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Blog do Desemprego Zero

O futuro da taxa Selic

Escrito por Imprensa, postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Fonte: Jornal do Brasil

Por Júlio Gomes de Almeida*

*PROFESSOR DA UNICAMP E EX-SECRETÁRIO DE POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO LULA

A redução da taxa Selic pelo Banco Central foi positiva, uma vez que o corte de 1 ponto percentual afeta para melhor as expectativas de empresários e consumidores. Uma queda de 0,75 ponto percentual, que chegou a ser cogitada, seria avaliada como uma medida protocolar, rotineira do BC, e não influenciaria a percepção dos agentes econômicos. A redução confirma, frente a empresários e consumidores, que o governo assume uma postura de atuação frente à crise financeira. Nesse momento, duas questões são muito relevantes.

A primeira é se o processo de queda da Selic deve continuar nas próximas reuniões do Copom. A resposta é sim, a tendência deve se manter por um período amplo e com intensidade. A retração da nossa economia está sendo e ainda será forte. Isso significa que o Banco Central terá que prosseguir com uma redução significativa dos juros ao longo de 2009.

Espaço

Há espaço na economia para cortes expressivos, talvez até o patamar de um dígito. O que temos, então é uma oportunidade, mesmo que proporcionada por um fator adverso, que é a crise. É uma chance de ouro para que o Brasil consiga algo que nunca alcançou: uma taxa de juros compatível com as vigentes na maioria dos países de economia forte, como a nossa própria. É preciso observar que outros países, nesse ciclo adverso, estão levando as políticas monetárias ao limite.

A taxa de juros na Inglaterra é hoje a menor em 300 anos, e se aproxima de zero nos Estados Unidos e Japão. Portanto, as nações desenvolvidas e emergentes têm procurado, de fato, praticamente zerar o custo do dinheiro por meio de suas políticas monetárias. O Brasil, com uma taxa de 13% ao ano, ainda está muito longe disso, e o caminho a percorrer é bastante longo, mas isso também significa que a política monetária pode fazer muito mais pela nossa economia.

Spread bancário

O outro ponto decisivo diz respeito ao spread bancário, especificamente como reduzi-lo. O spread é a diferença entre a taxa que os bancos emprestam dinheiro e a taxa que captam. No Brasil, é muito alto porque nós não temos ­ e deveríamos ter ­ uma concorrência significativa no setor de crédito. Outros fatores influenciam, como os altos custos bancários e a elevada incidência de tributos sobre a intermediação financeira.

Não se pode atacar só um desses problemas. A questão deve ser abordada por meio de uma política eficiente que poderia começar agora e ter um horizonte de dois anos. A queda da taxa Selic é uma pré-condição para a redução dos juros bancários. A partir daí, uma série de medidas pode ser tomada de forma simultânea. Em primeiro lugar, poderia ser instituída uma espécie de premiação, sob a forma do acesso ao compulsório não remunerado por parte das instituições financeiras que mais reduzirem seus custos e taxas finais de crédito. Paralelamente, haveria uma redução de tributos, também associada ao desempenho dos bancos na redução de juros. É outra medida de premiação que beneficiaria a concorrência.

Adicionalmente, uma ação coordenada dos bancos públicos poderia contribuir para que se alcance o objetivo. Em resumo, há muito o que fazer em relação aos juros e as taxas dos bancos, e é daí que pode vir o caminho para minimizar os efeitos da crise financeira sobre a economia brasileira.



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