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Blog do Desemprego Zero

A falta de um projeto de desenvolvimento

Escrito por Imprensa, postado em 30 dEurope/London março dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Por Luís Nassif

O Globo descobriu o óbvio: que o modelo econômico implantado por Fernando Henrique Cardoso e continuado por Lula matou a maior chance de crescimento da história.A matéria “Brasil perde a dianteira”, mostra os efeitos de 15 anos de semi-estagnação econômica.

Nem parece ser o jornal que propagou o discurso de que a melhor coisa do governo Lula foi a herança bendita do Banco Central de FHC. Nesses anos todos, seus colunistas esmeraram-se em defender a tal fórmula da “lição de casa” para crescer, cortes em gastos sociais, equilíbrio orçamento (por si), todas as benesses para o grande capital, que o desenvolvimento viria por si só.

Agora, o raio-x do fracasso desse modelo vem do estudo é de Reinaldo Gonçalves, da UFRJ. Mostra que de 1995 a 2008, a relação de renda per capita entre Brasil e América Latina caiu de 1,02 para 0,95. Os economistas que prepararam o trabalho atribuíram aos juros altos, à desvalorização cambial e à falta de um projeto de desenvolvimento.

Com isso, O Globo consegue, pela primeira vez, identificar um dos pontos de vulnerabilidade do governo Lula: a falta de um projeto de desenvolvimento. Se esquecer tudo o que o Jabor, a Mirian, o Merval, o Kamel e os editoriais escreveram ao longo dos últimos 15 anos, até daria para transformar a descoberta em uma bandeira eficiente de oposição.

O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é virtuoso como coordenação de investimentos públicos e privados e por aprimorar as relações entre União, estados e municípios. A Bolsa Família e a Previdência Social são instrumentos poderosos de minimização da miséria.

Mas plano de desenvolvimento, mesmo, não se tem. No ano passado anunciou-se o PAC da Saúde, o PAC da Inovação, o PAC da Educação. Em si, são programas bem montados, com articulação entre os diversos ministérios e institutos. Mas cadê?

É até provável que um ou outro esteja avançando. Mas não se tornaram bandeiras mobilizadoras, com visibilidade, condição essencial para atrair empreendedores para ele e motivar a Nação em torno de um projeto de desenvolvimento.

O crescimento se dá através da produção, do crescimento da indústria e dos serviços. No Brasil vive-se uma situação esdrúxula, na qual os dois lados do jogo político – os chamados neoliberais e setores hegemônicos das esquerdas – têm ojeriza pela produção.

O próprio Lula, que demonstrou um reflexo apurado para enfrentar a crise e conseguiu dar uma organicidade maior ao seu governo, com as reuniões interministeriais e um sistema relativamente eficiente de cobrança, não possui a bússola para indicar onde centrar esforços para o desenvolvimento.

Tenho para mim que essa questão do projeto de desenvolvimento será peça chave para as próximas eleições.



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