Os sinos estão dobrando
Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2008
No artigo abaixo, José Luis Fiori comenta sobre a União Européia (EU) onde no passado essa região viveu guerras contínuas e hoje existe uma comunidade econômica e política, pacífica, harmoniosa, sem fronteiras, sem discriminações e sem hegemonias.
O projeto inicial de unificação européia dobrou de tamanho, nasceu uma moeda única e o PIB comunitário ultrapassou o dos EUA, com uma renda média alta e confortável. Portanto, a integração e unificação européia são cada vez piores, porque a expansão da comunidade veio junto com um comportamento social e político cada vez mais xenófobo e competitivo.
E o resultado do referendo irlandês, que rejeitou o “Tratado de Lisboa” (principal objetivo é acelerar a centralização constitucional do poder e a transformação da UE numa potência global, com uma presidência permanente e uma política externa unificada), que já havia sido aprovado por 18 países, veio balançar ainda mais a integração da EU.
Por Katia Alves
Publicado originalmente Valor
Por José Luis Fiori
Do ponto de vista global, a União Européia virou uma carta fora do baralho da nova geopolítica mundial desses primeiros anos do Século XXI
Se fosse possível hierarquizar sonhos, a criação da União Européia (UE) estaria entre os mais importantes do século XX. Depois de um milênio de guerras contínuas, os Estados europeus decidiram abrir mão de suas soberanias nacionais para criar uma comunidade econômica e política, inclusiva, pacífica, harmoniosa, sem fronteiras, sem discriminações e sem hegemonias. Um verdadeiro milagre, para um continente que se transformou no centro do mundo graças à sua capacidade de se expandir e dominar os outros povos, de forma quase sempre violenta e muitas vezes predatória. Depois de 50 anos do Tratado de Roma, o projeto inicial de unificação européia dobrou de tamanho, nasceu uma moeda única e o PIB comunitário ultrapassou o dos EUA, com uma renda média alta e confortável. E, no entanto, as perspectivas de integração e unificação européia são cada vez piores, porque a expansão da comunidade veio junto com um comportamento social e político cada vez mais xenófobo e competitivo.
A “Terceira Via”, proposta pelo trabalhismo inglês, na década de 90, definhou e já foi esquecida; o socialismo e a social-democracia do continente é hoje um fantasma do passado, sem nenhuma identidade própria e num estado de total pasmaceira intelectual, enquanto cresce por todo lado o nacionalismo de direita e o fascismo, sob as mais diferentes formas de manifestação. As populações fecham-se sobre si mesmas e multiplicam-se as políticas de exclusão e de demonização do estrangeiro. O próprio Conselho da União Européia legitimou recentemente a criação dos Centros de Internação de Estrangeiros, verdadeiros campos de concentração, onde os imigrantes podem ficar detidos até 18 meses por uma simples decisão administrativa, sem que tenham cometido delito e sem que exista controle externo ou judicial. Na França e Itália, da direita grotesca de Berlusconi e Sarkozy, mas também na Espanha, do socialismo bem-comportado de Jose Luis Zapatero. Leia o resto do artigo »
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preocupado com as questões ambientais em relação a Amazônia. Considera que falta planejamento para o desenvolvimento da Amazônia, segundo ele deveriam ser reunidas pessoas competentes como geógrafos, geólogos, sociólogos, indigenistas para estudar a Amazônia.
Léo Nunes – Paris – A escalada da inflação, associada principalmente ao aumento dos preços de energia e alimentos, tem suscitado questionamentos sobre a melhor forma de combater tal fenômeno. No Brasil, a autoridade monetária utiliza o regime de metas de inflação. Neste arranjo, a meta de inflação definida pelo governo é a âncora da economia. Já as outras variáveis, dentre elas a taxa de crescimento, são de ajuste. O principal instrumento utilizado para combater o aumento de preços é a taxa de juros.