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Blog do Desemprego Zero

Archive for fevereiro, 2009

Desemprego atinge 13,1% da PEA

Postado em 28 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: Gazeta Mercantil

Por Jaime Soares de Assis e Carina Urbanin/Investnews

A taxa de desemprego no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) alcançou 13,1% da População Economicamente Ativa (PEA) em janeiro de 2009, ante 12,7% em dezembro de 2008. O nível de ocupação foi reduzido em 1,3% no período.

Nas capitais – Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Distrito Federal (DF) – o contingente de desocupados foi estimado em 2,620 milhões de pessoas, com acréscimo de 75 mil desempregados, na comparação com o mês anterior. Apesar deste ser o maior avanço já registrado para o período, o índice de 13,1% é o menor já visto no mês de janeiro, desde o início da pesquisa, em 1998.

De acordo com Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Dieese, a pesquisa sinaliza que o patamar de aumento do desemprego mudou com a aceleração apurada de dezembro para janeiro. Leia o resto do artigo »

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Propostas frente à crise

Postado em 28 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: Correio da Cidadania

 Por Wladimir Pomar*   

Alguns meses após a emergência da crise econômica mundial, e das diversas análises que procuram explicá-la, começam a pipocar as propostas para enfrentá-la, tanto à direita, quanto à esquerda. Mesmo porque, se a crise desaba principalmente sobre os trabalhadores e os pobres do mundo, ela também está fazendo estragos entre bilionários e milionários.

Mas, como propostas resultam das análises e diagnósticos, não basta haver consenso de que a crise atual é a maior que o capitalismo já assistiu. Ou de que ela será duradoura, arrastando parte considerável do planeta para a recessão. É preciso compreender a natureza da crise (crise de realização do capital industrial nos países desenvolvidos, agravada pela desenfreada ação do capital financeiro, para elevar a taxa média de lucro através da especulação com dinheiro fictício), e entender o significado da emergência dos países em desenvolvimento, como resultado da expansão do capital fora dos países centrais. Leia o resto do artigo »

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Banqueiro que “adora crise” compra o Dresdner no Brasil

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Por TONI SCIARRETTA

 Fonte: Folha de S. Paulo

Avaliado em US$ 100 mi, negócio marca saída de banco alemão após 50 anos no país

Fernandes, ex-Pactual, diz que, com a crise, “tem um monte de serviço a fazer, e ninguém com criatividade ou liberdade para executar” 

Afastado há dez anos do mercado financeiro, Luiz Cezar Fernandes, fundador dos bancos Pactual e Garantia, volta agora com a compra das operações brasileiras do alemão Dresdner, que deixa o Brasil após 50 anos. Com prejuízo de R$ 14,8 milhões em 2008, o banco que já liderou a área de investimentos foi reduzido à metade no ano passado -o total de ativos caiu de R$ 2,349 bilhões para R$ 1,88 bilhão.
Fernandes pretende cuidar da recuperação de empresas em dificuldades -como fez com Mesbla e Lacta- e lançar produtos novos para captar recursos. “Adoro crise”, disse. Até então, cuidava de ovelhas em sua fazenda em Petrópolis (região serrana do Rio). “Pastoreando ovelha, você enxerga melhor.” Fernandes volta associado a Eugenio Holanda, dono da empresa Tetto, que faz gestão de um fundo de R$ 5 bilhões de títulos imobiliários. O banqueiro não divulgou o valor do negócio, mas o mercado estima em torno de US$ 100 milhões. 


FOLHA – Qual a sua motivação para voltar num momento desses? Leia o resto do artigo »

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Os economistas e a crise

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: Carta Capital

Ortodoxos e keynesianos compartilham a mesma posição e a mesma dificuldade liberal de compreender e incluir nos seus modelos e recomendações as contradições e as lutas políticas próprias do mundo econômico.

*Por José Luís Fiori

Finalmente, no dia 17 de fevereiro de 2009, o presidente Barack Obama sancionou seu pacote de estímulo à economia americana, no valor de US$ 787 bilhões. Uma semana antes, seu secretário do Tesouro, Timothy Geithner, anunciara um outro pacote de medidas que podem chegar aos US$ 2 trilhões, para reativar o crédito e salvar o sistema financeiro americano. Mas, apesar do volume de recursos envolvidos, não se sabe exatamente quando, onde e como serão gastos, nem tampouco se sabe se a sua utilização produzirá os efeitos desejados.

