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Blog do Desemprego Zero

Archive for 2008

Oportunidades e ofertas de emprego, estágios e concursos públicos – 18 de junho

Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Semanalmente estaremos divulgando uma lista com oportunidades de emprego, estágios e concursos públicos aqui no blog do Desemprego Zero. Confira a lista abaixo com oportunidades para o estado do Rio de Janeiro.

EMPREGOS

Propagandista de Vendas     (1 vaga  -  Região dos Lagos)
Formação Acadêmica:  Superior cursando o último período ou completo.
Desejável superior em Biologia, Ciências Sociais, Psicologia ou
Pedagogia.
Conhecimento de Microinformática: Conhecimentos do pacote Office.
Experiência:  Em atividades ligadas à área  de vendas externas. Noções
de livros didáticos.
Atividades:  Irá atuar na divulgação de livros em colégios
(particulares / públicos), livrarias e realizará prospecção de novos
clientes.
Requisitos Adicionais:  É necessário possuir Carteira de habilitação
categoria B. É necessário residir na Região dos Lagos.  
Salário: fixo + comissão
Benefícios: VR + VA + Ajuda de custo + carro da empresa + Assistência
Médica Horário: Comercial (2ª a 6ª)

Interessados encaminhar currículo para o e-mail
marcele.reis@manpower.com.br  com o assunto   Propagandista (Região
dos Lagos)

**** Leia o resto do artigo »

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A nova desordem mundial

Postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Luís Nassif

Fonte: Projeto Brasil

A situação mundial continua complexa. O que seria o desfecho positivo da atual crise?

1. A recessão americana começar a refluir e o FED (o Banco Central americano) aumentar as taxas de juros.

2. Ao mesmo tempo, a inflação começaria a ceder na Europa, levando o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra a reduzir as taxas de juros.

3. Com esses dois movimentos, concatenados, haveria uma revalorização do dólar e uma depreciação do euro e da libra.

4. A conseqüência seria um movimento dos fundos de investimentos em direção ao dólar, desmontando as posições em commodities e, especialmente, em petróleo.

5. Com a redução desse movimento especulativo, cairiam os preços das commodities, reduzindo a inflação mundial.

6. Sem a pressão inflacionária, a economia européia poderia recuperar a vitalidade. Somada à recuperação da economia americana (que precederia o aumento de juros nos EUA) e o ritmo de crescimento dos BRICs, a economia mundial poderia entrar em novo ritmo.

Esse é o cenário benigno, aguardado por muitos bancos para voltarem ao dólar.

No entanto, esbarra na dura realidade atual.

Nos Estados Unidos, ainda não há sinais de que a crise tenha batido no fundo do poço. Os preços dos imóveis continuam caindo, há no ar cheiro de crise financeira. Ainda está longe o momento em que se poderá reverter a trajetória dos juros – embora algumas instituições e publicações respeitadas, como o Financial Times, ainda apostem nessa reversão.

Na Europa, o combate à inflação tornou-se prioridade maior. Em maio houve um recorde da inflação, batendo em 3,7%.

Ontem, o BCE (Banco Central Europeu) se declarou em “estado de alerta avançado” em relação à inflação, especialmente os preços de energia e dos alimentos. A declaração foi do governador do BC de Luxemburgo Yves Mersch, durante apresentação do relatório do seu BC.

Ele anunciou que o conselho de governadores do BCE atuará de forma objetiva, e em tempo oportuno, para impedir os efeitos da alta de preços sobre o conjunto da economia e sobre a estabilidade de preços.

O conselho dos governadores constatou que a inflação deverá permanecer em níveis elevados por um período maior do que o previsto.

Agora, a maioria dos analistas espera que as taxas de juros do BCE aumentem dos atuais 4% ao ano para 4,25%.

É um jogo complexo. Desde a crise da Ásia, na década passada, se acreditava na capacidade de articulação dos bancos centrais. Tinha-se uma situação similar à das primeiras décadas do século 20, em que essa articulação se dava em torno do Banco da Inglaterra. Seus movimentos eram acompanhados por um conjunto de bancos centrais europeus, permitindo uma relativa estabilidade monetária.

