China. A quantidade vendida de celulose, por exemplo, aumentou 650% no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2008. No caso do ferro fundido, da soja e do minério de ferro, houve crescimento de 700%, 120% e 40%, respectivamente, nas quantidades exportadas entre janeiro e março.

“Essas taxas de crescimento são desproporcionais”, diz o economista. Na análise de Castro, esse ritmo de crescimento de compras não deve se manter, mesmo com a China crescendo 6% ao ano.

Volume de encomendas surpreende exportadores

O crescimento das importações da China de produtos brasileiros no primeiro trimestre deste ano surpreendeu os produtores nacionais de commodities. Os volumes de soja exportados para o país mais que dobraram no período e o açúcar brasileiro passou a figurar na pauta de importações chinesas.

“O resultado nos surpreendeu porque o aumento nos volumes foi muito grande”, afirma César Borges de Sousa, vice-presidente da Caramuru Alimentos, uma das grandes exportadoras de grãos. No primeiro trimestre, as vendas a empresa para a China somaram 117 mil toneladas, um volume quase 150% maior ante o mesmo período de 2008. Em abril, diz Sousa, o ritmo de crescimento continuou acelerado.”Ocorre hoje uma antecipação de vendas porque o preço atual do grão é maior que o do futuro.”

O secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, Fábio Trigueirinho, explica que a quebra na safra da Argentina provocou um aperto no suprimento e jogou os preços para cima. A tonelada do produto é vendida a US$ 360, ante a média histórica de US$ 220. Em 2008, a China comprou 48% da soja exportada pelo Brasil.

No caso do açúcar, as compras da China do produto brasileiro, que foram insignificantes e somaram 100 toneladas no primeiro trimestre de 2008, atingiram 157 mil toneladas em igual período deste ano. “A China não era importadora de açúcar brasileiro e passou a comprá-lo porque teve problemas climáticos que afetaram a sua safra”, observa Antonio de Padua Rodrigues, diretor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar. Ele projeta que o Brasil exporte para a China 500 mil toneladas.

O quadro se repete com o minério e a celulose. As quantidades exportadas de celulose cresceram 128% no primeiro trimestre em razão da recomposição de estoques e substituição da produção local pela importada a custos menores. “O mundo está em recessão, mas a China não. Essa é a grande diferença”, diz Marcelo Tunes, diretor do Instituto Brasileiro de Mineração, animado com as exportações de minério de ferro.



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