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Blog do Desemprego Zero

FGTS: aplicação em infraestrutura tem riscos

Escrito por beatriz, postado em 9 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Fonte: O Globo

Por Felipe Frisch

Governo deve liberar em maio investimento em fundos para financiar obras do PAC. Incerteza pode ser maior que no mercado de ações

O governo tem acenado com a possibilidade de abrir mais uma oportunidade para trabalhadores aplicarem parte (até 20%) do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em um investimento que pode oferecer rendimentos maiores. O dinheiro que fica no fundo é corrigido pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, o que significa algo em torno de 5% ao ano, menos do que os cerca de 7% da poupança, o investimento mais simples do mercado. A partir de maio, parte do fundo poderia ser aplicada em um fundo que investirá em projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Mas ainda são muitas as dúvidas sobre a proposta – que deve ser enviada, em março, pelo Conselho Curador do FGTS ao presidente Lula -, para saber se valerá a pena. A possível aplicação tem sido comparada aos fundos que permitiram investir parte do fundo de garantia em ações da Petrobras e da Vale, em 2000 e 2002, respectivamente. Mesmo com a crise, os fundos de ações da Petrobras quintuplicaram o valor investido em oito anos. Já os da Vale ganharam quase oito vezes. 

Mas a semelhança com a nova proposta fica apenas no uso do FGTS, garantem especialistas. De início, o investidor deve ter em mente que, possivelmente, se tornará sócio do governo em projetos de infraestrutura, cujo retorno ocorre em prazos longos. E não está claro de onde virá a rentabilidade. É possível que venha por meio de pedágios de estradas do PAC, ou tarifas de energia nos casos de usinas hidrelétricas, por exemplo.

TR está em queda e deixa FGTS em situação pior ainda

- A questão é se o investidor vai poder decidir se quer investir em energia e não em estradas, por exemplo. Quando um empresário vai decidir onde investir, olha os riscos de cada projeto e decide. E se o governo resolve reconstruir a estrada Transamazônica? – radicaliza Fabio Gallo Garcia, professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da PUC-SP.

Além do risco, pode ficar difícil estimar até mesmo o retorno da aplicação, caso o governo opte pelo formato de uma “massa de dinheiro” para financiar uma “massa de projetos”, alerta o professor. Para ele, é possível que o governo opte por garantir uma rentabilidade mínima, superior à do FGTS. Mas essa conta pode acabar sendo paga pelo contribuinte, mesmo sem ter investido no PAC.

O risco de aplicar parte do FGTS em projetos do PAC é comparado ao de um fundo de private equity. Nesse tipo de fundo – de grandes investidores -, investe-se em empresas de capital fechado, antes até de elas entrarem em operação. Já Vale e Petrobras eram empresas de capital aberto, com dados públicos, quando fizeram suas ofertas para receber recursos do FGTS.

- Para o leigo, é difícil avaliar um projeto do PAC. Há pouca informação – diz o administrador de investimentos Fabio Colombo.

Alexandre Espírito Santo, economista da Way Investimentos, alerta para o risco do governo, como há nas ações e nos fundos de ações da Petrobras. Em função disso e da queda internacional das matérias-primas, ele acredita que projetos do PAC podem dar um retorno melhor do que os fundos de Vale e Petrobras no curto prazo. No longo, prefere fundos de ações da Petrobras:

- Quando você está em bolsa, tem riscos do setor, da empresa e o sistêmico. Mas qualquer coisa é melhor do que a remuneração do FGTS. Em termos de retorno, parece bom.

E a TR, que corrige parte do FGTS, ainda está em queda. Ela é formada por uma média das taxas pagas nos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Esses títulos são emitidos pelos bancos para se financiar. No fim de 2008, as taxas deles subiram, com a dificuldade das instituições de captar recursos. Agora, já voltam aos preços do início de 2008 e derrubam a TR junto.

Os novos fundos precisarão ser regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em novembro de 2007, a autarquia editou a Instrução nº 462, que criou o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Na prática, os novos fundos comprarão cotas dele.
“A Instrução 462 teria que ser modificada para regular sobre a existência de outros cotistas, no FI-FGTS, para além do próprio FGTS. A CVM está ciente de que esta hipótese está sendo discutida e aguarda, para que possa editar novas regras, definições por parte do Conselho Curador do FGTS”, informou a CVM.



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