Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Dantas, Gilmar e Lula venceram
Por PH Amorim
O ínclito delegado Protógenes Queiroz acaba de tomar conhecimento de que foi afastado “preventivamente” da Polícia Federal, até decisão do processo administrativo disciplinar.
A pena é de suspensão ou demissão. Portaria número 247-2006 – DG-DPF, de 9 de abril de 2009.
Na prática, isso significa que ele fica em casa, recebe salário, mas não tem função.
Quem mandou prender branco de olhos azuis ?
O ato de “afastamento” foi assinado no dia em que Protógenes deu aquela surra no deputado serrista Marcelo Lunus Itagiba, na CPI.
Foi mais um acorde da orquestração para enforcar os agentes da Lei. Ainda este mês assistiremos ao “afastamento”, com suspensão e demissão, do corajoso Juiz Fausto de Sanctis.
Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat, não perde uma.
Viva o Brasil!
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Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Luís Nassif
Uma das consequências da atual crise mundial será uma mudança radical no sistema monetário mundial e nos sistemas bancário e financeiro. Dia desses, o economista Paul Krugman previu que a nova etapa dos bancos será marcada pela monotonia e conservadorismo – assim como ocorreu após o crack de 1929. Pouca ousadia e dinheiro barato.
O sistema financeiro brasileiro não passou pelo terremoto global. Mas as queixas quanto ao custo do dinheiro, das tarifas e às exigências de garantias excessivas – especialmente para pequenas e médias empresas – criam um impasse. Caberia ao Banco Central não apenas garantir um sistema bancário saudável mas, principalmente, que fornecesse dinheiro barato. Mas o BC foi uma das autarquias capturadas pelo setor a quem caberia a ele fiscalizar.
Um movimento que começa a crescer é o das cooperativas de crédito. Ainda representam pouco – 2% da movimentação do sistema financeiro. Na memória do sistema ainda estão presentes as lambanças de décadas atrás. E existem muitas delas criadas por grandes grupos exclusivamente para se beneficiar de isenção fiscal. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
As adesões à greve de fome para forçar o Congresso a aprovar uma nova lei eleitoral se massificaram por toda a Bolívia nos últimos dias. A oposição, que na quinta-feira deixou sem quorum a sessão do Congresso, após a aprovação dos termos gerais da nova legislação eleitoral, negou-se a voltar ao parlamento. “Seguramente, pensaram em me vencer pelo cansaço”, disse o presidente Evo Morales, que já esteve em outras greves de fome desde que ingressou na luta sindical campesina, em 1985.
Por Pablo Stefanoni
Após as primeiras 30 horas de greve de fome, o presidente da Bolívia, Evo Morales, passou sem problemas pelo primeiro exame médico, realizado pelo ministro da Saúde, e pediu a seus seguidores que suspendam o jejum até a segunda-feira, para não prejudicar as celebrações da Páscoa. No entanto, as adesões à greve de fome para forçar o Congresso a aprovar uma nova lei eleitoral se massificaram em todo o país nos últimos dias. A oposição, que na quinta-feira deixou sem quorum a sessão do Congresso, após a aprovação dos termos gerais da nova legislação eleitoral, negou-se e voltar ao parlamento, apesar dos insistentes pedidos do vice-presidente boliviano e presidente do Congresso, Álvaro García Linera, que se comprometeu a cumprir os acordos firmados em uma comissão de concertação. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2009
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Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Wladimir Pomar*
Desde que o Brasil ingressou fortemente na industrialização, na Era Vargas, houve um pacto entre os capitais estatais e os capitais privados, tanto nacionais quanto estrangeiros. Ao longo do tempo, o grau de participação do capital estrangeiro variou, seja em decorrência de problemas internacionais, seja devido a movimentos sociais pela estatização de setores econômicos, seja ainda por disputas internas entre os próprios segmentos capitalistas.
O período JK, como vimos, foi marcado por um ingresso intenso de capitais estrangeiros, embora acompanhado pelo fortalecimento relativo dos capitais estatais e privados nacionais. O regime militar, nascido com um forte discurso anti-estatal, paradoxalmente ficou marcado por uma abertura ainda maior à entrada de capitais externos (em 1985, a participação estrangeira na produção industrial havia se elevado a 31%), mas também por um intenso processo de criação de novas estatais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 14 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
Há mais de cinco anos o Tratado de Itaipu é contestado pelo Paraguai, o que se intensificou com a eleição de Fernando Lugo em abril do ano passado. As contas públicas do país vizinho mantêm elevada dependência da venda de sua cota de energia para o Brasil. No governo Lugo, essa demanda assumiu força de promessa de campanha. O país vizinho passou a exigir do Brasil a flexibilização da regra que obriga o Paraguai a vender seu excedente de energia ao sistema brasileiro.