Da crise da Ásia para cá se tinha em conta de que, finalmente, os BCs tinham conseguido os movimentos articulados, que permitiriam manter o fluxo de capitais livre, sem restrições.

Esse sonho acabou. As disfunções do mercado financeiro internacional são amplas, há um conflito de prioridades entre os diversos blocos econômicos.

Só o Brasil continua permitindo a apreciação da sua moeda, como se nada tivesse mudado.

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Resumo Diário 17/06/2008

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Katia AlvesLuciana Sergeiro

Economia

A pesquisa realizada pela Febraban de Projeções e Expectativas de mercado, diz que a taxa básica de juros vai ter uma alta de 12,25% para 14,25%. O motivo das altas, segundo os bancos, é a perspectiva pouco otimista para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), taxa oficial de inflação. A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) para 2008 passou de 4,66% para 4,78% e o do risco-país foi de 210,31 pontos para 177,82 pontos.

Folha Online: BC deve manter ritmo de alta dos juros até o fim do ano, estima Febraban

De acordo com as estatísticas, o ritmo de expansão do número de jovens ocupados foi quatro vezes menor do que o crescimento da ocupação total nas seis regiões. Enquanto o total de ocupados subiu 16% neste período de cinco anos, de 18,5 milhões para 21,4 milhões. O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, disse que os dados relativos ao emprego dos jovens refletem o menor crescimento da população nessa faixa etária nos últimos anos e a dificuldade, gerada pela inexperiência e falta de especialização, de inserção no mercado de trabalho.

Estadão de S. Paulo: Vagas para jovens não acompanham alta do emprego no País

Política

Luiz Inácio Lula da Silva declarou em se aproveitar os recursos a serem gerados com o petróleo, como criar um fundo para educação e outras medidas para combater a pobreza. E isso acabou agradando a oposição, Valdir Raupp (RO), líder do PMDB no Senado afirmou que “a indústria do petróleo ganha muito dinheiro e a educação, assim como a saúde, deve ser priorizada”.

Gazeta Mercantil: Uso de roaylties do petróleo para educação une aliados e oposição

A opososição fez de tudo para atrasar  a a tramitação do projeto que inclui a recriação da CPMF PSDB, DEM e PPS consideram apressar a votação da proposta no Senado para antes das eleições.

Enquete feita pela Folha ouviu 52 dos 54 senadores aliados e constatou que 13 pretendem votar contra a CSS, 15 estão indecisos e só 18 declararam apoio à contribuição que tem sido conhecida como “a nova CPMF”.

 Folha online: Blog do Josias: Oposição cogita, agora, apressar a votação da CSS

 Desenvolvimento

Edison Lobão, ministro de Minas de Energia, declarou que ano de 2009 haverá o primeiro leilão de energia eólica do País o ministro Lobão garantiu que, além do primeiro, ocorrerão leilões de energia eólica periódicos. O diretor executivo do Greenpeace-Brasil, disse que o encontro entre as lideranças governamentais e o governo federal teve como objetivo discutir um maior empenho para fomentar o desenvolvimento da energia dos ventos no País.

Gazeta Mercantil: Ministro Lobão garante leilão de eólica para início de 2009

Os engenheiros Maurício Francisco Henriques Junior e Valéria Said de Barros Pimentel apresentaram um estudo do uso de óleos vegetais pode melhorar a condição de vida das populações ribeirinhas isoladas da Amazônia, que não têm acesso à energia elétrica ou têm um acesso restrito.

JB Online: Amazônia : Óleos vegetais podem gerar energia para populações isoladas

Internacional

Segundo o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, o mercado de petróleo está sobreabastecido e a recente alta no preço da commodity é “falsa e imposta”. Mahmadinejad atacou os impostos ao setor de energia em países consumidores. Ele disse que há uma diferença “injusta” na receita entre países exportadores ei mportadores e afirmou repetidamente que o mercado está bem abastecido de petróleo e culpa a especulação, a fragilidade do dólar e fatores geopolíticos pela alta nos preços.