No meio desta confusão, só existem duas coisas que podem ser ditas com toda certeza: a primeira, é que faça o que faça o governo americano, será absolutamente decisivo para a evolução da crise no resto do mundo; e a segunda, que apesar das incertezas, todos os governos envolvidos estão fazendo a mesma aposta e adotando as mesmas políticas de redução das taxas de juros e adoção de sucessivos pacotes fiscais de ajuda ao sistema financeiro e estímulo à produção e ao emprego, além de defender a re-regulação dos mercados. Leia o resto do artigo »

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Crise legitima comando permanente do Estado sobre sistema financeiro

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Refundar a governança econômica para além da ruína financeira global – é disso que se trata hoje – requer marcos históricos distintos dos cercamentos ideológico que até agora delimitavam as tímidas diferenças entre projetos de desenvolvimento. O elo comum entre eles, assim como entre 1929 e 2009, segundo o economista Fernando Ferrari, presidente da Associação Keynesiana Brasileira, era a subordinação política à agenda da auto-regulação dos mercados. Seu fracasso coloca na ordem do dia o comando permanente do Estado sobre o sistema financeiro.

“Quando foi que imaginamos que estaríamos um dia discutindo a estatização de bancos – americanos?” A pontuação perplexa ilustrou o estado de espírito da presidente da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, em recente entrevista à TV de seu país. A mesma perplexidade explica por que Obama pedala eufemismos no ar, enquanto a insolvência bancária clama por um plano de estatização amplo e reordenador de toda a economia. O capital próprio de grandes instituições que o Tesouro ainda tenta preservar é inferior ao prejuízo que carregam com ativos podres. Um contador rude diria que elas valem menos do que devem; para ser mais exato: não valem nada. Os símbolos, porém, em muitos casos valem tanto quanto a força que representam na sociedade. A estatização de alguns money center banks consagraria a maior derrota ideológica do capitalismo no pós-guerra. É disso que Obama foge, como o diabo da cruz.

É nesse horizonte que a Associação Keynesiana Brasileira, presidida por Ferrari, adquire a relevância de um contraponto teórico e político ao crepúsculo de um arcabouço que trincou irremediavelmente. Keynes, é bom que se diga, não era um bolchevique. Tampouco o keynesianismo deve ser confundido com um socialismo acanhado. Mas o ecumênico professor de Cambridge, que fez fortuna no mercado e formava com a bailarina russa Lydia Lopokova um casal improvável, exceto para os que compartilhavam com eles a convivência no iconoclasta grupo de Bloomsbury, da Inglaterra dos anos 20 e 30, também não personificava o servidor obsequioso do capital.

Do ponto de vista filosófico, Keynes figurava como uma personalidade híbrida permeável às ambigüidades de seu tempo. Dois mundos cruzaram o mesmo espaço histórico no momento em que ele construía seu arcabouço de referências intelectuais: a velha ordem colonial em derretimento e o capitalismo monopolista em ascensão, com seu corolário financeiro hegemônico. Sem nunca ter sido um marxista, adepto dos valores liberais clássicos, Keynes identificou na fricção descontrolada entre essas massas de forças econômicas algo que mais uma vez se escancara nos dias de hoje: a impossível convivência entre valores compartilhados da civilização e a lei da selva do capitalismo ‘auto-regulável’, especialmente na sua esfera financeira.

É nesse sentido que a obra de Keynes ainda tem algo a dizer ao medo e aos impasses atuais. O autor de Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda prescrevia para o capital financeiro um regime duro de repressão estatal. Um requisito, no seu entender, para proteger os cidadãos, entre outros riscos, daquele associado ao que denominava como “obsessão mórbida pela liquidez”.

Leia mais em: Carta Maior

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Obama começa a mostrar a que veio…

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Em seu último discurso definiu um conjunto de medidas que simbolizam um reencontro do governo norte-americano com a responsabilidade social e global.

O período de financerização, que ora se encerra, era fundado na defesa intransigente do corte de benefícios sociais, na redução de impostos para os mais ricos, na suposição de que esses recursos ajudariam a aumentar investimentos, empregos resultando em benefícios para todos.

Essa utopia terminou em uma crise que, provavelmente, será mais aguda que a de 1929. Repete-se o mesmo ciclo do período rooseveltiano, em que a política retomar o poder das mãos das finanças e promove um reencontro com as aspirações do cidadão comum.

