Postado em 29 dEurope/London maio dEurope/London 2009
“Ainda teremos muitas notícias ruins”, prevê Robert Shiller, um dos mais influentes economistas americanos, ao debitar ao racionalismo simplificador e irrealista da teoria econômica a eclosão mal percebida da crise e as dificuldades hoje encontradas para sua superação.
Fonte: Valor Econômico, 29/05/2009.
“A pesquisa em economia segue o modelo consagrado pelas ciências exatas e acreditamos que isso limita nossa capacidade de compreender o mundo. Os economistas precisam ser mais humildes. Deveríamos reconhecer nossos limites e prestar mais atenção no que outras ciências sociais fazem, incorporando métodos de pesquisa que são muito utilizados por sociólogos e psicólogos, mas são desprezados pela maioria dos economistas”.
“Se o governo não estabelecer as regras do jogo, os bancos e as empresas farão isso. Foi essencialmente o que eles fizeram nos últimos anos. Não é que o governo precisa proteger as pessoas contra sua própria natureza. Somos nós que decidimos que queremos um jogo com regras claras e um juiz para arbitrar conflitos, porque é do nosso interesse. (…) Defendemos a ideia de que os bancos centrais precisam ter como meta manter a oferta de crédito em condições que garantam pleno emprego e estabilidade econômica. A preocupação com a inflação não pode ser o único objetivo”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Presidente do Ipea afirma que o aprofundamento da crise econômica vai precipitar escolhas mais claras (atender ricos ou atender pobres?) para a política econômica do governo.
O núcleo de economistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) causa urticária nos defensores das políticas monetária e fiscal restritivas, que encontram seu domínio no comando do Banco Central. Sob a presidência do professor da Unicamp Marcio Pochmann, o Ipea é um dos centros de formulação intelectual para os setores alinhados com as teses desenvolvimentistas no interior do governo Lula. Em um de seus estudos mais conhecidos, Pochmann afirma sem titubear: “Não mais do que 20 mil clãs de famílias concentram a posse dos títulos públicos. Por isso, a despesa pública com pagamento de juros representa um dos mais perversos gastos do Estado.” A contundente crítica à política monetária de Henrique Meirelles, presidente do BC, atraiu admiradores e desafetos. À VERSUS, Pochmann definiu a sua presença no Ipea. “A nossa passagem não é para organizar o consenso. Nosso papel, aqui, como funcionários públicos que recebem salários pagos pela maior parte dos pobres do país, pois são esses que pagam impostos, é organizar o dissenso.” Veja os principais trechos da entrevista a seguir.
Nós estamos defendendo de que não há razão técnica que justifique uma taxa de juros nominal superior a 7% ao ano. A maior parte dos países em frente à crise está operando com taxas de juros real negativo e nós estamos com taxa de juros 7% real. Achamos que há um espaço para a redução drástica da taxa de juros, não há problemas inflacionários de um lado, de outro lado a taxa de juros tal como ela se encontra implica custos, gastos públicos para financiá-la que poderiam perfeitamente estar atendendo a outros compromissos, como a defesa da produção e do emprego.
Nós estamos vivendo em um outro contexto em que são justamente as empresas que possuem os estados nacionais na medida em que hoje o mundo é praticamente coordenado por decisões de 500 grandes corporações transnacionais cujo faturamento anual equivale a quase 48% do PIB do conjunto dos países.
As três maiores corporações do mundo têm um faturamento que equivale ao PIB do Brasil, que é a 9ª economia do mundo. As 50 maiores corporações têm um faturamento que é maior do que o PIB de 100 países. Então há uma coordenação feita pelo setor privado, por essas grandes corporações sem regulação, sem controle e transparência democrática que está questionado pela crise. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Ele se considera super-católico praticante (vai na missa todo domingo) e olha quem ele agradece….
Pausa para Meditação
Fonte: Blog do Protógenes
Ao povo brasileiro e aos internautas, hoje é dia 20 de maio data sublime da minha existência concedida por Deus criador do céu, da terra e das forças da natureza. Agradeço por completar meio século de vida com saúde e paz no seio da minha família e na companhia dos meus semelhantes, seguindo os ensinamentos sagrados do Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Vedas, Gandhi, Paramahansa Yogananda, São Francisco de Assis e o inesquecível Prof. Agenor Miranda Rocha.
Como ser em construção, terráqueo e pecador, apesar de completar nesta data cinquenta anos com força, vida e saúde, tenho o privilégio em participar da edificação de um mundo que respeite os princípios e regras que têm como objeto principal a diminuição das desigualdades sociais.
Só tenho a agradecer e nada pedir, apenas elevo meus pensamentos e sentimentos em ajudar ao meu semelhante, aos animais e as forças da natureza na esperança de um planeta terra destinado a acolher e proporcionar bens e riquezas, para uma sociedade infinitamente livre, justa e solidária. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009
O PCdoB e a Editora Anita Garibaldi estão comemorando a 100ª edição da REVISTA PRINCÍPIOS, trajetória iniciada em 1981. Esta edição ampliada traz artigos de conhecidos intelectuais e políticos de esquerda ( Lula, Raul Castro, Marcio Pochmam, João Sicsu, Aloisio Teixeira, Aldo Rebelo, João Quartim, Ariano Suassuna, Cesar Benjamim, Jose Del Roio, Liege Rocha, Marco Antonio Raupp, Mangabeira Unger, Renato Rabelo e Wagner Gomes) e um DVD contendo as 100 edições da revista na íntegra.
