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Blog do Desemprego Zero

Archive for fevereiro 11th, 2009

Sarney chama Tarso às falas: no meu filho ninguém toca!

Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: PH Amorim

Saiu no Estadão, pág. A13:

“Tarso nega vazamento de grampo na PF. Depois de sair do gabinete da Presidência do Senado de braços dados com o senador José Sarney (PMDB-AP), o ministro da Justiça, Tarso Genro, culpou ontem os advogados pelo vazamento da conversa na qual o parlamentar (José Sarney) pergunta a seu filho, Fernando Sarney, se partiu da ABIN a informação que obteve sobre o processo judicial que corria em sigilo.”

Vamos supor, caro amigo navegante, que o Estadão tenha cometido pequenos erros nessa minúscula reportagem.

Vamos supor que Sarney tenha convocado o Ministro da Justiça ao gabinete.

Vamos supor que Sarney tenha dito assim ao Ministro da Justiça, que compartilha o comando da Polícia Federal com o Supremo de todos os Supremos, Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat:

Caro Ministro, no meu filho ninguém toca!

Fernando, o filho de Sarney, como se sabe, foi apanhado numa investigação da Polícia Federal em atividades criminosas.

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Obama piscou…

Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Luís Nassif

A sinuca de Barack Obama é a mesma que acomete todos os governantes em períodos de crise sistêmica, radical. Acaba um ciclo. Setores líderes do ciclo que se encerra ficam inviáveis, mas conservam o poder político. Tem que se partir para o ciclo seguinte, mas esses setores ficam pairando como lastro de balão, impedindo o nascimento do novo ciclo.

No caso norte-americano, o problema é o sistema financeiro, os chamados bancos-zumbis, que quebraram com a crise. Eles estão empanturrados de derivativos tóxicos e de créditos de difícil recebimento.

Haveria dois caminhos para solucionar o problema.

O correto seguiria o modelo do nosso PROER. Esta semana o Luiz Carlos Mendonça de Barros escreveu um artigo didático na Folha sobre o modelo.

Em vez de criar um “bad bank” para comprar os títulos podres dos bancos-zumbis, o governo americano deveria criar um banco para comprar os ativos sadios desses bancos.

É o modelo universalmente consagrado de compra de empresas quebradas. Separa-se a parte boa e vende-se. Com os recursos apurados, cobre-se parte do rombo. Se a parte podre for maior, ou os controladores aportam novos recursos ou simplesmente o banco restante vira pó.

Com isso, dos escombros dos bancos-zumbis nasceria um novo banco, imenso, estatal no início, mas que poderia ser privatizado depois (de acordo com as tradições americanas), com porte e condições de revascularizar o sistema de crédito norte-americano e global. Mas significaria também que os acionistas e controladores dos bancos quebrados morreriam com o mico.

Essa solução lógica esbarra no poder políticos dos zumbis e nas vinculações ideológicas das pessoas incumbidas de pensar o plano de salvação – quase todas ligadas ao mercado financeiro.

Assim, fica-se nessa história de limpar os bancos dos ativos tóxicos permitindo a salvação dos controladores e acionistas. Com isso, a crise se aprofunda agudamente. A insegurança continuará, os recursos envolvidos não resultarão na volta do crédito em um momento em que a economia mundial caminha para o estágio mais perigoso: a deflação de ativos (isto é, os preços dos ativos despencando e trazendo novos rombos para a estrutura de capital das empresas e dos bancos).

Infelizmente, Omaba piscou. Esses momentos de crise aguda exigem decisões de ruptura, não de contemporização.

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Regaste dos bancos norte-americanos prevê a criação de fundo público-privado

Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: Último Segundo


WASHINGTON – O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, deve em seu discurso, previsto para esta terça-feira, que o Departamento do Tesouro, em conjunto com o Federal Reserve (O Banco Central norte-americano) e a agência federal de garantia de depósitos bancários (FDIC), trabalha para lançar um fundo de investimento público-privado que ajudará a avaliar os ativos das instituições financeiras . “Este programa irá oferecer capital e financiamento do governo para alavancar o capital privado e fazer com que os mercados trabalhem novamente para os empréstimos e ativos que agora pesam em todo o sistema financeiro”,  segundo trechos divulgados do
pronunciamento. Leia o resto do artigo »

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O vento levou as eólicas

Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por Roberto Pereira d’Araujo

 O impacto no inconsciente coletivo do racionamento de 2001 pode ser medido pelo fato de que outras falhas em outros setores também passaram a ser chamadas de “apagão”. A reforma dita “modernizante” no governo Fernando Henrique Cardoso era um falso objetivo e apenas acessório. O principal intento era abater a dívida pública através da privatização de toda distribuição e geração, ou, pelo menos, da parte que estava na mão das empresas federais. A combinação de adaptação apressada de um sistema só testado em países de base térmica e a privatização sob regulamentação incompleta era uma aventura perigosa. As condições técnicas que culminaram na crise estavam anunciadas a mais de 3 anos. O setor tinha o pleno conhecimento técnico das reais condições de suprimento independente das passageiras condições metereológicas.

A força dessa desagradável experiência foi suficiente até para unir politicamente visões que, na realidade, mantinham adormecidas suas divergências. Decerto, o racionamento paralisou o processo de privatização. Mas, o padrão mercantil, não só permaneceu, como floresceu no modelo do governo Lula. O mercado livre se expandiu como nunca e a e a adjetivação “commodity” para a energia elétrica é uma incômoda realidade, por incrível que pareça.  Leia o resto do artigo »

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