Leia mais em Luís Nassif

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Obama não é Lula…

Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Paulo Henrique AmorimPH Amorim

Saiu no Financial Times sobre o discurso de Obama, o “Estado da União”, no Congresso, cujo tema foi “a América vai sair dessa ainda mais forte!”:

“O discurso foi mais reaganesco do que uma simples manifestação de otimismo. Reagan mudou o paradigma da política americana ao dizer acabou a era do Estado grande”.

Obama também pretende mudar o paradigma, quando diz “chegou o dia do acerto de contas”, e “está na hora de assumir o controle do futuro”.

Acabou a era do neoliberalismo. Se Pinochet (o dos “Chicago Boys”), Thatcher, Reagan e Fernando Henrique – nessa ordem cronológica e de relevância histórica – merecem ser enterrados no mesmo buraco em que afundou o Muro de Berlim – a imagem é de Arianna Huffington -  chegou a vez de o Estado intervir para tirar a economia da crise.

Acabou a Era do Estado Pequeno, diria Reagan.

Ou, como diria um reaganesco: precisamos tornar o Estado tão pequeno que seja possível afogá-lo numa banheira …

Obama não saiu do trilho desde que chegou.

O que ele faz está lá, na campanha.

Ele não lançou nenhuma “Carta aos Brasileiros”, para poder ser engolido pelos neoliberais.

Pesquisa do New York Times e da CBS mostra que a popularidade de Obama está em 77%.

A pesquisa do Washington Post e da ABC mostra que a popularidade do Obama está em 68% (maior do que a Reagan, neste momento do mandato).

Mas, isso, caro amigo navegante, é porque os americanos não leem o PiG (*).

Porque o PiG (*) e seus colonistas (**)  adotaram duas atitudes em relação ao Governo Obama: 1) não levam Obama a sério, como a Miriam Leitão, que acha que ele está mais para bloco sujo do que para escola de samba; ou 2) pintam a crise americana com um alarme e um desespero que não se encontra na imprensa americana.

Na tentativa desesperada de derrubar o presidente Lula, o PiG tentou fazer com que o camarote do Presidente Lula na Sapucaí caísse sob o peso da queda das ações do Citibank.

Em tempo: quem foi ovacionado no Sambódromo de São Paulo foram Zé Pedágio e Gilberto Taxab. Como diz o Conversa Afiada: é mais fácil o Vesgo do Pânico ser Presidente da República do que o Zé Pedágio. E se continuar assim, ele não se re-elege governador de São Paulo. Vai ser o editorialista (de todos os assuntos) da Folha (***)

Em tempo 2: Obama mandou rever todos os contratos de empreiteiros americanos no Iraque. É como se o Zé Pedágio – se fosse o que o PiG diz que ele é – revisse o contrato dos empreiteiros que a abriram a cratera do metrô. Leia o resto do artigo »

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Rumo à estatização: Governo Obama avalia assumir controle de bancos e Bolsa de NY cai a menor nível em 12 anos

Postado em 26 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2009

Fonte: O Globo

Por Gilberto Scofield Jr.*

As autoridades do sistema financeiro dos EUA anunciaram ontem que vão injetar US$300 bilhões em 350 instituições financeiras do país. Isso abre caminho para a estatização dos 20 maiores bancos americanos em dificuldades, ao permitir que o dinheiro público possa ser transformado em ações ordinárias, com direito a controle do capital e assento no conselho de administração, ainda que temporariamente. O dinheiro faz parte dos US$350 bilhões do pacote de ajuda ao sistema financeiro prometido pelo governo de George W. Bush, mas aprovado no Congresso para ser usado pela equipe de Barack Obama.

A notícia de que o governo americano poderá se tornar acionista majoritário dos bancos abalou os mercados financeiros. Os principais indicadores da Bolsa de Nova York, o Dow Jones e o S&P 500, fecharam com forte queda, recuando para o menor patamar desde maio de 1997, período da crise financeira asiática. O Dow caiu 3,4%, para 7.114 pontos, e o S&P 500, 3,5%, para 743 pontos. O índice das empresas de tecnologia Nasdaq recuou 3,71%, para 1.387 pontos. Também pesou a informação divulgada pela rede CNBC de que a seguradora American International Group (AIG) pode ter que pedir falência se o governo não der mais recursos. Na Europa, Frankfurt caiu 1,95%, Londres, 0,99% e Paris, 0,82%. Leia o resto do artigo »

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