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Blog do Desemprego Zero

O new deal de Obama

Escrito por Imprensa, postado em 20 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Historiadores comparam presidente eleito em crise a Roosevelt

Fonte: O Globo, 17/01/2009.

Na sexta-feira 3 de março de 1933, Richard Whitney, presidente da Bolsa de Valores de Nova York, se encaminhou para o pequeno púlpito de onde costumava abrir os pregões.

Os operadores aguardavam o início das transações do dia. Em vez disso, Whitney anunciou: “A Bolsa de Valores está fechando”. O mesmo aconteceu, quase que na mesma hora, na Bolsa de Chicago, que parava pela primeira vez desde que fora fundada, em 1848. Tinha acabado o fôlego do sistema financeiro americano.

Na manhã seguinte, os governadores de Nova York, Illinois e Pensilvânia assinaram ordens fechando todos os bancos, o que elevava a 34, de um total de 48, o número de estados onde não havia mais instituições financeiras em funcionamento. Poucas horas depois, Franklin Delano Roosevelt, o trigésimo-segundo presidente dos EUA, prestou juramento e assumiu a Casa Branca, em meio à pior crise que o país já conhecera.

Barack Obama vai tomar posse na terça-feira também sob o peso de uma grave crise econômica. Ele também é um democrata sucedendo a um presidente republicano com números de aprovação muito baixos. E ele, também, pretende gastar bilhões de dinheiro público para reanimar a economia.

O presidente que tirou o país da crise

Não à toa, os anos da presidência Roosevelt pairam sobre Obama. As comparações são inevitáveis, a ponto de a revista “Time” ter feito uma capa transformando Obama em Roosevelt, usando uma foto célebre do então presidente em um carro aberto. Obama está sentado no carro sem capota, de chapéu, cigarrilha na boca, grande sorriso, enquanto a revista coloca como título: “O Novo New Deal”, uma referência ao programa que Roosevelt lançou quando assumiu.

A maior parte do eleitorado americano espera que, assim como Roosevelt, Obama seja lembrado na História como o presidente que tirou o país da crise.

- Obama é como um barco no qual o povo americano pode colocar toda a sua infindável reserva de esperança, do mesmo modo como fez em 1932 com Roosevelt – diz Bruce Kuklick, professor de História da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia. – A idéia de inexperiência na política, uma das críticas feitas a Obama, é irrelevante. Kennedy e Reagan, por exemplo, também não tinham experiência. Obama tem algo de extraordinário que só as grandes personalidades têm.

O próprio Obama está levando a sério a comparação com Roosevelt, assim como toda sua equipe, convocada a ler uma farta literatura histórica.

Uma das inspirações do presidente eleito, além dos livros sobre Abraham Lincoln – que tomou posse na Guerra Civil, e a quem se credita o fato de os EUA não terem se esfacelado – são os livros sobre os cem primeiros dias de Roosevelt.

No topo da lista está “The defining moment: FDR’s hundred Days and the triumph of hope” (ed.Simon& Schuster), do jornalista Jonathan Alter. Nele, Alter traça a trajetória de Roosevelt desde seu complicado nascimento – foi “ressuscitado” por uma respiração bocaa-boca feita pelo médico, depois de a enfermeira o ter dado como morto – passando pela sua entrada na política; a poliomielite que o deixou sem andar aos 39 anos; até os três primeiros meses de sua gestão na Presidência, que ficaram conhecidos pelas 15 leis que ele conseguiu aprovar no Congresso, criando instituições regulatórias que até hoje funcionam.

- Abraham Lincoln é o presidente favorito de Obama, mas não é estranho que ele esteja lendo sobre Roosevelt. As questões básicas da transição são as mesmas hoje em relação a 76 anos atrás: onde é o fundo do poço desta crise econômica? Qual a melhor maneira de lidar com ela logo após a posse? – explica Alter, lembrando, porém, que a economia estava muito pior nos anos 30.

Roosevelt tinha problemas maiores

Essa é uma das ressalvas que os historiadores fazem na comparação Obama-Roosevelt.