Jornal do Brasil: Presidente iraniano classifica alta do petróleo de ‘falsa’

 Segundo relatório das Nações Unidas o número de refugiados bateu um recorde em 2007 o número de refugiados totalizou 37,4 milhões, dos quais 11,4 milhões estariam fora de seus países e 26 milhões seriam refugiados internos. O relatório aponta que afegãos e iraquianos representam mais da metade dos refugiados em 2007.

 O Globo Online: Número de refugiados atinge recorde, diz ONU

           

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Brasil, o país do presente?

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

O autor declara que tentamos encontrar as razões que impedem nosso país de deslanchar e o mantêm pobre e desigual, distante do ideal que para ele traçamos. E ficamos sem entender como é que um povo que consideramos tão esperto e cordial, vivendo numa terra que achamos tão generosa, não chegou ainda ao tão ansiado primeiro mundo.

Jaime Pinsky em seu texto afirma que a solução para o desenvolvimento brasileiro não é puramente econômica, mas passa por uma questão sócio-cultural.

Por Katia Alves

Por Jaime Pinsky

Publicado originalmente no Correio Braziliense  

Um colega historiador costuma dizer que o diálogo entre economistas e historiadores é sempre muito tranqüilo, sem choques, uma vez que trabalham com objetos diferentes. Enquanto nós, dizia ele, nos contentamos em profetizar sobre o passado – e, às vezes, acertamos -, os economistas especulam sobre o futuro – e invariavelmente erram.

Quem imaginaria, há poucos anos, que o dólar despencaria dessa forma em relação ao real e que nossos bancos de varejo seriam mais seguros (e já nem estou falando de lucratividade) do que o Citi ou o UBS? Lembro-me da informação que corria solta há alguns anos: a dívida externa do Brasil era “impagável”; ao que se sabe, ela virou pó. Isso tudo para não falar do pânico gerado em 2002, especialmente na área financeira, pela então provável eleição de Lula; hoje, ninguém ousa levantar uma palavra contra ele, principalmente num círculo de banqueiros.

Assim, diz o bom senso que exercícios de futurologia só têm sentido se feitos para o longo prazo: pelo menos não estaremos vivos para colher os louros… do fracasso. Como amante de riscos, contudo, ousarei um pouco mais do que o bom senso recomenda.

Começo discordando daqueles que querem pintar nossa esperança de cores ingênuas e ufanistas, baseando-se na retomada da nossa suposta vocação para exportar produtos como pau-brasil, açúcar, café, suco de laranja, minério e, dentro de alguns anos, dizem, petróleo. Isso bastaria, dizem, para darmos o grande salto e transformar esta terra na primeira potência tropical. Leia o resto do artigo »

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Carta dos alunos: A cheia do mainstream na UFRJ

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresenta um perfil heterodoxo que vem se consolidando desde a formação do curso de pós-graduação em Economia, cerca de trinta anos.

Portanto, devido ao critério de avaliação da CAPES, a UFRJ tem que se enquadrar para receber recursos, porque sem esses recursos não é possível melhorar o centro de pós-graduação e como conseqüência disso acaba deixando de lado sua identidade heterodoxa que é excelente.

Um ponto deixado para reflexão é:

Por que um centro de formação de pesquisadores, economistas e professores de excelência como da UFRJ não está cumprindo tais critérios? será porque o corpo docente perdeu qualidade ou será porque se pretende especificar um perfil para os centros de pós-graduação em economia que não inclua a tradição heterodoxa?

Por Katia Alves

Autores: Grupos Lema e Crítica Econômica

A escola de economia da UFRJ – outrora conhecida como Faculdade de Economia da Universidade do Brasil – tinha sua matriz curricular voltada para a formação de técnicos e planejadores para o desenvolvimento econômico do país. Politicamente, seus catedráticos, dos quais se destacavam Eugenio Gudin e Octávio Bulhões, tinham um perfil conservador, fortemente marcado pela teoria neoclássica.

 A história da Faculdade de Economia começa a mudar quando, a partir da formação de novos quadros teóricos – muito deles influenciados pela CEPAL – ingressam no corpo docente e promovem uma autêntica revolução teórico-política no perfil da instituição. A profª Maria da Conceição Tavares, hoje emérita da UFRJ, foi uma das figuras-chave dessa transformação. Depois, muitos se juntariam à profª Tavares, como Carlos Lessa e Antonio Barros de Castro.

