Paul Singer : A crise e a esquerda. Diagnóstico e prognóstico diferentes
Postado em 4 dEurope/London abril dEurope/London 2009
UNISINOS
A esquerda está dividida quando o tema é encontrar soluções para a crise financeira internacional. Mas isso não representa falta de propostas e esvaziamento teórico, considera o economista Paul Singer*.
Há 60 anos, a esquerda diverge sobre posições políticas e econômicas. Entretanto, esse indicativo não demonstra, na opinião do economista Paul Singer, um vazio teórico por parte da esquerda. Ele divide a esquerda em duas partes. A “keynesiana”, explica, “propõe a restauração do crédito mediante a nacionalização dos bancos quebrados, além do aumento vigoroso da inversão pública e de políticas redistributivas da renda, que recuperem o mercado interno”. Por sua vez, a esquerda herdeira da ortodoxia marxista “tem como proposta lógica a revolução proletária como única saída”.
Defensor de alternativas energéticas ecologicamente corretas, Singer também aposta no crescimento econômico, e diz que não é preciso renunciar ao próprio crescimento. Este, argumenta, “pode ser proporcionado também pelo ecossocialismo, sem perda de recursos naturais irrecuperáveis”. Para ele, a construção de uma sociedade ecossocialista é possível e já está acontecendo através de uma “miríade de empreendimentos solidários, nos numerosos interstícios que o capitalismo se mostra já há muito tempo incapaz de preencher”.
*Singer é graduado em Economia e Administração e doutor em Sociologia, pela Universidade de São Paulo (USP). É professor da USP desde 1984, e secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. Além disso, é autor de vários livros, entre eles Globalização e desemprego: diagnósticos e alternativas (São Paulo: Contexto, 1998), O Brasil na crise: perigos e oportunidades (São Paulo: Contexto, 1999), Para entender o mundo financeiro (São Paulo: Contexto, 2000) e Economia socialista (São Leopoldo: Perseu Abramo, 2000).
Confira a entrevista realizada por e-mail. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Política Econômica | Sem Comentários »


