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Blog do Desemprego Zero

Archive for março 21st, 2009

Gilmar Mendes, o censor…

Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2009

Carta aberta aos jornalistas do Brasil

Por Leandro Fortes

Fonte: CartaCapital

No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado Comitê de Imprensa, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha. Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do Comitê de Imprensa, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.

Nesta carta, contudo, falo somente por mim.

Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalistas, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico – de áudio nunca revelado – envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto. Leia o resto do artigo »

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Dantas, Obama e Condoleezza

Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2009

Luís Nassif

Protógenes escreveu a carta a Obama. A carta está sendo apresentada como prova de desequilíbrio. O advogado de Daniel Dantas escreveu carta a Condoleezza Rice. A carta foi vista como estratégia para, em caso de uma derrota jurídica, Dantas solicitar asilo político.

O ponto central dessa história é que o caso Satiagraha já transcendeu o território nacional. Tornou-se um episódio símbolo da atuação de organizações criminosas internacionais e da dificuldade de alguns países, como o Brasil, em coibir uma ação criminosa ostensiva.

Alguns comentaristas cobram do Blog posições fechadas a favor ou contra. Não existe isso. O apoio a De Sanctis e a Protógenes não é cheque em branco. É em cima da análise dos fatos, muitos deles trazidos por vocês.

Por não ser cheque em branco, todos os fatos devem ser considerados. E a análise dos fatos demonstra, até agora, uma ampla conspiração de setores influentes visando abafar um escândalo que já transcende as fronteiras do país.

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Carta ao Presidente Obama (Protógenes Queiroz)

Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2009

Estimado Presidente Barack Obama

Como é amplamente reconhecido, a sua eleição ao cargo supremo dos EUA reafirma e fortalece a luta pela democracia e pela justiça travada por cidadãos honrados em nações do mundo inteiro. Acreditamos que existe, de fato, “uma luta em andamento que vai além do oceano” dizendo respeito ao bem-estar de toda a coletividade humana. É nesse espírito que estamos enviando essa comunicação à sua atenção.

O Brasil vive momentos de fragilidade, pois evidências de esquemas de corrupção que ameaçam a soberania de nosso país estão presentemente sendo avaliadas nos EUA. Precisamos, portanto, do seu apoio. Sabemos, afinal, que o crime organizado internacional não tem qualquer comprometimento com o valor público das nações do planeta, mas apenas com a sua dizimação, fato que perpetua o flagelo e o sofrimento de centenas de milhões de seres humanos em todos os países.

A luta brasileira contra a corrupção tem se tornado mais intensificada nesses últimos meses conforme a operação Satiagraha da Polícia Federal tem evidenciado ao povo brasileiro o envolvimento dos três poderes da república em esquemas de corrupção. Isso se tornou público a partir da apreensão e condenação do banqueiro-bandido Daniel Dantas, o agente financeiro de inúmeras fraudes e atos criminosos realizados nos últimos 15 anos em conjunto com os mais altos representantes públicos dos poderes executivo, legislativo e judiciário do Brasil.

Como resultado desse quadro lamentável, os poderes da república brasileira têm agido de forma patentemente arbitrária e antidemocrática, visando obstruir os processos da lei e da ordem, dessa forma traindo os interesses 190 milhões de cidadãos brasileiros ao favorecer bandidos já condenados pelas leis do país.

O fato é que os 2 bilhões de dólares já bloqueados com a ajuda de governos estrangeiros – do total de U$ 16 bilhões desviados pelo banqueiro-bandido Daniel Dantas – mostram a veracidade dos crimes e provam que a luta vai, sim, além dos oceanos. Mesmo assim e apesar de ter sido condenado a dez anos de prisão bem como ao pagamento de multa de R$ 12 milhões por tentar subornar um delegado da Policia Federal, o banqueiro-bandido condenado responde a sentença em liberdade após receber dois Hábeas Corpus sucessivos contrariando todo o histórico de julgamentos e súmulas da Suprema Corte brasileira.

Infelizmente, não é apenas o judiciário que está no payroll do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da república, o Lula, acaba de colocar los amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) com um decreto no dia 19 de fevereiro de 2009, visando obstruir processos relativos à soberania da nação – aliás, uma jogada não muito distante do Patriot Act do presidente G.W. Bush que custou aos EUA um atraso que o senhor pode mensurar melhor do que ninguém. No caso em questão, 11 entidades autônomas, incluindo as forças armadas brasileiras, formavam um conselho consultivo que coordenava a Sisbin. Esse conselho foi agora substituído por um comitê de seis indivíduos amigos de Lula, todos com um passado ético extremamente questionável. Leia o resto do artigo »

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O PIB e a Ilusão do PAC

Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2009

Por Paulo Passarinho

 No segundo turno das eleições presidenciais de 2006, a campanha de Lula e de seus aliados provocou a inclusão da polêmica com relação às privatizações, marca dos governos tucanos de FHC.

