José Alencar: Brasil vai bem, apesar da política monetária
Escrito por Imprensa, postado em 7 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
O vice-presidente José Alencar afirmou hoje (6), poucas semanas antes da primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom), que a economia brasileira está bem, apesar da política monetária adotada pelo Banco Central (BC). Para o vice-presidente, é preciso dar ao BC ordem para praticar taxas de juros semelhantes às dos outros países.
Alencar critica política do BC
“O Brasil vai bem, apesar da política monetária. Não graças a ela, apesar dela. Ela [política monetária] vai nos levar, em oito anos, R$ 1,2 trilhão [com a rolagem da dívida do país]“, disse Alencar.
“Isso [baixar a taxa] não é assunto para técnicos. Isso é assunto para decisão política. O que nós temos que fazer é dar ao Banco Central uma ordem para que pratique taxa de mercado, nem maior, nem menor do que as dos outros países”, afirmou Alencar, em conversa com jornalistas, em seu gabinete no Palácio do Planalto.
Para ele, é um equívoco achar que o presidente do BC, Henrique Meirelles, é o principal responsável pela queda da inflação no país. “Eles pensam que ele é o responsável pelo fim da inflação”, disse o vice-presidente, ao contar episódio em que Meirelles foi homenageado por uma revista de circulação nacional, evento do qual participou.
Apesar das críticas ao BC, Alencar afirmou que Meirelles é um amigo. E relatou que, dias antes de o Copom aumentar os juros, teve uma reunião com o presidente do BC. “Ele disse para mim: ‘Eu concordo com o senhor em gênero, número e grau’. No dia seguinte, aumentou mais meio por cento”, contou, em meio a risadas.
Segundo o vice-presidente, Meirelles argumenta que uma possível queda da taxa pode levar ao aumento do consumo e, conseqüentemente, ao crescimento da inflação. Já Alencar alega que mais da metade da população brasileira consome apenas o essencial e que os juros altos impedem o acesso a outros bens.
última reunião de 2008, o Copom decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. O próximo encontro do colegiado está marcado para os dias 20 e 21 deste mês, quando os analistas de mercado esperam por um anúncio de redução da taxa.











