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Blog do Desemprego Zero

Crise e oportunidade

Escrito por Imprensa, postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009 Imprimir Enviar para Amigo

Fonte: Valor

Por Françoise Terzian, para o Valor, de São Paulo

A crise financeira global não poupará os países em desenvolvimento, mas estar na linha de fogo não significa, necessariamente, ser gravemente atingido. E para o Brasil, com sua economia diversificada e muitas riquezas naturais, este momento de riscos e incertezas poderá, ainda, trazer a oportunidade de assumir de maneira efetiva a liderança da integração da América Latina. “Um bloco latino-americano consistente será uma das mais importantes forças da próxima ordem econômica mundial”, afirma o professor coreano Ha-Joon Chang, diretor assistente de estudos de desenvolvimento da Faculdade de Economia e Política da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Ha-Joon Chang: “Um bloco latino-americano consistente, com liderança do Brasil, será uma das mais importantes forças da próxima ordem econômica mundial” 

No dia 12 Chang estará em São Paulo para participar de um ciclo de conferências sobre desenvolvimento na América Latina (“The First Latin American Advanced Programme on Rethinking Macro and Development Economics”), organizado pela Escola de Economia de São Paulo – FGV/SP, com o apoio da Fapesp e da Ordem dos Economistas do Brasil. Ele também vem para o lançamento de seu livro “Maus Samaritanos – O Mito do Livre-Comércio e a História Secreta do Capitalismo”, que tem prefácio de Luiz Carlos Bresser-Pereira.

Em conversa com o Valor, Chang explica que, geograficamente, a América Latina é bem delimitada e culturalmente muito homogênea. E o Brasil, como maior país e dono da economia mais diversificada, torna-se o líder natural desse bloco de alto potencial. Ele lembra que a América Latina, incluindo o Caribe, tem por volta de 550 milhões de habitantes, uma população com menos da metade da chinesa (1,3 bilhão) ou indiana (1,1 bilhão), mas com um PIB bem próximo do chinês e quase três vezes maior que o da Índia.

Não dá, entretanto, para dizer que está tudo bem com o Brasil, até por que sua economia não apresentou tão bom desempenho na última década, tirando os últimos anos de forte aceleração, seqüência agora quebrada com a crise. No entanto, as dificuldades poderão ser combatidas e transformadas em oportunidades. Com a demanda mundial em declínio, Chang diz que o Brasil deverá reduzir impostos, aumentar os gastos governamentais e preservar a demanda doméstica. E mesmo que a demanda mundial esteja em retrocesso, o país poderá abrir novos mercados para seus produtos, opina Chang.

Toda vez que visita o Brasil, Chang percebe excelentes oportunidades de exportação para a Europa e a Ásia. Um exemplo óbvio é o café. Embora o Brasil seja o maior exportador mundial, quem ganhou toda fama foi a Colômbia. Isso acontece, em parte, por que os colombianos têm investido muito na criação de uma imagem de alta qualidade para o seu café. Chang lembra que no filme “Todo Poderoso”, o personagem de Jim Carey, que se transforma temporariamente em Deus, pede uma xícara de café e é atendido por um camponês colombiano, não por um brasileiro. “O país não está fazendo o suficiente para obter o máximo de seus produtos”, critica Chang. Na prática, fazer mais significaria investir pesado na criação de uma imagem para os produtos brasileiros em âmbito mundial e também tentar competir com os melhores produtos e serviços, como já fazem a Embraer e a Petrobras.

Para os países em desenvolvimento, Chang recomenda que aprendam a pensar neles próprios. Também precisam se unir contra “políticas nocivas impostas pelos países ricos”. Para isso, devem realizar sérios debates internos sobre a estratégia de desenvolvimento econômico do grupo. “Todos os países ricos têm feito coisas para manter, ou até mesmo ampliar, o vácuo entre eles e os países subdesenvolvidos. Nos últimos 25 anos, eles têm usado seus orçamentos de ajuda bilateral e seu controle das principais organizações econômicas globais, como o FMI, o Banco Mundial e a OMC para impor suas políticas neoliberais aos países subdesenvolvidos, atrasando o desenvolvimento de suas economias.”

Chang entende que a estrutura e as diretrizes da OMC devem ser modificadas em matéria de políticas tarifárias, subsídios, propriedade de direitos intelectuais, regulação de investimento estrangeiro, entre outras questões. A organização, diz ele, aplica exatamente as mesmas regras para países com diferentes necessidades e habilidades. Um exemplo são as fortes proteções às patentes e outros direitos de propriedade intelectual. Se esses acordos podem ser bons para os países ricos, são ruins para os em desenvolvimento, por dificultar seu acesso a novas tecnologias. “Apesar disso, a OMC levou os países com renda média a requerer o mesmo degrau de proteção de direitos intelectuais que os países ricos. Os países pobres devem entrar em conformidade até 2013.”

É verdade também que a OMC concede aos países mais pobres uma proteção extra e subsídios. Contudo, esses pequenos benefícios são vistos como limitados por Chang. Se a OMC não mudar, ele imagina que a organização se tornará um obstáculo ao desenvolvimento de muitos países , acrescentando mais uma dificuldade ao cenário atual, já dominado por países ricos e suas políticas. Para resistir a essas imposições, diz Chang, o único caminho é a formação de uma aliança entre os países em desenvolvimento e a exploração de acordos entre mercados comuns, com países fora de sua região e com nível de desenvolvimento similar. No caso do Brasil, isso significa se aliar economicamente à Malásia, África do Sul, Turquia e Rússia. “A história mostra que os mais fortes raramente fazem concessões aos mais fracos, a não ser que os mais fracos se organizem entre eles e ponham pressão nos mais fortes.”



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