Hoje, dia 28/05 de 17:30 às 20 horas, será realizado o lançamento desta edição comemorativa, no Paço Imperial, na Praça 15, ao lado da Alerj, na Livraria Arlequim, onde será servido um coquetel.
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Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por Carlos Lessa
“O Brasil é um dos países do mundo que têm menor proporção de servidores federais por mil habitantes. Alemanha, França, Inglaterra, Japão e EUA têm percentagens que vão de 6,1% a 38,5% da população; o Brasil tem apenas 5,3%”.
Fonte: Valor Econômico, 28/05/2009.
Pelas notícias e pelo tratamento dado a esta questão pela mídia brasileira e por algumas instituições formadoras de opinião, a ampliação do quadro de servidores públicos seria um erro estratégico e um pecado em relação à economia e sociedade brasileiras. Tem sido quase universal a “denúncia” de aumento dos gastos de custeio da administração federal. Neste item, a massa salarial do funcionalismo é a principal componente, sendo resíduo tudo o que é necessário para que os serviços públicos sejam executados. Por exemplo, a “Folha de S. Paulo”, em 17/05, enuncia que “Lula anula enxugamento de servidores”. A atual administração é acusada de haver cancelado o esforço de enxugamento de funcionários públicos realizado pela administração FHC, cujo governo teria reduzido o funcionalismo a 599 mil pessoas, porém Lula elevou, em 2008, para 671 mil. Este contingente, mais os servidores aposentados e militares, absorvem 5% do PIB.
Este aumento pode ser virtuoso ou pecaminoso. Em 2002, o Ministério do Meio Ambiente tinha 7.100 servidores e, em 2008, 9.500; em início de 2003, quando presidente do BNDES, ouvi de Marina Silva a declaração entusiasmada com a contratação de 73 novos analistas de meio ambiente, qualificados para o exame de RIMAs (Relatório de Impacto do Meio Ambiente) e fiquei assustado com a exiguidade do contingente. Somente no BNDES, havia 17 contratos de financiamento para novas usinas hidrelétricas paralisados por ausência de exame do MMA. É quase universal a queixa quanto à lentidão dos pareceres ambientais. Este é um dos retardadores do PAC. Como reitor da UFRJ, conheci de perto os dramas de falta de pessoal e complemento de custeio para ampliar e melhorar os programas docentes. Cursos premiados com avaliação máxima só dispunham de professores com mais de 50 anos; inexistiam jovens professores auxiliares de ensino cuja qualificação e assimilação de padrões permitiria a continuidade e preservação da qualidade e fecundidade do curso. Entre 2002 e 2008, cresceu o número de servidores na educação, com 14.100 novos quadros. Este reforço oportuno é “uma gota d’água” nas necessidades educacionais brasileiras. Leia o resto do artigo »
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Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Fonte: Jornal Os Economistas
Por Reinaldo Gonçalves
O G-20 foi criado em 1999 e tem como países membros a locomotiva do sistema econômico internacional, as sublocomotivas, bem como os vagões de 1ª classe e classes inferiores (ver Quadro 1).2
São 19 países e a União Européia tem representação própria. A análise do comunicado fi nal do G-20 de 2 de abril de 2009 mostra que há poucas diferenças marcantes em relação ao comunicado da reunião de 11 denovembro de 2008. Entretanto, há compromissos específicos de fortalecimento de organizações multilaterais retrógradas e imposição a alguns países em desenvolvimento do compartilhamento dos custos de contenção da crise global.
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Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009
“A crise atual criou excelente oportunidade e condições favoráveis à proposta de nova estratégia econômica para a América Latina” (13/4/2009)
Doutor em Ciências Econômicas pela Universidade de Paris I (doutorado de Estado) e professor titular da UFRJ e da UERJ, João Paulo de Almeida Magalhães foi coordenador de política econômica do Cofecon (2002-2005) e presidiu o Corecon-RJ (2006-2008). Recentemente publicou o livro “O que fazer depois da crise: a contribuição do desenvolvimentismo keynesiano”, obra que analisa nesta entrevista.
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Postado em 28 dEurope/London maio dEurope/London 2009
Por Daniel Rittner, de Brasília
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, sugeriu ontem a criação de um fundo de equalização tarifária para reduzir as distorções no preço da eletricidade paga pelos consumidores residenciais de cada Estado.
De forma geral, a tarifa praticada pelas distribuidoras é inversamente proporcional ao nível de riqueza da região em que elas atuam. Vários fatores, como densidade populacional – quanto maior a concentração urbana, menor o custo de novas ligações à rede elétrica – e inadimplência explicam as distorções.

Um morador de Brasília, a cidade brasileira com maior renda per capita, paga a segunda menor tarifa entre as 64 distribuidoras do país: R$ 0,24 por kilowatt-hora (kWh) de consumo. Leia o resto do artigo »
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