Postado em 17 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por José Luis Oureiro
Excelente a coluna do prof. Delfim Netto hoje no Valor Econômico. O prof. Delfim chama atenção para uma questão de tem sido negligenciada pelos economistas: o papel desempenhado pelos modelos macroeconômicos da “moda” no agravamento da crise no Brasil.
O modelo macroeconômico padrão utilizado pelos formuladores de política monetária atualmente é o modelo DSGE (dynamic stochatic general equilibrium) com rigidez nominal, que é o “core analítico” do “novo-keynesianismo de segunda geração” (uma exposição completa desses modelos por ser obitda em Galí, J. (2008). Monetary policy, inflation and the business cycles: an introduction to the new keynesian framework. Princeton University Press). Nesses modelos assume-se a existência de mercados contingentes completos (a la Arrow-Debreu) de maneira que, parafraseando Frank Hahn, um dos maiores teóricos de equilíbrio geral do sécuclo XX, existe “um preço cotado hoje para um guarda-chuva a ser entrege em Cambridge no Natal de 2150, se chover”. Esses modelos não tem espaço para “falhas de informação” como as enfatizadas pelos “novos-keynesianos” da primeira geração, como Stiglitz e Weiss. A informação é simétrica, os agentes tem expectativas racionais e, por conseguinte, os mercados finaneiros são eficientes no sentido de Fama. A única ”falha de mercado” que esses modelos consideram é a que resulta da existência – um tanto arbitrária, para se dizer o mínimo - de rigidez nominal (resultado da existência de menu-costs) . Nesse arcabouço, o policy-maker fixa a taxa básica de juros com base em alguma regra que seja capaz de minimizar a função perda social, definida em termos de dois objetivos: o desvio da inflação com respeito a alguma meta de inflação de longo-prazo e o desvio do produto com respeito ao “produto potencial” ou de “pleno-emprego”. A depender dos pesos que o policy-maker atribua para esses dois objetivos, os quais refletem, em tese, a “aversão social a inflação”, a trajetória da taxa de juros básica e do nível de produto será mais ou menos volátil, face a choques de demanda e/ou de oferta.
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Postado em 17 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Pierre Salama[1]
Desde que a crise dos créditos hipotecários explodiu e que a recessão começou a se precisar com maior clareza nas economias desenvolvidas, muitos economistas consideraram que as economias emergentes não seriam ou seriam pouco afetadas. A melhora da maior parte dos indicadores de vulnerabilidade, bem como o bom nível dos fundamentos (excedentes da balança comercial, retomada do crescimento e manutenção de uma taxa de inflação em nível pouco elevado, diminuição mais ou menos pronunciada da pobreza) deveria preservar as economias latino-americanas dos efeitos nocivos de um possível contágio. Alguns economistas consideraram que as economias emergentes de uma maneira geral, a China e a Índia mais particularmente, poderiam constituir uma “oportunidade” para as economias desenvolvidas e as ajudar a sair de suas respectivas crises. Tal era, por exemplo, a posição defendida pelos economistas da Goldman Sachs: a China, a Índia, “motores” do crescimento mundial, ofereciam mercados suficientes para compensar os efeitos negativos da crise financeira sobre a rentabilidade das empresas dos países desenvolvidos.
[1] Professor universitário, CNRS UMR 7115. Agradeço aos comentários de: Fabio Erber, Sonia Rocha, Carlos Nelson dos Reis, Fernando Francis, Emilio Taddéi, Marcelo Antinori, Jaime Marques Pereira e Thierry Deffarges. Versão revisada no final de dezembro de 2008.
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Postado em 17 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Fonte: Folha de São Paulo
*Por RUBENS RICUPERO
O desafio de Obama não é só vencer a crise, mas fazê-lo de modo a reconstruir modelo econômico diferente
TANTO O livro de Brzezinsky de mesmo título deste artigo como recente editorial da “New Left Review” concordam num ponto: os EUA terão uma segunda chance para reconstruir sua abalada liderança global. A razão de ambos é parecida. Do ponto de vista militar, tardarão décadas para que algum país se aproxime do nível americano. Na economia, os chineses, que poderiam, muito parcialmente, aspirar ao menos a um segundo lugar mais afirmativo, seguem absorvidos pelos desafios internos, sem apetite para contestar por enquanto a liderança de Washington. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Para Lula, empresas têm caixa cheio e não precisam demitir
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que os empresários exageraram nas demissões após o início da crise financeira. Ele argumentou que as empresas estão capitalizadas e por isso poderiam evitar o corte de pessoal. “Eu acho que exageraram nas demissões e disse isso na reunião com os empresários. Disse para a indústria automobilística. Quase todas as empresas brasileiras estão muito capitalizadas”, disse Lula a jornalistas, em visita a um projeto de cultivo de peixes em Recife.
Indústria paulista fecha 32,5 mil empregos em janeiro Para Mantega, pior dos efeitos da crise para o País já passou Pacote habitacional será anunciado após o carnaval, diz Lula. Leia o resto do artigo »
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