Postado em 8 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Blog do José Paulo Kupfer
À parte o show do presidente Lula, a reunião do G-20, hoje, em Londres, não fugiu demais ao roteiro previsível. O comunicado final trouxe, sim, algo de concreto além do que se esperava: a formação de um fundo de US$ 1 trilhão, para reforçar o caixa – e o moral – do FMI e o anúncio da disponibilização global de US$ 5 trilhões, em estímulos fiscais, até 2010. Maiores também do que esperado, apesar de não terem avançado nem uma gota além da retórica, foram as menções aos males do protecionismo, e, mais ainda, a reafirmação do compromisso com um acordo conclusivo para a Rodada Doha.
Tudo o mais foram promessas de boas intenções, cuja execução, em seus detalhes, ainda deverá ser desenhada e definida por comissões. Incluem-se nesse caso a maior regulação dos mercados financeiros – incluindo fundos de hegde e paraísos fiscais -, uma reforma não estrutural em organismos como o FMI e o Banco Mundial e até restrições aos bônus de executivos de empresas privadas. Há alguns prazos para revisar e consolidar os eventuais progressos dos pontos do acordo de hoje, com uma nova cúpula antes do fim do ano. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2009
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Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Por Abram Szajman
Fonte: Gazeta Mercantil
Comparar o que nos acontece hoje com o que ocorreu há 80 anos, em decorrência da crise que levou o mundo à Grande Depressão, pode ser útil para entender qual será nosso lugar no cenário internacional, quando a turbulência amainar.
Em 1929, a quebra do sistema financeiro mundial atingiu o Brasil fazendo desabar o preço do café, então responsável por 70% das nossas exportações. Foi uma tempestade de tal ordem que varreu da noite para o dia o modelo agrário exportador vigente desde a época da colônia, carregando consigo, por meio da Revolução de 1930, a República Velha comandada pelos estados cafeicultores.
Da noite para o dia, o País teve de acelerar sua industrialização, pela simples razão de que não dispunha mais de recursos para importar os produtos manufaturados de que necessitava como fizera até então. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Por Iolanda Nascimento
Fonte: Gazeta Mercantil
Os bancos públicos vêm alimentando o crescimento do crédito no Brasil e foram responsáveis por 80% do aumento do volume das operações entre fevereiro deste ano e setembro de 2008, data em que a crise financeira internacional se aprofundou, mostra estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As instituições privadas dividiram os 20% restantes. O percentual de participação dos bancos públicos no aumento do crédito tem crescido expressivamente. De setembro a dezembro de 2008, eles responderam por 68% da variação positiva – sendo 32 pontos percentuais do próprio BNDES.
Gilberto Rodrigues Borça Junior, economista da área de pesquisa e acompanhamento econômico do BNDES e um dos autores do levantamento, avalia que a tendência ao longo de 2009 é que os bancos públicos continuem a sustentar o crescimento do crédito. “O mercado internacional ainda não está normalizado e a tendência é de que a participação continue substancial, embora com um pouco menos de força.” Borça afirma que, enquanto persistir a restrição na liquidez e no crédito no mercado externo, as instituições privadas que atuam no Brasil continuarão na defensiva, com um modelo conservador de atuação no segmento, que faz com que adotem medidas extremamente prudenciais, o que restringe a oferta de crédito. “Seria bom para o sistema financeiro que os privados, assim como os públicos vêm fazendo, tomassem um pouco mais de risco”, diz Borça, ressaltando a importância da ação dos bancos públicos contra essa tendência dos privados nos momentos de crise. Leia o resto do artigo »
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Postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: EFE
Havana – O líder cubano Fidel Castro considera que há muitos “conceitos inadmissíveis” na minuta de declaração da Cúpula das Américas que será realizada de 17 a 19 deste mês em Trinidad e Tobago, e para a qual o Governo de Havana não foi convidado.
Em artigo divulgado hoje pela imprensa oficial com o título “Por que se exclui Cuba?”, Fidel diz que recebeu esse documento do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, com quem se reuniu na sexta-feira, em Havana, e adverte que a cúpula “será uma prova de fogo para os povos do Caribe e da América Latina”.
