Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Por Eliana Cardoso
Fonte: Valor Econômico, 16/04/2009.
Durante pelo menos uma semana, o sr. Zhou, presidente do BC chinês, disputou com Ben Bernanke, presidente do Fed, a atenção dos economistas. O banqueiro causou frisson ao sugerir que o mundo usasse os SDR (Direitos Especiais de Saque do FMI) como moeda de reserva no lugar do dólar. Parêntese: SDR é uma unidade de conta (com base numa cesta de dólares, euros, yens e libras britânicas) que representa o direito de um país adquirir moeda de outro. Corresponde à fração ínfima das reservas globais em dólares.
E então? Imagine que fosse possível contornar os problemas de como passar do dólar à moeda global e os SDR se transformassem em moeda corrente. Você iria às compras com Direitos Especiais de Saque? Não é aí que reside o problema, você me dirá. Para contornar o nome difícil, podemos rebatizar os SDR.
O novo nome poderia ser Fênix, como o do pássaro da mitologia grega, que Voltaire transformou em protagonista de novela com “talhe de águia, mas olhos tão suaves e ternos quanto os da águia são altivos e ameaçadores”. Assim, só quem não tivesse Fênix se amarraria a uma águia de cabeça branca, símbolo nacional dos EUA com suas verdinhas.
O perigo é que o nome do pássaro – que quando morre entra em autocombustão e renasce das próprias cinzas – faz lembrar as inúmeras ocasiões em que uma desvalorização do dólar trouxe à baila a sugestão de sua substituição por outra moeda. Apenas, entretanto, para vê-lo despontar outra vez forte e fagueiro. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: Jornal da Ciência
Presidente dos EUA estaria disposto a negociar regras sobre o nível de CO2 que as indústrias americanas poderão emitir
O presidente dos EUA, Barack Obama, espera que uma legislação sobre mudanças climáticas fique pronta ainda este ano. Segundo a presidente do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca, Nancy Sutley, Obama está disposto a negociar regras sobre o nível de CO2 que as indústrias americanas poderão emitir.
Pelo projeto apresentado no mês passado por dois congressistas do Partido Democrata, Edward Markey e Henry Waxman, os EUA teriam de reduzir em 20% até 2020 as emissões de gases associados ao aquecimento global. Usinas de energia e indústrias que emitissem menos CO2 que o estipulado poderiam comercializar seus créditos de carbono.
A Casa Branca “ainda avalia” o projeto e espera que outras propostas sejam apresentadas nos próximos meses, disse Sutley. “O presidente pediu que um projeto de lei seja enviado a ele ainda este ano”, acrescentou.
Sutley afirmou que o governo está aberto a negociações sobre as permissões que serão concedidas às empresas para emitirem CO2 e quanto dessas autorizações elas poderão comercializar. “Eu acho que essa ainda é uma área para discussão.”
O sistema de crédito de carbono nos EUA deve entrar em vigor em 2012, mas a assessora do presidente disse que ainda é cedo para dizer quando o modelo americano poderá ser integrado ao modelo já em funcionamento da União Europeia. Autoridades europeias acreditam que a criação de um sistema americano daria um novo impulso ao mercado internacional de créditos de carbono.
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Por Martin Wolf
Fonte: Valor Econômico, 15/04/2009.
Os EUA estão presos entre o medo das elites ante a possibilidade de falências e o repúdio popular aos resgates
Os Estados Unidos são a Rússia? A pergunta parece provocativa, se não ultrajante. O autor da pergunta, no entanto, é Simon Johnson, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) e professor da Sloan School of Management, no Massachusetts Institute of Technology. Em artigo na edição de maio do “Atlantic Monthly”, o professor Johnson compara o controle da “oligarquia financeira” sobre as políticas dos EUA com o das elites empresariais em países emergentes. Tais comparações fazem sentido? A resposta é “sim”, mas apenas até certo ponto.
“Em sua profundidade e subitaneidade”, argumenta o professor Johnson, “a crise econômica e financeira dos EUA é surpreendentemente rememorativa de momentos que vimos recentemente nos mercados emergentes”. A similaridade é evidente: grandes influxos de capital estrangeiro; crescimento tórrido do crédito; alavancagem excessiva; bolhas nos preços dos ativos, particularmente nas propriedades; e, por fim, a catástrofe financeira e desabamento do preço dos ativos.
