Reeleições boas e ruins
Postado em 14 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009
Por Atilio A. Boron
O expressivo triunfo de Evo Morales, o terceiro consecutivo desde 2005, dificilmente servirá para calar as críticas de quem viu neste referendo constitucional apenas um estratagema do líder boliviano para se perpetuar no poder. Omite-se a densa articulação da nova Constituição boliviana que, em seus 411 artigos, estabelece um marco normativo protetor das grandes maiorias populares, por séculos oprimidas pelos distintos governos locais, ao passo que reafirma os direitos dos povos indígenas, garante o controle público sobre os principais recursos naturais e aperfeiçoa a qualidade das instituições republicanas. Apesar dos cerca de 350 observadores internacionais, de organismos como a OEA, a Unasul, a União Européia e o Centro Carter terem declarado que as eleições se desenvolveram de maneira irretocável, o líder da direita fascista de Santa Cruz, Branco Marinkovic, manifestou sua impotência lançando uma ridícula acusação de fraude, preparando o terreno para uma nova ofensiva insidiosa contra a nova Constituição. Leia o resto do artigo »
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