Papel do BNDES como hospital de empresas divide especialistas
Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2009
Publicado em: O Globo
Por: Liana Melo
Ex-diretor do BC diz que o governo emite títulos e banco dá taxa subsidiada
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já foi chamado de hospital de empresas, justamente por dar financiamentos, a juros baixos, a companhias com saúde financeira abalada. O dinheiro era farto e barato.
É que, em menos de 48 horas, o BNDES liberou R$2,4 bilhões para viabilizar a maior empresa de celulose de fibra curta do mundo, com a compra da Aracruz Celulose pela Votorantim Papel e Celulose (VCP). Ontem, foi a vez de o banco receber um reforço de R$100 bilhões do Tesouro, sendo que parte desse montante já tem como destino certo a Petrobras. A estatal recorreu recentemente à Caixa Econômica Federal para poder pagar impostos.
Lessa elogia o “hospital” e lembra lógica passada
Ainda que a justificativa para ajudar as empresas seja a sua relevância estratégica, o economista José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central (BC) e hoje sócio da MCM Consultores, não aprova a prática, apesar da crise financeira:
- O país não está num estágio de desenvolvimento econômico em que possa abrir mão de recursos públicos em setores como saúde, educação e segurança pública. Leia o resto do artigo »
Postado em O que deu na Imprensa, Política Brasileira, Política Econômica | 1 Comentário »


