Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Delfim Netto
Abusando de um sociologismo amador, talvez possamos dizer que nosso comportamento na vida cotidiana é controlado, em boa parte, por normas (formas de conduta) construídas no processo de evolução cultural. Elas facilitam nossas decisões e melhoram nossas relações com os outros. Dão-nos conforto e tranquilidade e liberam tempo para outros comportamentos e decisões não rotineiras. Diante de circunstância inusitada, entretanto, a tendência do homem é procurar conforto na imitação do comportamento daqueles que ele supõe saberem o que estão fazendo.
Nosso comportamento individual é, em larga medida, condicionado por nossa circunstância. Isso explica, por um lado, as limitações do individualismo metodológico que domina o mainstream da economia e, por outro, porque o comportamento dos indivíduos é normalmente acompanhar o do coletivo, ou seja, do rebanho (nas condições normais de pressão e temperatura) ou da manada (quando o tempo muda). Ao contrário, portanto, do axioma de madame Thatcher: “A sociedade não existe. Só existe o indivíduo”, parece que ambos existem e o indivíduo só existe na sociedade. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Nouriel Roubini
O site RGE Monitor acaba de rever suas projeções para a economia global em 2009. Estamos em meio a uma contração sincronizada, que resultará no primeiro encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em décadas. Será a pior crise financeira desde a Grande Depressão. As transações comerciais mundiais sofrerão a maior redução desde o Pós-Guerra. O comércio deverá recuar 12% em 2009, em razão da séria e prolongada aversão da demanda, do excesso de oferta e da capacidade instalada e da falta de liquidez nos mercados financeiros.
Muitos analistas enfatizam que a segunda derivada da atividade econômica está se tornando positiva. As economias ainda registram contração, mas a um passo menos acelerado, o que seria a antessala da recuperação. A análise do RGE sustenta que a recessão mundial profunda e prolongada, no formato de U, ainda está a todo vapor. Em 2008, evaporou o consenso de que haveria uma crise curta e não muito profunda em forma de V. Ainda que o ritmo da desaceleração econômica esteja menor, em comparação à queda livre do último trimestre do ano passado e primeiro de 2009, ainda estamos muito distantes do fundo do poço. Particularmente na Europa e no Japão, há pouquíssima evidência de que a segunda derivada esteja em curso.
Ao fim do primeiro trimestre de 2009, houve alguns sinais de que o ritmo da contração estava arrefecendo, principalmente nos Estados Unidos e na China, onde as respostas de política econômica foram mais agressivas e a produção industrial pode ter registrado o pior momento em um período anterior ao da Europa e do Japão. No entanto, isso não é verdadeiro para as maiores economias do G-7. Leia o resto do artigo »
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