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Blog do Desemprego Zero

Archive for janeiro 28th, 2009

No bolso, ao menos

Postado em 28 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

“(…) fica claro mais uma vez que ele não ´conta com facilidades´ fora do Brasil. Enquanto aqui os processos contra ele andam a passo de tartaruga (são raríssimos os casos de condenação como a decidida pelo juiz Fausto De Sanctis), no exterior Dantas é um contumaz perdedor. Juízes estrangeiros já o chamaram literalmente de mentiroso e ladrão. Nestas bandas, ele costuma ser definido apenas como ´polêmico´”.

Fonte: CartaCapital

Daniel Dantas pode até estar fora das grades e aparentar um poder capaz de mover montanhas a Portugal, mas o “dedo” apontado internacionalmente pela Operação Satiagraha sobre seus negócios tem provocado dores em uma área sensível, o bolso.

Na quinta-feira 22, o governo federal obteve o bloqueio de cerca de 2 bilhões de dólares em contas bancárias mantidas no exterior por Dantas, o maior já feito na história do País. Embora, para não atrapalhar as investigações, os nomes dos donos do dinheiro não tenham sido divulgados oficialmente, CartaCapital apurou que 90% dos recursos pertencem a uma só pessoa: o dono do Opportunity.

Na tarde do mesmo dia, o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo confirmou que o dinheiro das contas bloqueadas é do Banco Opportunity, mas apresentou números diferentes daqueles divulgados pelo Ministério da Justiça.

Do montante bloqueado, a maior parte está no próprio nome de Dantas, de laranjas e de fundos de investimento dos quais ele é o único beneficiário. Para evitar perder o dinheiro de vez, o banqueiro terá de comprovar que os recursos foram obtidos de forma lícita, ao ser convocado pela Justiça dos países onde colocou os bilhões de dólares que possui. O Brasil, por outro lado, terá de apresentar evidências do contrário. Infelizmente para Dantas, sabe-se que parte significativa dessa quantia não foi declarada ao Fisco.

O vaticínio do “dedo” sobre Dantas foi lançado há duas semanas em reportagem de CartaCapital por um assessor do delegado Paulo Lacerda, defenestrado da direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e nomeado adido policial da embaixada brasileira em Portugal no fim do ano passado. Este seria, para Lacerda, o grande mérito do delegado Protógenes Queiroz, também afastado de sua tarefa após deflagrar a operação contra o banqueiro. Se antes da Satiagraha quase ninguém no exterior ouvira falar das acusações contra o Opportunity, agora todos estão de olho em cada movimento seu. Isso explica a tentativa sôfrega de Dantas nos últimos meses para melhorar sua imagem lá fora (ele anda dando entrevistas a vários jornalistas estrangeiros).

Na mira dos organismos anticorrupção internacionais, o vultoso volume de recursos foi bloqueado graças à cooperação entre Brasil, Reino Unido e Estados Unidos. O bloqueio, segundo a nota divulgada pelo Ministério da Justiça, foi determinado por ordem judicial. A ação foi coordenada pela Secretaria Nacional de Justiça, com a participação do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), da Justiça Federal e da PF. Leia o resto do artigo »

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The Unreality of the “Real” Business Cycle

Postado em 28 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009

by Robert Skidelsky

Project Syndicate  

Testifying recently before a United States congressional committee, former Federal Reserve Chairman Alan Greenspan said that the recent financial meltdown had shattered his “intellectual structure.” I am keen to understand what he meant.

Since I have had no opportunity to ask him, I have to rely on his memoirs, The Age of Turbulence , for clues. But that book was published in 2007 – before, presumably, his intellectual structure fell apart.

In his memoirs, Greenspan revealed that his favorite economist was Joseph Schumpeter, inventor of the concept of “creative destruction.” In Greenspan’s summary of Schumpeter’s thinking, a “market economy will incessantly revitalize itself from within by scrapping old and failing businesses and then reallocating resources to newer, more productive ones.” Greenspan had seen “this pattern of progress and obsolescence repeat over and over again.”

Capitalism advanced the human condition, said Schumpeter, through a “perennial gale of creative destruction,” which he likened to a Darwinian process of natural selection to secure the “survival of the fittest.” As Greenspan tells it, the “rougher edges” of creative destruction were legislated away by Franklin Roosevelt’s New Deal, but after the wave of de-regulation of the 1970′s, America recovered much of its entrepreneurial, risk-taking ethos. As Greenspan notes, it was the dot-com boom of the 1990′s that “finally gave broad currency to Schumpeter’s idea of creative destruction.”

This was the same Greenspan who in 1996 warned of “irrational exuberance” and, then, as Fed chairman, did nothing to check it. Both the phrase and his lack of action make sense in the light of his (now shattered) intellectual system. Leia o resto do artigo »

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