Postado em 23 dEurope/London março dEurope/London 2009
O discurso agressivo e otimista estava correto. Não otimista por um complexo de Poliana, mas porque a reação era (e ainda é, apesar dos riscos terem crescido exponencialmente) possível. Mas é preciso que cada um faça o seu papel, e o do governo é dar seguimento à sua retórica com políticas precisas e vigorosas. O discurso do presidente, a esta altura, não deveria estar dirigido a manter o moral do público, mas, sim, de seu próprio ministério. A análise é de Fernando Cardim de Carvalho.
Como já é conhecimento de todos, a crise americana não nos atingiu de forma tão dura como ocorreu com outros países, porque o sistema financeiro brasileiro está ha anos pendurado na dívida pública doméstica e não viu necessidade de se envolver em esquemas mirabolantes como os financiamento de hipotecas subprime para ganhar muito dinheiro.
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Postado em 23 dEurope/London março dEurope/London 2009
Saiu no New York Times:
“The zombie ideas have won. The Obama administration is now completely wedded to the idea that there’s nothing fundamentally wrong with the financial system – that what we’re facing is the equivalent of a run on an essentially sound bank. And if we get investors to understand that toxic waste is really, truly worth much more than anyone is willing to pay for it, all our problems will be solved. Or to put it another way, Treasury has decided that what we have is nothing but a confidence problem, which it proposes to cure by creating massive moral hazard”.
A fantasmagoria ideológica dos neoliberais venceu? O plano de Geithner, Secretário do Tesouro, parte da premissa de que não há nada de errado com o sistema financeiro norte-americano, apenas o equivalente a uma corrida aos bancos essencialmente saudáveis.
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Postado em 23 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Correio Braziliense
Queda da taxa Selic, estimada para chegar a 9,75% no fim do ano, vai aliviar o arrocho nos gastos imposto pelo governo federal
Por Vicente Nunes
O arrocho que o governo foi obrigado a fazer no Orçamento da União de 2009, de R$ 21,6 bilhões, teria que ser muito maior se não fosse o forte processo de queda da taxa básica de juros (Selic). Estima-se que somente a redução de quatro pontos percentuais que está sendo projetada pela maioria do mercado, de 13,75% para 9,75% ao ano, diminuirá em pelo menos R$ 18,8 bilhões o gasto com a dívida pública neste ano. Na conta mais otimista dos analistas, com a Selic caindo até 8,25% ao ano, é possível que a despesa com juros encolha até R$ 22 bilhões ao longo de 2009. “Com a arrecadação em queda, o corte de gastos do governo se tornou inevitável. Mas, certamente, o efeito da tesoura seria muito maior se a Selic não estivesse caindo de forma tão rápida (2,5 pontos desde janeiro último)”, disse o economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes, ex-diretor da Dívida Pública do Banco Central. Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
Editorial
Pelo menos 13 das 27 unidades da Federação já procuram formas de revisão das condições de pagamento da dívida renegociada com o governo federal em 1997. Trata-se de uma situação muito diferente daquela que, há mais de dez anos, forçou o governo federal a assumir a dívida de Estados e municípios à beira da paralisia – pois não conseguiam mais rolar suas dívidas -, impondo-lhes rigorosas condições de pagamento. Agora, a alegada necessidade de renegociação decorre da queda da taxa Selic, que provocou um desequilíbrio entre o custo da dívida da União e o da dívida dos governos estaduais e das prefeituras com o governo federal.
Com a redução da Selic, o custo da dívida federal diminuiu, mas o da dívida dos Estados e municípios com a União continua determinado pelas regras acertadas na década passada. A confirmarem-se as novas reduções da Selic previstas, a dívida federal ficará mais barata do que a dívida dos governos estaduais e das prefeituras com a União – ou seja, Estados e municípios estarão subsidiando a União, num momento de redução de suas receitas por causa da crise. Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: O Estado de S. Paulo
Pela primeira vez na história, BC deve baixar taxa Selic para menos de 10%, o que tem várias implicações na economia
Por Leandro Modé e Paula Pacheco
O Brasil terá, talvez já no fim de abril, uma taxa básica de juros abaixo de 10% pela primeira vez na história – ao menos desde que o formato atual para medi-la foi criado, em março de 1999. Mais do que uma simples questão aritmética, esse novo cenário trará mudanças importantes para uma economia que se acostumou a ter um juro básico estruturalmente alto.
Os primeiros sinais de que o modelo anterior precisa ser alterado não demoraram a aparecer. O alerta soou inicialmente na caderneta de poupança. Analistas avisaram que a fórmula que prevê a correção pela taxa referencial (TR) mais 6% fixos ao ano é insustentável com a taxa básica de juros (Selic) abaixo de 10%.
Segundo eles, provocaria uma migração maciça de investidores de fundos, CDBs e outras modalidades de aplicações rumo à caderneta de poupança. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que algo deverá ser feito, mas ressaltou que a solução ainda não foi encontrada.
Outra consequência imediata foi a queixa de governadores sobre o indexador que corrige as dívidas dos Estados com a União. Eles argumentam que, com um taxa básica abaixo desse nível, subsidiarão o governo federal se os contratos não forem alterados. Leia o resto do artigo »
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