O ingresso desses novos quadros proporcionou uma guinada ideológica da escola de economia da UFRJ. Dos métodos tradicionais de ensino dos cânones das ciências econômicas, a UFRJ ganhou uma marca muito particular: a da heterodoxia econômica. Diversas correntes alternativas ao mainstream, tais como o estruturalismo desenvolvimentista, o keynesianismo, o marxismo e o schumpeterianismo, ganharam destaque na formação dos novos economistas. Leia o resto do artigo »

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Expectativas racionais?

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Rodrigo L. Medeiros*

Alan Greenspan conta em ‘A era da turbulência’ (Elsevier, 2008) que Ronald Reagan chamou o então presidente do FED Paul Volcker, na época defensor de taxas de juros de dois dígitos, para uma conversa no Departamento do Tesouro. Reagan foi curto e grosso: “As pessoas estão se perguntando se realmente precisamos de um FED”. Segundo Greenspan, “ele fez exatamente o que precisava para lembrar a Volcker quem era de fato o chefe” (p.89). Lula tem sido muito paciente com a independência de Henrique Meirelles.

O relatório de mercado do BACEN vem apontando no sentido do viés de alta da Selic. Segundo consta no Boletim Focus, que escuta constantemente a “expectativa racional do mercado”, a taxa básica de juros deve atingir a casa dos 14,25% a.a. no final deste ano. Há também a “expectativa racional” de déficit em transações correntes de US$23 bi para 2008. Certamente fica difícil negar que tais expectativas alimentam profecias auto-realizáveis nas contas nacionais. Os falaciosos argumentos da pressão de demanda não se sustentam perante o quadro de especulação em torno dos preços de alimentos e petróleo nas bolsas de mercadorias e futuros. O poder de paridade de aquisição dos países mais desenvolvidos, por sua vez, agrava o quadro econômico para as sociedades menos desenvolvidas. Para essas, a elevação da taxa básica de juros é improdutiva e ineficaz.

Em seu clássico ‘A teoria geral do emprego, do juro e da moeda’ (Altas, 1982), Keynes descreveu como a preferência pela liquidez é uma armadilha para as sociedades. O mercado se equilibraria abaixo do pleno emprego dos fatores de produção disponíveis e isso provocaria muito provavelmente instabilidade sociopolítica. Afinal de contas, quem alimenta as expectativas racionais da oferta monetária e do custo de capital em uma sociedade? Mercado ou Estado?

Alguns teóricos se propuseram a enfrentar esse debate. A polarização se encontra na seguinte questão: Trata-se a moeda de um bem privado ou público? Os defensores das “expectativas racionais” defendem que se trata em um bem privado e, portanto, cabe ao mercado arbitrar o preço do dinheiro. Já os keynesianos defendem a posição de que a moeda é um bem público por ser cunhada por um Estado nacional e aceita pelo mesmo para o pagamento de tributos. Keynes percebeu que a preferência pela liquidez de uma minoria endinheirada poderia tiranizar uma sociedade. Em sociedades muito desiguais como é o caso do Brasil essa preferência revela-se uma perversa armadilha para o desenvolvimento econômico equitativo.

 

*D.Sc. em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, membro da Cátedra e Rede UNESCO-UNU de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável e da rede Economists for Full Employment do Levy Economics Institute of Bard College (NY).

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A DIFERENÇA ENTRE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: DE VOLTA AO DEBATE CEPALINO

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

Léo Nunes – Paris - O segundo mandato de Lula trouxe novamente as questões do crescimento e do desenvolvimento econômico para o centro do debate. Muitos economistas e órgãos de imprensam tratam os dois conceitos, crescimento e desenvolvimento, como sinônimos. Desta forma, o desenvolvimento seria um acúmulo quantitativo de crescimento. Entretanto, os fenômenos em questão podem não estar relacionados e, no limite, podem até mesmo ser opostos.