O objetivo era claro. Tratava-se, na ocasião, de se apresentar ao eleitorado uma clara diferenciação entre o candidato governista e o postulante do PSDB, Geraldo Alckmin.

O simbolismo em uma campanha eleitoral é muito importante, como todos nós sabemos. O PT, partido que na oposição à direita e ao neoliberalismo sempre sustentou uma posição de combate a essas posições e de defesa de uma nova maneira de se fazer política – destacando a honestidade e a ética como princípios fundamentais -, encontrava-se bastante desgastado, ao menos para repetir discursos que já não encontravam sustentação na sua própria prática de governo.

Estavam ainda muito recentes as denúncias relacionadas ao chamado mensalão, e as opções de política adotadas por Lula a partir de 2002, culminando com a entrega do Banco Central a um executivo do sistema financeiro internacional, desautorizavam qualquer arroubo verbal mais contundente contra os privilégios ao mundo do capital. Leia o resto do artigo »

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Rendimento da cana-de-açúcar na produção de bioenergia

Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2009

Além do limite

Fonte: Agência FAPESP

Por Fábio de Castro

Para o fisiologista norte-americano Paul Moore, será preciso usar todas as ferramentas da nova genômica para elevar o limite de rendimento da cana-de-açúcar na produção de bioenergia. Pesquisador participou, nesta terça-feira, de workshop do BIOEN, na sede da FAPESP (foto: Eduardo Cesar/FAPESp)

Agência FAPESP – A ciência precisará usar todas as ferramentas da genômica e da pós-genômica disponíveis se quiser elevar o limite de rendimento da cana-de-açúcar para a produção de bioenergia, de acordo com o norte-americano Paul Moore, professor emérito do Centro de Pesquisas Agrícolas do Havaí.

Moore, considerado um dos maiores especialistas no mundo na fisiologia da cana-de-açúcar, abriu nesta quarta-feira (18/3), em São Paulo, o Workshop BIOEN on Sugarcane Improvement, que integra as atividades do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

O pesquisador apresentou um trabalho em que calculou quanto será possível, por meio do melhoramento da cana-de-açúcar, elevar o teto atual de rendimento da planta a fim de aproximá-lo de um determinado rendimento potencial teórico.

“Pelo funcionamento da evolução, os organismos sobrevivem porque são capazes de produzir energia para se manter ao longo do tempo. Mas essa produção é conservadora, pois a planta não tem esse objetivo e sim o de sobreviver. Podemos mudar a planta geneticamente para fazê-la querer produzir, em primeiro lugar, em vez de sobreviver”, disse Moore à Agência FAPESP. Leia o resto do artigo »

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Crise Internacional:metamorfoses de empresas transnacionais e impactos nas regiões do Brasil

Postado em 21 dEurope/London março dEurope/London 2009

 Fonte: Ipea

O 18º Comunicado da Presidência é o terceiro da série que discute a crise internacional e seus desdobramentos no Brasil. No documento o Ipea busca manter o padrão anterior de análise conjuntural da crise e avançar na perspectiva de explicitar os aspectos mais estruturais que contribuíram para a crise e que podem continuar ou não a alimentar a atual crise. Compõe também este documento uma seção de análise sobre os desdobramentos internacionais da crise, especialmente no que refere ao movimento de fusões e aquisições de empresas. Finalmente, o documento traz uma seção sobre os impactos inter-regionais da crise no país; nesta seção apresenta-se o comportamento da queda da produção industrial e do emprego nas distintas regiões brasileiras. Comenta-se também os impactos da crise sobre a federação brasileira, os orçamentos dos estados e as tendências previstas para o comportamento do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Na seção final, observa-se que é importante transpor a ação de combate à crise no curto prazo, pois é necessário estabelecer-se uma ação de longo prazo, especialmente no que se refere aos caminhos produtivos e tecnológicos que o país poderá adotar. Os impactos da crise sobre o meio ambiente sugerem que esse talvez seja o momento adequado para uma ação dos Estados Nacionais, em caráter de longo prazo, redefinindo um padrão produtivo mais compromissado com o meio ambiente e a sustentabilidade ambiental.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra

1 Contribuíram para a elaboração deste comunicado: Bruno de Oliveira Cruz, Carlos Wagner Albuquerque de Oliveira, José Aroudo Mota, José Hamilton Bizarria, Hugo Roth; Iury dos Santos, Liana Maria da Frota Carleial, Luana Goveia; Lucas Linhares; Luciana Accioly, Marcelo Piancastelli, Maria Piñon, Michele Sassaki; Milko Matijascic , Paulo Roberto Furtado, Rodrigo Leão; Rodrigo Pereira Mendes, e Rogério Boueri.

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