“Mas”, acrescenta o professor Johnson, “há uma similaridade mais profunda e perturbadora: os interesses da elite empresarial – financistas, no caso dos EUA – desempenharam papel central na criação da crise, até o colapso inevitável”. Além disso, “a grande riqueza que o setor financeiro criou e concentrou deu aos banqueiros enorme peso político”.
Agora, argumenta o professor Johnson, o peso do setor financeiro está evitando a resolução da crise. Os bancos “não querem admitir a extensão total de suas perdas, porque isso provavelmente os exporia como insolventes [...] Este comportamento é corrosivo: bancos doentes ou não emprestam (para acumular dinheiro e reforçar as reservas), ou fazem apostas desesperadas em créditos e investimentos de alto risco que podem trazer grandes recompensas, mas provavelmente não compensam no fim das contas. Seja qual for o caso, a economia sofre ainda mais e, enquanto sofre, os próprios ativos dos bancos continuam a deteriorar-se – criando um ciclo altamente destrutivo”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Fonte: JORNAL DO BRASIL
Por Tales Faria
“Em 1989, votei no Ulysses Guimarães para presidente da República, no primeiro turno, mesmo sabendo que ele viria a perder, e que no segundo turno eu votarianoLula contra o Fernando Collor de Mello. Desta vez, defendo a candidatura própria do PMDB e, se o partido aderir formalmente ao nome do governo Lula, estarei contra por princípio. Votarei até na Heloísa Helena (PSOL). Mas, no segundo turno, estarei com a Dilma Rousseff (PT) contra o José Serra (PSDB)”.
A declaração de voto acima é do senador Pedro Simon (PMDB-RS), principal cacique do partido num estado onde os peemedebistas são completamente apartados do PT e até mais próximos dos tucanos.
- Era de se imaginar que o senhor votasse no José Serra. Afinal, vocês são até amigos, não é verdade?
- Muito amigos. Tenho o maior respeito pelo Serra. Mas ele é governador de São Paulo, e não dá para aceitar mais um paulista no comando do país. Imagina: se o Serra vencer as eleições, terá direito a reeleição. Já temos 16 anos de dois paulistas: Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Com o Serra, eles podem completar 24 anos no poder. É uma loucura! Por muito menos tivemos a revolução de 30. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2009
Por Paulo Passarinho
Obama, o presidente dos Estados Unidos, ao chamar Lula de “meu chapa”, em meio a outras referências pessoalmente simpáticas ao nosso presidente, talvez tenha revelado, em termos políticos, um significado do que representa, hoje, o ex-operário e ex-sindicalista, no mundo da política hegemonizada pelas grandes potências.
São notórias as dificuldades em que se encontram os países líderes da Europa, o Japão e a superpotência norte-americana. A crise econômica que assola o mundo capitalista superdesenvolvido já apresenta desdobramentos inevitáveis, em termos sociais e políticos. Esforços têm sido feitos por esses países, em ações coordenadas pelos seus respectivos bancos centrais, desde o segundo semestre de 2007, para estancar uma crise que está muito longe de ser meramente uma deformação da conduta de bancos e financeiras, ou de executivos acostumados a orientar a maquiagem dos balanços das instituições que dirigem.
As populações desses ditos países do primeiro mundo possuem uma consciência de seus direitos como cidadãos, que obriga a própria direita desses países a respostas que não podem e não devem implicar retrocessos que ameacem conquistas que se consolidaram nas últimas décadas, mesmo levando-se em conta as experiências de natureza neoliberal. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London abril dEurope/London 2009
“The Economist” reconhece equívoco das privatizações da era FHC:
Matéria da revista inglesa The Economist publicada na semana passada reconhece o equívoco de um dos principais pilares do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a venda indiscriminada de empresas e bancos estatais. No texto, a publicação afirma que até há pouco tempo no Brasil, acreditava-se que um fatores prejudiciais à economia brasileira seria a influência estatal no setor financeiro. Segundo a revista, entretanto, esse controle estatal é o que dá hoje ao País uma situação favorável perante os demais países e, diante da crise mundial, confere uma “situação favorável incomum ao Brasil”.
A matéria se refere à manutenção da gestão estatal, por parte do governo Luiz Inácio Lula da Silva, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), instituições financeiras líderes de empréstimos para empresas e que FHC tentou, sem sucesso, privatizar. Leia o resto do artigo »
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