O crescimento econômico é comumente medido pela variação do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas por um país num determinado período de tempo. Já o desenvolvimento, no sentido furtadiano do termo, está relacionado à superação da relação centro-perifeira, à diversificação do sistema industrial e a homogeneização dos padrões de consumo. O subdesenvolvimento, portanto, é caracterizado pela subordinação do país na divisão internacional do trabalho, pela falta de soberania e de capacidade de formação de centros internos de decisão e pela heterogeneidade dos padrões de consumo.

As economias subdesenvolvidas são marcadas, por um lado, pela presença de elites que reproduzem o padrão de consumo das elites de primeiro mundo, via apropriação de excedente e, por outro lado, pela existência de uma grande margem de marginalizados. A questão levantada desde a literatura da Cepal, com destaque, no Brasil, para Celso Furtado, é a de que o crescimento econômico per se não garante necessariamente o desenvolvimento, isto é, a homogeneização dos padrões de consumo, a diversificação da estrutura produtiva e o rompimento com a relação centro-periferia.

No Brasil, prevaleceu o inverso. As robustas taxas de crescimento vigentes entre 1930 e 1970 não só não foram suficientes, como tiveram efeito inverso, ou seja, a desigualdade entre ricos e pobres apenas aumentou. Desta maneira, uma política de desenvolvimento não deve apenas responder a pergunta “como crescer”, mas deve, sobretudo, enfrentar a questão “qual crescimento desejamos”, tendo em vista, por exemplo, uma política industrial voltada para a inovação, utilizando tecnologias mais intensivas em trabalho, a questão da reforma agrária, dentre outras medidas.

Para tanto, seria necessário um monumental esforço coordenado entre burguesia nacional, classe trabalhadora organizada e Estado, que parece difícil de ser alcançado em tempos de neoliberalismo. Se esta for uma conclusão correta, continuaremos em compasso de espera.

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

São Bartolomeu

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Não temos um problema de inflação

Postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008

No artigo abaixo, José Carlos de Assis faz uma ótima observação: não há no Brasil um problema de inflação. E a idéia de combatê-la com o aumento da taxa de juros não passa de um belo pretexto.

O autor declara que a ligeira pressão inflacionária é decorrente dos preços de alimentos e das matérias-primas minerais, puxados pelo aumento da demanda mundial, é uma inflação importada. O aumento dos juros em nada vai resolver esse problema.

José Carlos de Assis cita Delfim Neto em seu texto, pois Delfim já afirmou que é impossível controlar uma inflação de custos com os métodos do modelo de metas usados pelo Banco Central. Não é diferente da opinião de outro grande economista, Joseph Stigliz, Prêmio Nobel, que em outro recente artigo desqualifica esse modelo.

No final do artigo, Assis afirma que a inflação dos alimentos, 8%, está bem acima da média, mas o país sendo grande produtor de alimentos pode controlar por algum tempo preços-chave.      

Por Katia Alves

José Carlos de Assis

Publicado originalmente no Jornal do Brasil

Não temos um problema de inflação no Brasil. Nosso problema são os que tomam uma passageira flutuação nos preços de alimentos e matérias-primas como pretexto para justificar a continuidade na elevação da taxa básica de juros. É um embate de interesses, não de diagnósticos técnicos, ou de idéias. Ganha-se muito dinheiro no mercado financeiro, bilhões de reais, com a sustentação das taxas de juros em níveis estratosféricos. Para isso continuar indefinidamente, é preciso manter um clima de terrorismo inflacionário a fim de manter a opinião pública dopada.

Fazem isso em nome do interesse público ou, mais sutilmente, em nome da proteção das classes mais favorecidas, supostamente as grandes vítimas da inflação. Não discordo que os pobres sofrem mais com a inflação. Mas eles sofrem mais com as deficiências dos sistemas de saúde e de habitação, com os engarrafamentos de trânsito, com a violência na periferia. Para isso, os charlatões do mercado financeiro não têm remédio. Sequer tocam no assunto. Seu remédio é para combater a inflação, e é único: elevar cada vez mais a taxa básica de juros.

A ligeira pressão inflacionária que temos tido provém dos preços dos alimentos e de matérias primas minerais, puxados pelo aumento da demanda mundial, em especial da China e da Índia – os dois gigantes do crescimento entre os emergentes. Leia o resto do artigo »

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