- Os problemas de Roosevelt eram muito maiores. O desemprego estava em 25% (contra 7% hoje), a renda nacional tinha encolhido pela metade, não havia nenhum programa de auxílio aos trabalhadores demitidos, não existiam mecanismos de garantias de depósitos bancários para aqueles que tinham confiado suas economias aos bancos – afirma Cary Covington, um especialista em presidentes americanos e professor de Ciência Política da Universidade de Iowa. – A própria democracia americana estava em perigo.

Uma anedota entrou para a História. Ao ser perguntado se, tirando os EUA da Grande Depressão, ele seria lembrado como o maior presidente americano, Roosevelt replicou: “Se eu não resolver os problemas do país, serei lembrado como o último presidente americano.” Obama não terá a facilidade para aprovar pacotes no Congresso que teve Roosevelt. E já avisou que não pode transformar a economia de um dia para o outro.

- É impossível repetir o feito de Roosevelt, que aprovou leis em um tempo recorde – diz Alter. – Várias agências governamentais foram criadas nesse curto período. O perigo para Obama é que ele demore para agir. Ele precisa aproveitar este momento para fazer as mudanças – completa Alter.

Corvington concorda, mas acrescenta: – O maior erro de Obama seria ele tentar fazer coisas demais ao mesmo tempo, perdendo o foco. O que Roosevelt conseguiu, aprovar 15 leis em três meses, talvez não se repita nunca mais.

Mas, segundo os historiadores, Obama tem uma vantagem significativa: está planejando melhor a transição.

Roosevelt, quando assumiu, não tinha nenhum plano na cabeça. Quando foi convocado à Casa Branca dois dias depois da posse para discutir um programa para salvar o sistema bancário, o então diretor do Federal Reserve, Walter Wyatt, se espantou.

“Eles não tinham nenhuma medida já pensada”, contou Wyatt anos depois. “Saí da Casa Branca com um pedacinho de papel, onde anotei os principais pontos discutidos.” O plano elaborado ficou conhecido como o Emergency Banking Act, aprovado três dias depois.

O historiador Tony Badger, da Universidade de Cambridge, especializado em política americana, diz, em artigo na revista “The Nation”, que Roosevelt apostou e deu sorte. “Quando se dirigiu à nação pela primeira vez, no dia 12 de março, Roosevelt disse aos americanos que era seguro colocar o dinheiro nos bancos, que iriam reabrir no dia seguinte. Os americanos acreditaram nele. Mas não havia Plano B”, escreve Badger. “Se os americanos tivessem preferido deixar o dinheiro debaixo do colchão, teria sido catastrófico.”

Segurança pessoal em excesso

Roosevelt até o último momento ficou de fora das decisões do governo de Herbert Hoover em relação à crise. Já Obama, apesar de também ter se recusado a se envolver nas últimas medidas da gestão Bush, está trabalhando para poder tomar decisões a partir do dia 20. Há semanas articula o apoio do Congresso para seu programa de estímulo à economia, que deve ter um valor entre US$ 750 bilhões e US$ 1 trilhão. E já tem a equipe montada.

Kuklick explica que, assim como Roosevelt, uma das características de Obama é ser muito seguro de si. Isso, segundo o professor, é uma qualidade mas também pode ser um problema: – Será que ele está caminhando de olhos fechados para a própria queda?

Covington acha que o perigo existe, mas que o otimismo é uma das qualidades indispensáveis a um presidente.

- Ele tem que servir de inspiração. Os americanos precisam de um presidente que reforce o espírito do “tudo é possível na América” e que lidere pelo exemplo. Mostrar indecisão pode comprometer a capacidade de liderança. Foi o que moveu Roosevelt a dizer, no seu discurso de posse, a frase que define, para muitos, seus anos no poder: “A única coisa que devemos temer é o próprio medo”.

E foi o que levou Obama a dizer, em Chicago, na noite da sua vitória: “A estrada à nossa frente será longa. Nossa escalada será íngreme. Podemos não chegar lá em um ano, nem mesmo em uma gestão. Mas, América, eu nunca estive tão confiante de que chegaremos lá.” Na próxima terça-feira, ele vai renovar a promessa.



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