”É por acaso um retrocesso? Bloqueio e, além disso, exclusão após 50 anos de resistência? Quem carregará essas responsabilidades? Quem exige agora nossa exclusão? Acaso não se compreende que os tempos dos acordos excludentes contra nosso povo ficaram para trás?”, pergunta Fidel. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Folha de S. Paulo
Por DENYSE GODOY
Estudo calcula que pessoas físicas e jurídicas pagaram R$ 134,5 bi em 2008
O Brasil pagou R$ 134,5 bilhões em “spread” bancário em 2008. Esse valor corresponde a quase quatro vezes o orçamento do Ministério da Educação ou duas vezes e meia o do Ministério da Saúde no ano passado. Segundo um estudo realizado pela Fecomercio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), as pessoas físicas contribuíram com R$ 85,4 bilhões desse total, e as empresas, com R$ 49,1 bilhões.
“Spread” é a diferença entre a taxa à qual os bancos captam recursos e aquela aplicada por eles nos empréstimos a consumidores e empresas. Inclui os impostos cobrados sobre operações de crédito, o risco de inadimplência, custos administrativos e os lucros das instituições financeiras.
Por exemplo, considerando um empréstimo pessoal de R$ 1.000 a ser quitado no período de um ano, dos R$ 604 que um cliente de banco em média pagava como juros em 2008, R$ 475 equivaliam ao “spread”.
A Fecomercio SP calcula que tal sobretaxa poderia ser cortada em um quarto sem muito esforço. Na situação descrita acima, isso significa que o consumidor economizaria R$ 119.
“Injetado na economia do país, o dinheiro geraria empregos em todos os setores”, afirma Abram Szajman, presidente da entidade. “O governo deveria parar de fazer de conta que não tem nada com isso e abrir mão de parte dos impostos. Para os bancos, seria conveniente mostrar que estão participando do novo desenvolvimento do Brasil que queremos.” Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
Por Venício Lima*
No Brasil, os empresários de mídia continuam a defender seus interesses como se estivéssemos nos tempos da velha doutrina liberal (que, de fato, nunca vivemos). O discurso da liberdade de imprensa e da autoregulação praticado no Brasil é historicamente anterior ao trabalho da Hutchins Commission, de 1947.
Há 62 anos, em 27 de março de 1947, era publicado nos Estados Unidos o primeiro volume que resultou do trabalho da Hutchins Commission – “A free and responsible press” (Uma imprensa livre e responsável). A Comissão, presidida pelo então reitor da Universidade de Chicago, Robert M. Hutchins, e formada por 13 personalidades dos mundos empresarial e acadêmico, foi uma iniciativa dos próprios empresários e foi por eles financiada.
Criada em 1942 como resposta a uma onda crescente de críticas à imprensa, a Comissão tinha como objetivo formal definir quais eram as funções da mídia na sociedade moderna. Na verdade, diante da crescente oligopolização do setor e da formação das redes de radiodifusão (networks), se tornara impossível sustentar a doutrina liberal clássica de um mercado de idéias (a marketplace of ideas) onde a liberdade de expressão era exercida em igualdade de condições pelos cidadãos. A saída foi a criação da “teoria da responsabilidade social da imprensa”. Centrada no pluralismo de idéias e no profissionalismo dos jornalistas, acreditava-se que ela seria capaz de legitimar o sistema de mercado e sustentar o argumento de que a liberdade de imprensa das empresas de mídia é uma extensão da liberdade de expressão individual. Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Carta Maior
Algo importante aconteceu na blogosfera brasileira quando o jornalista Luis Nassif começou a publicar reportagens a respeito da revista Veja: o debate mudou de plano. O que Nassif batizou de dossiê analisa, com farto material, o jornalismo praticado pela publicação semanal. Nesta semana, o Juiz Carlos Henrique Abrão, da 42ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, julgou improcedente a ação de danos morais movida pelo ediretor de redação Eurípides Alcântara contra Nassif.
“O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico”, é o que se lê logo no primeiro parágrafo do visualmente simples blog de Luis Nassif. Leia o resto do artigo »
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