Postado em 11 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Wladimir Pomar*
Juscelino Kubitschek, ou JK, foi eleito em 1955, num contexto mundial de fortes tensões, decorrentes da descolonização da África e Ásia, e das disputas dos Estados Unidos e aliados com a União Soviética. Por outro lado, esse foi também um período de crises econômicas, levando muitas empresas norte-americanas, européias e japonesas a mudar seu antigo modelo de exploração dos países periféricos (importação de matérias primas e exportação de manufaturados) pelo modelo de investimento em plantas industriais nesses países.
No Brasil, esse foi ainda um período de forte mobilização social e política em torno da nacionalização das reservas naturais, em especial do petróleo, e de um projeto soberano de desenvolvimento nacional, que desembocou na crise política que levou Vargas ao suicídio, em 1954. Foi nesse ambiente que JK, com a promessa de ampliar os direitos democráticos e realizar, através de um Plano de Metas, um desenvolvimento de 50 anos em 5, conseguiu reunir em torno de sua candidatura uma frente política ampla, dos conservadores do PSD aos comunistas do PCB, e isolar os setores reacionários e golpistas da UDN. Leia o resto do artigo »
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Postado em 11 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Perpétua Almeida*
Nesta questão não cabem indefinições.
O modelo de privatização dos lucros e socialização dos prejuízos vem mostrando os seus resultados ao longo da última década, através da crescente concentração de renda e todas as mazelas consequentes. Mesmo assim a sanha privatista, que julgávamos um capítulo encerrado na nossa história, arma novo bote.
De acordo com Fernando Rizzolo, da OAB de São Paulo, quem iniciou a defesa da privatização dos aeroportos brasileiros foi o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC), em um seminário realizado em São Paulo em 2007, em que reivindicou que a administração dos aeroportos, subordinados à Infraero, fosse concedida a grupos privados. Bornhausen, segundo Rizzolo, é apontado como sócio de uma empresa que explora os free shops de alguns dos principais aeroportos internacionais do País, a Brasif, da qual foi vice-presidente. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Claudionor Mendonça dos Santos
A Constituição da República Federativa do Brasil diz que constituem seus objetivos, dentre outros, a erradicação da pobreza e a marginalização, com a redução das desigualdades sociais e regionais, com a promoção do bem de todos, sem quaisquer discriminações.
Diz, também, que é direito do trabalhador salário mínimo capaz de atender às suas necessidades básicas concernentes à alimentação, educação saúde etc.
Apesar disso, uma das grandes mazelas da sociedade brasileira reside exatamente na existência de um grande contingente de pessoas que não têm acesso à alimentação adequada, passando por sérias dificuldades, destruindo indelevelmente parte da população infantil que carregará para o resto da vida seqüelas deixadas pela fome, na primeira infância.
Cogita-se que cerca de trinta milhões de brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza, correspondente à população da vizinha Argentina, verdadeira horda de marginalizados de quem se retirou a possibilidade de serem intitulados cidadãos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 10 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Carta Capital
Por Delfim Netto
Os economistas têm, em geral, uma visão reducionista e instrumental da educação. Consideram-na um fator de produção, ou melhor, um atributo que melhora a qualidade do fator de produção original, o trabalho. Nas famosas funções de produção, poderosas ferramentas didáticas que, infelizmente, só existem como entes platônicos no velho quadro-negro e sobrevivem nas modernas projeções do PowerPoint nas salas de aula, o fator trabalho é qualificado com o nível de educação.
Frequentemente calcula-se o produto potencial ao se parametrizar alguma função de produção com essa variável, para estimar o hiato do produto, com o qual se constrói a política monetária “científica”. O leitor há de perdoar a interrupção desta narrativa. É irresistível a tentação de transcrever o que diz a respeito um verdadeiro e grande economista, que seria certamente reprovado no vestibular das escolas de gastronomia em que se transformaram algumas escolas de economia, produtoras de indigestas receitas vendidas como a única comida “natural e saudável”. Trata-se de Alex Leijonhufvud, em European Journal of the History of Economic Thought, 15(3), Set. 2008: 529-538. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Site Chico Alencar
O depoimento do delegado federal Protógenes Queiroz nesta quarta-feira (8) na CPI da escuta telefônica expôs a parcialidade do presidente da comissão, o também delegado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), contra a qual Chico Alencar se insurgiu. Além de exigir tratamento respeitoso para Queiroz, cobrou a marcação de uma data para o depoimento do banqueiro Daniel Dantas, que chegou a ser preso na Operação Satiagraha.
Responsável pela marcação da data, o relator Nelson Pellegrino (PT-BA), disse estar
avaliando a necessidade de um novo depoimento, uma vez que Dantas já esteve na comissão. Chico contestou a resposta e Pellegrino afirmou que ele “chegou agora na comissão”, o que levou Chico a afirmar: “Cheguei aqui agora, mas não cheguei agora na vida”.
Outros deputados defenderam um novo depoimento de Dantas, entre eles Ivan Valente (PSOL-SP). Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), do PSOL, profissionais liberais, entre outros simpatizantes de Protógenes acompanharam o depoimento, muitos com camisetas onde se lia: “Protógenes contra corrupção”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: PSOL
A bancada do PSOL no Congresso Nacional e outros parlamentares prestaram, nesta quarta-feira, solidariedade e apoio ao delegado Protógenes Queiroz, que está sob a injusta posição de investigado
na CPI das Escutas Telefônicas. Em reunião, os parlamentares decidiram que será elaborada nota pública de apoio e que irão solicitar à presidência da comissão a garantia de que o delegado não será constrangido em seu depoimento, marcado para a próxima semana.