Por Clarissa Pont
Abril é o mês crucial para o desenrolar do impasse entre Brasil e Paraguai sobre a energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu. Há três meses, o Brasil ofereceu um pacote ao país vizinho, como forma de compensar sua terceira resposta negativa ao pedido de alteração no Tratado de Itaipu. A resposta deve ser entregue pessoalmente pelo presidente do Paraguai, Fernando Lugo, a seu colega Luiz Inácio Lula da Silva, durante uma visita oficial ao Brasil agendada para 29 e 30 de abril. Mesmo assim, evidências mostram que possivelmente o embróglio siga por todo este ano, prazo máximo dado pelo Paraguai para que a questão se resolva em âmbito bilateral. Depois, disso, o país já afirmou que pretende entrar em cortes internacionais para a revisão do contrato.
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Postado em 13 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Estudo do Ipea mostra que a redução do papel do Estado concentrou renda de crédito
O Brasil tem um sistema bancário incompleto, que contribui para a concentração de riqueza e aumento da exclusão social. É o que mostra o estudo do Ipea divulgado por meio do Comunicado número 20 da presidência do instituto apresentado pelo presidente Marcio Pochmann em coletiva à imprensa realizada no dia 7 de abril, na sede do Ipea em Brasília.
Denominado “Transformações na indústria bancária brasileira e o cenário de crise” o estudo mostra que o esvaziamento do Estado no mercado financeiro brasileiro em nada beneficiou a inclusão social e a popularização bancária. A redução da quantidade de bancos em operação nos últimos onze anos contribuiu ainda para promover mais desigualdade regional. “Nos últimos dez anos houve uma transferência de recursos que serviam de crédito para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil para uma maior concentração na região Sudeste”, apontou Pochmann.
Segundo o estudo, “ao contrário dos Estados Unidos, que combinou a redução na quantidade de bancos com ampliação do número de agências bancárias, o Brasil apresentou diminuição na quantidade tanto de bancos como no número de agências.”
Em 2007, por exemplo, o país possuía somente 156 instituições bancárias, enquanto a Alemanha registrou 2.130 bancos e os Estados Unidos 7.282 bancos. A principal fase de redução da presença dos bancos públicos no Brasil ocorreu entre 1995 e 2001, com uma breve interrupção entre 2001 e 2003, quando voltou novamente a perder importância relativa no total de ativos bancários. Em 2007, o Brasil tinha menos agência por brasileiro do que na década de 80, quando havia, para cada agência, cerca de 8 mil brasileiros.
A diferença regional indicada no estudo é alarmante quando se pensa em desenvolvimento de médio e longo prazo no país. “Nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo, a relação da população por agência chega a ser quase três vezes maior do que nas regiões Sul e Sudeste”. Entre 1996 e 2006 as três regiões acumulam uma perda de 41,4% na participação relativa no total de crédito.
O custo de crédito para a população e para as atividades econômicas é alto no Brasil. Leia o documento…
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Postado em 13 dEurope/London abril dEurope/London 2009
by Simon Johnson
The crash has laid bare many unpleasant truths about the United States. One of the most alarming, says a former chief economist of the International Monetary Fund, is that the finance industry has effectively captured our government-a state of affairs that more
typically describes emerging markets, and is at the center of many emerging-market crises. If the IMF’s staff could speak freely about the U.S., it would tell us what it tells all countries in this situation: recovery will fail unless we break the financial oligarchy that is blocking essential reform. And if we are to prevent a true depression, we’re running out of time.
(…) the biggest obstacle to recovery, is almost invariably the politics of countries in crisis. Emerging-market governments and their private-sector allies commonly form a tightknit-and, most of the time, genteel-oligarchy, running the country rather like a profitseeking company in which they are the controlling shareholders. In a primitive political system, power is transmitted through violence, or the threat of violence: military coups, private militias, and so on. In a less primitive system more typical of emerging markets, power is transmitted via money: bribes, kickbacks, and offshore bank accounts. Although lobbying and campaign contributions certainly play major roles in the American political system, old-fashioned corruption-envelopes stuffed with $100 bills-is probably a sideshow today, Jack Abramoff notwithstanding.
Instead, the American financial industry gained political power by amassing a kind of cultural capital-a belief system. Once, perhaps, what was good for General Motors was good for the country. Over the past decade, the attitude took hold that what was good for Wall Street was good for the country.
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Simon Johnson, a professor at MIT’s Sloan School of Management, was the chief economist at the International Monetary Fund during 2007 and 2008. He blogs about the financial crisis at baselinescenario.com, along with James Kwak, who also contributed to this essay.
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