Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte:
Diálogos CartaCapital
Tudo que é sólido…
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
No último trimestre de 2008, a produção industrial brasileira caiu forte e abruptamente. Em consonância com a derrocada da indústria, o PIB declinou 3,6%. Na mesma proporção, entraram em parafuso os diagnósticos dos especialistas em crises pretéritas, aquelas que surgiam do estrangulamento do balanço de pagamentos. As malditas da periferia passavam pelas agruras da desvalorização da moeda nativa e terminavam na elevação da taxa de juro e no ajuste fiscal, com o propósito de abafar as tensões inflacionárias e reduzir a chamada absorção doméstica.
Também em matéria de crises, o Brasil foi promovido a investment grade. O baque na produção industrial e no PIB foi deflagrado por uma fortíssima contração global do crédito que atingiu o País no auge de um ciclo de expansão. O credit crunch universal afetou de forma aguda as expectativas dos bancos, empresas e famílias consumidoras. Em setembro, a quebra do Lehman Brothers explicitou o risco sistêmico abrigado na inflação de ativos, o que incluía as frenéticas valorizações cambiais promovidas pelos capitais que buscavam os papéis públicos e privados dos emergentes.
Os empresários, antes empolgados com as expectativas de crescimento de suas vendas e dos lucros, cuidaram de preservar os balanços de suas empresas. No afã de resguardar o equilíbrio patrimonial de longo prazo, as empresas cortaram os projetos de investimento. Caíram fora do endividamento adicional ou cuidaram de manter sob a forma líquida a “poupança” decorrente dos lucros acumulados no passado. O susto foi suficientemente grande para aconselhar os empresários a resguardar o capital de giro: ao imaginar a contração da demanda, reduziram a produção corrente e demitiram preventivamente os trabalhadores. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: folha de São Paulo
Ministros das Finanças não detalham propostas, mas falam em estimular demanda e atacar problema de “ativos tóxicos”
Por CLÓVIS ROSSI
Os ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do G20 (as maiores economias do mundo) anunciaram ontem a disposição de adotar até “instrumentos não-convencionais de política” [monetária] na ânsia de enfrentar uma crise que o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Khan, batizou de “A Grande Recessão”.
Alistair Darling, ministro do Tesouro britânico e, como tal, o anfitrião da reunião do G20, disse que os participantes reconheceram a dimensão da crise: “Não há ninguém no mundo que não reconheça que se trata do maior desafio que o mundo enfrenta em gerações”.
O problema é que foram pouco específicas as respostas desenhadas ontem pelos responsáveis financeiros por países que respondem por cerca de 85% da economia global.
Mesmo os “instrumentos não-convencionais” não foram especificados nem na declaração final nem nas entrevistas coletivas posteriores. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Folha de São Paulo
Por Elio Gaspari
Foi exatamente no dia 1º, quando ele desistiu de trocar Meirelles por Belluzzo, a quem já convidara para o BC
LULA TOMOU a decisão que potencializou os efeitos da crise financeira mundial sobre a economia brasileira no dia 1º de maio do ano passado, antes mesmo que o céu começasse a desabar em Nova York. Ele recebeu a notícia de que o Brasil obtivera o “investment grade” da agência Standard & Poor e desistiu de trocar o presidente do Banco Central. Uma semana antes, havia convidado o economista Luiz Gonzaga Belluzzo para o lugar de Henrique Meirelles. Nos dias seguintes, confessara-se aliviado por ter resolvido um problema. Faltava apenas chamar o presidente do BC ao Planalto para o ritual da despedida. Com a boa notícia vinda de Wall Street (numa época em que ela ainda produzia boas notícias) a troca foi arquivada e em janeiro, para felicidade da torcida, Belluzzo assumiu a presidência do Palmeiras.
Não se pode dizer o que Belluzzo faria no Banco Central, mas pode-se garantir que derrubaria a taxa de juros. Dias antes do convite de Lula ao professor, o Copom elevara a Selic de 11,25% para 11,75%. Depois de altas sucessivas, em setembro ela chegou a 13,75%. Em outubro, depois da quebra da casa bancária Lehman e da propagação da crise pelo mundo, os sábios do Copom mantiveram a taxa e assim contribuíram para o desastre da contração de 3,6% do PIB no último trimestre do ano. Feito o estrago, a Selic voltou aos 11,25% e continua sendo a mais alta do mundo. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2009
Fonte: Folha de São Paulo
Gasto com seguro-desemprego é recorde
Em fevereiro, desembolsos com o programa atingem R$ 1,417 bilhão, aumento de 19% ante o mesmo mês de 2008
Em janeiro, 658,3 mil pediram o benefício, alta de 17%; programa só perde para a Previdência entre iniciativas de transferência de renda
Por GUSTAVO PATU e JULIANNA SOFIA
Os efeitos da crise econômica internacional no mercado de trabalho brasileiro criaram despesas extras para o governo com o seguro-desemprego, que contabilizou recordes de requerentes em janeiro e de pagamentos em fevereiro.
Levantamento feito pela Folha no Siafi, o sistema eletrônico de acompanhamento dos gastos federais, aponta que os desembolsos do programa atingiram R$ 1,417 bilhão no mês passado, com crescimento de 19% -bem superior aos índices de inflação e de reajuste do salário mínimo, piso do benefício- sobre o mesmo mês de 2008. No bimestre, a expansão do pagamento chega a 25%.
Embora o impacto no caixa do Tesouro Nacional tenha se tornado mais palpável agora, o aumento do número de desempregados em busca do seguro começou no último trimestre do ano passado, quando a economia brasileira deixou bruscamente uma trajetória de crescimento e sofreu a maior retração medida na série histórica do IBGE, iniciada em 1996. Leia o resto do artigo »
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