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Blog do Desemprego Zero

Archive for março 7th, 2009

Dilemas e Desafios do Governo Lula

Postado em 7 dEurope/London março dEurope/London 2009

Por Paulo Passarinho 

No próximo dia 11, o Copom – o Comitê de Política Monetária do Banco Central – divulgará a taxa Selic, que passará a vigorar a partir dessa data.

A taxa Selic é importante, pois ela define a taxa básica da economia com que o Banco Central se relaciona com as instituições financeiras, especialmente nas suas chamadas operações de redesconto. Ela é importante, pois sinaliza uma espécie de piso mínimo do custo do dinheiro e é com base nesta taxa que os diversos agentes financeiros realizam seus cálculos e decisões de operações financeiras, de aplicações e empréstimos a terceiros.

Ocorre que aqui no Brasil esta não é uma decisão que impacte somente as condições de empréstimos e redescontos do Banco Central.

Levando-se em conta que a taxa Selic ainda é o principal indexador dos títulos públicos, essa decisão do Banco Central é extremamente relevante para a situação das finanças públicas, em particular para a estimativa de gastos com juros que o governo central acaba arcando, pela necessidade de rolagem da dívida pública mobiliária federal.

O fato da taxa Selic ser ao mesmo tempo a taxa básica de juros e o mais importante indexador dos títulos públicos é uma deformação que exigiria uma rápida medida do governo. Contudo, já no seu sétimo ano de governo, nos parece que essa não seria uma medida a ser enfrentada por Lula. Leia o resto do artigo »

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Fernando Collor vive e luta

Postado em 7 dEurope/London março dEurope/London 2009

Por Celso Marcondes

Fonte: CartaCapital

O processo de “renovação” iniciado no Congresso Nacional com as eleições de Michel Temer e José Sarney continua. Agora, quem voltou por cima foi Fernando Collor. Graças ao apoio do PMDB, em aliança com o DEM, o senador alagoano, hoje no PTB, assumiu a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Foram precisos 13 votos, contra os 10 da senadora Ideli Salvatti, do PT.

Foi mais uma vitória do PMDB, esta coordenada diretamente por Renan Calheiros e pelo ministro José Múcio (PTB), das Relações Institucionais. E mais uma derrota do PT, que a cada dia que passa vê mais gordo o seu principal aliado na base governamental. Para quem não sabe a importância da tal comissão, basta dizer que sua principal atribuição será acompanhar no Senado as obras do PAC, eixo estratégico de ação do governo federal.

Ver imagem em tamanho grandeAssim como Temer e Sarney, a dupla Collor/Renan ressuscitou. Na política brasileira, quem é vivo sempre reaparece. Quem é esperto e sabe manter sólidos seus laços na corporação, estes, então, nunca morrem. Leia o resto do artigo »

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The Big Dither

Postado em 7 dEurope/London março dEurope/London 2009

NYT, March 6, 2009

By PAUL KRUGMAN

Last month, in his big speech to Congress, President Obama argued for bold steps to fix America’s dysfunctional banks. “While the cost of action will be great,” he declared, “I can assure you that the cost of inaction will be far greater, for it could result in an economy that sputters along for not months or years, but perhaps a decade.”

Many analysts agree. But among people I talk to there’s a growing sense of frustration, even panic, over Mr. Obama’s failure to match his words with deeds. The reality is that when it comes to dealing with the banks, the Obama administration is dithering. Policy is stuck in a holding pattern.

Here’s how the pattern works: first, administration officials, usually speaking off the record, float a plan for rescuing the banks in the press. This trial balloon is quickly shot down by informed commentators.

Then, a few weeks later, the administration floats a new plan. This plan is, however, just a thinly disguised version of the previous plan, a fact quickly realized by all concerned. And the cycle starts again. Leia o resto do artigo »

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Combater a desigualdade é a forma mais eficaz de enfrentar a crise

Postado em 7 dEurope/London março dEurope/London 2009

Lidar com a pobreza, na verdade, é a forma mais eficaz de lidar com uma crise econômica, muito mais eficaz do que a estratégia de se dar dinheiro aos bancos ou grandes empresas. É assim que se restauram os fluxos de renda, de capital, e a capacidade de tomada de empréstimo da população e do sistema como um todo, diz James Galbraith, em entrevista exclusiva concedida a Carta Maior no Seminário sobre Desenvolvimento.

BRASÍLIA – O professor James Galbraith, diretor do Projeto Desigualdade na Universidade do Texas-Austin, não é apenas o herdeiro de um nome ilustre (seu pai, John K. Galbraith, foi um dos economistas mais influentes nos EUA do pós-guerra). Ele foi um dos primeiros a prever a atual crise econômica, ainda em 2004, e por isso tem recebido cada vez mais atenção da imprensa e do governo estadunidenses. Seu livro “The Predator State: How Conservatives Abandoned the Free Market and Why Liberals Should Too” (O Estado Predador: como os conservadores abandonaram o livre mercado e por que os liberais também deveriam fazê-lo- 211 páginas, Free Press, ainda sem previsão de ser lançado no Brasil) está entre os 3 mais vendidos na categoria “governo” da Amazon.com.

No Brasil para participar do Seminário Internacional sobre Desenvolvimento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Galbraith – que irá participar de um painel sobre o papel do estado no pós crise – concedeu entrevista à Carta Maior, na qual explica que a crise, gestada pelas políticas irresponsáveis de desregulamentação bancária, está longe de ser superada – e que o caminho de sua superação passa antes pela ajuda à população em geral, principalmente aos mais pobres, do que pela ajuda a bancos e grandes empresas.

Carta Maior – O senhor acredita que a ajuda econômica prevista pelo Congresso americano terá sucesso?

James Galbraith – Acho que as duas – o pacote de estímulo e o socorro aos bancos – são complementares. O estímulo econômico depende do socorro bancário, e o problema deste é que a tática, a visão básica por trás dele, que é de que comprar ações, oferecer capital aos bancos para fazer com que eles comecem a emprestar novamente, está errada. A razão pela qual os bancos não estão concedendo crédito é que há uma escassez de boas oportunidades de investimento, ou de tomadores de empréstimo com garantias apropriadas, com imóveis valorizados ou outras garantias.

E o problema com os bancos é que a carteria de ativos deles vale muito menos do que eles pensavam que valia. É uma insolvência maciça e, até que se lide com isso, não haverá reconstrução do sistema financeiro.

CM – Aqui no Brasil, apesar dos bancos estarem numa situação bem mais sólida do que nos Estados Unidos, foram tomadas medidas de estímulo ao crédito e de capitalização. O senhor acredita que essas medidas terão efeito no sentido de estimular os bancos a fornecerem crédito? Leia o resto do artigo »

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