Para o PSOL, é inadmissível que um delegado que investigou e conseguiu prender um dos maiores banqueiros do Brasil, Daniel Dantas, por operações ilícitas esteja, agora, sob investigação porque teria utilizado de escutas ilegais durante a Operação Satiagraha.
O delegado negou que tenha usado de escutas clandestinas para obtenção de provas. Protógenes afirmou que já foi indiciado pela Polícia Federal por vazamento à imprensa da prisão de Dantas (na época, em julho de 2008, também foram presos Celso Pitta e Naji Nahas) e devido ao compartilhamento de dados com a Agência Brasileira de Investigação (ABIN), mas não por escutas ilegais porque não há indícios nesse sentido. Leia o resto do artigo »
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Postado em 9 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Correio da Cidadania
Por Waldemar Rossi*
A Rede Globo consegue enquadrar parcela significativa da população brasileira nos limites de sua telinha televisiva. São novelas e mais novelas nos horários “nobres” a invadir os lares brasileiros, de segunda a sábado, seguidas de programas “culturais” tipo BBB, futebol e mais futebol. Transforma drama particular em verdadeiro circo emocional a mexer com a sensibilidade de um povo simples e trabalhador; passa e repassa filmes quase que exclusivamente das produtoras estadunidenses, com a marca privilegiada da violência, recheados ostensivamente de bandeiras da terra do Tio Sam.
Leva ao ar noticiários que, bem feitos tecnicamente, sempre passam apenas aquilo que é de interesse do capital, omitindo fatos importantes para a vida do nosso povo. Com isso, mantém o povo atrelado aos interesses ideológicos dos seus exploradores. Muito embora com um poder de penetração bem menor e com qualidade técnica inferior à da Globo, agem da mesma forma as demais redes televisivas. Levam avante verdadeira lavagem cerebral do povo brasileiro, que busca encontrar no “deus” consumo realização que supere suas frustrações – impostas pelo mesmo capital.
A pauta eleitoral
Além desse infernal ataque ideológico diário, a mídia procura nos enquadrar em outra pauta importante para os detentores do poder econômico: a pauta eleitoral. Pois a cada dois anos o povo brasileiro é condicionado a escolher entre os inúmeros candidatos às vagas dos poderes legislativo e, principalmente, executivo. Mal acabamos de sair de um processo eleitoral (votamos para prefeitos e vereadores no ano de 2008) e já estamos sendo condicionados a “pensar” nas eleições para as esferas federal e estadual, a serem realizadas em outubro de 2010 e, com isto, nos esquecermos dos graves problemas que estão dia a dia interferindo em nossas vidas pessoais, familiares e social. Leia o resto do artigo »
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Postado em 8 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Nas últimas semanas de 2008 observou-se uma nova fase no processo de consolidação bancária no Brasil com a fusão entre o Itaú e o Unibanco, entre os grandes bancos privados, e a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Essas operações têm suscitado algumas angústias no público em geral com relação aos efeitos que o aumento do grau de concentração do setor bancário no Brasil terá sobre a concorrência no setor e, conseqüentemente, sobre as tarifas bancárias e o spread bancário no Brasil. O argumento de senso-comum, parcialmente baseado na teoria econômica, é que o aumento do grau de concentração do setor bancário irá se traduzir num aumento do poder de mercado dos bancos, levando-os a “extorquir” os seus clientes na forma de tarifas bancárias mais elevadas e maiores spreads, contribuindo assim para aumentar o já elevado custo do capital na economia brasileira. Dessa forma, o governo não deveria estimular o processo de fusões e aquisições entre bancos, antes pelo contrário, deveria atuar no sentido de tornar o setor bancário mais competitivo, ou seja, mais próximo do ideal da “concorrência perfeita”, no qual existe a atomização entre ofertantes de um mesmo produto ou serviço.
Essa visão idílica e ingênua sobre os benefícios de uma economia povoada por “pequenas empresas” infelizmente não corresponde a natureza dos negócios realizados numa economia capitalista moderna, principalmente no setor bancário. A “concentração do capital” não é um evento fortuito do capitalismo, nem muito menos o resultado da “intervenção do governo”. Ela é a consequencia inexorável da existência de retornos crescentes de escala. Como já assinalava Adam Smith, a fonte do crescimento econômico de longo-prazo é o aumento da produtividade do trabalho, resultante de um processo de causalidade cumulativa no qual o aumento do tamanho dos mercados leva a um aprofundamento da divisão do trabalho, o qual produz um aumento da produtividade do trabalho, que resultará num aumento dos salários e, consequentemente, numa nova rodada de aumento do tamanho dos mercados. Como bem demostrado por Piero Sraffa, a concorrência perfeita é incompatível com a existência de retornos crescentes de escala. Dessa forma, numa economia onde os rendimentos crescentes de escala prevalecem será naturalmente uma economia na qual deveremos observar um elevado grau de concentração na produção de bens e serviços. Leia o resto do artigo »
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